terça-feira, 8 de outubro de 2019

Setembro Amarelo


Setembro amarelo é o ano todo






Nós do Mundo de Helena consideramos essencial a conscientização sobre depressão e suas vertentes.
O mês passado foi um mês muito importante de campanha porém devemos frisar que informação, prevenção, e consciência são necessários todos os dias.
Essa é a razão pela qual estamos postando isso em outubro.








Setembro Amarelo


Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015. É uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM)
e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
A ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema alertando a população sobre a importância de sua discussão.



Durante o mês da campanha, costuma-se iluminar locais públicos com a cor amarela.
Por exemplo, em 2015 foram iluminados o Cristo Redentor (RJ), o Congresso Nacional (DF), o Estádio Beira Rio (RS), entre outros

Falar é a melhor solução.
Combater o estigma é salvar vidas.


Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo. O dia 10 de setembro é oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano.

São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Com o objetivo de prevenir e reduzir estes números a campanha Setembro Amarelo cresceu e hoje conquista o Brasil inteiro.
Como resultado de muito esforço, em 2016, se garante espaços inéditos na imprensa e firmam-se muitas parcerias, e ações para a conscientização sobre este importante tema.




Depoimento


Eu sofri de depressão uma parte da minha vida, e devido a um histórico de abuso na infância e bullying esse problema se acentuou, tratei com remédio por período muito curto, pois nunca gostei muito, e fiz terapia durante vários anos da vida, o que me ajudou, mas muitas vezes interrompi e deixei de lado, enfim passei por altos e baixos.
Eu tinha ansiedade e inúmeras coisas eram difíceis pra mim devido a isso, por ser sempre muito sensível, e na verdade demorei para descobrir que possuía essa condição ansiosa mas lidava como podia e isso por muitas vezes me atrapalhou na vida e em minhas relações.
Já fiquei apática, desmotivada, deprimida e até anti social por fases mas que não duravam muito tempo, mudavam e se dissipavam.
Mas nunca pensei que ao começar a sofrer de transtorno de ansiedade generalizada chegaria num estágio de total incapacidade de fazer coisas, pensar e conseguir funcionar no meu cotidiano, isso começou no fim do ano de 2017 e durou até o início do ano de 2018, quando tive um momento de imensa depressão e crises de ansiedade e pânico estavam vindo constantemente e por vezes diariamente, e o stress do momento em que vivia acentuou tudo isso ao extremo.
Cheguei num estágio em que tudo era muito doloroso, a flor da pele, e não conseguia ser produtiva como antes, falar sobre certos assuntos, ver certas pessoas, e até assistir certas coisas por conta do stress terrível que tudo aquilo me causava, então me afastei de tudo que me fazia mal durante esse período, por realmente não ter condição psicológica de enfrentar certas situações e emoções e quem entende o que é ansiedade sabe do que falo, quem não compreende ou nunca sofreu desse mal de forma aguda pode não acompanhar o raciocínio ou achar exagero, mas a falta de compreensão se dá por ignorância e desinformação sobre a doença.
Enfim cheguei num pico de ansiedade e stress que me fez querer me ferir de forma grave.
Eu sofri no passado de automutilação e quando passava por momentos de forte emoção negativa tendia a me cortar em lugares específicos superficialmente para transferir e aliviar a dor da mágoa e o stress emocional.
Isso durou alguns anos quando muito jovem, e após me tratar havia parado com tais práticas.
Mas nesse momento de forte ansiedade e stress que eu sofria que não vem ao caso descrever detalhadamente, tudo estava tão confuso, angustiante e sem sentido dentro de mim que não podia cogitar pensar limpidamente, não conseguia sequer respirar e a ansiedade já estava trazendo sintomas físicos e psicológicos muito extremos.
O peito pesava e doía como se tivesse sido atropelado, a cabeça zumbia e o corpo exausto só queria dormir mas não tinha descanso nem apagava, a mente não pensava, trabalhava em looping constante em velocidade acelerada, e aquilo era tão desesperador que era impossível não querer gritar e se isolar de tudo ou deitar querendo nunca mais se levantar.
Comunicação era impossível, e ouvir os outros se tornava um tormento pois simplesmente não conseguia me socializar e me concentrar numa conversa como qualquer pessoa normal.
Viver era pesado, meu sono e alimentação estavam sem qualidade, qualquer barulho repetitivo me perturbava ao extremo não apenas irritava como de costume, e eu descobri que isso era causado por ansiedade, mas que estava aumentando muito aquela época, e eu raramente tive descanso desses sintomas nessa fase.
O que me fez pensar que todas as vezes do passado em que sofri deprimida tivesse sido um treinamento daquele inferno vivo que eu experimentava aqueles dias.
Nada poderia ser mais enlouquecedor ou pior do que aquilo para mim e simplesmente não havia trégua.
Era impossível querer viver, pois eu não mais vivia.
Foi então que num impulso desesperado abri meu pulso, e o desespero e intenção inicial não era aliviar aquele momento mas fugir de tudo aquilo.
O sangue abundante que jorrou me fez perceber que daquela vez seria mesmo definitivo, porque não era superficial como antes, dessa vez era um buraco.
Não estava apenas me cortando pra aliviar o stress, e se o fizesse no outro pulso seria o fim de tudo.
O fim da dor e daquilo que eu sentia e não suportava mais sentir.
Foi quando a adrenalina do momento e confusão psicológica do medo de estar acabando com algo que eu não sabia o que poderia ser me fez pensar na possibilidade de voltar atrás.
Eu sabia que vivia um inferno, mas por que teria de ser sempre assim?
Será que eu poderia pedir ajuda?
Haveria saída para aquele momento?
A única pessoa que me veio a mente foi uma melhor amiga que havia passado uma fase muito difícil ano antes pois tinha enfrentado um câncer, e que agora estava bem, e eu não conseguia pensar em preocupa-la depois de tudo que ela havia passado, mas não pude deixar de pedir ajuda por causa de algo que ela me disse quando estava doente.
Então a chamei e ela me socorreu e levou para a emergência.
Eu nunca vou esquecer o que ela fez por mim.
O pulso foi ponteado, e a ferida enfaixada, mas a alma ainda estava aberta.
Foi quando percebi que precisava de algum reforço para aquele momento e comecei um tratamento leve para ansiedade que me ajudou muito, mas que relutei fazer durante muito tempo, e continuei firme meu tratamento com terapia pra cuidar da raiz da questão tratando o emocional, psicológico e o comportamental para poder sarar tudo aquilo de forma definitiva.
Ceder a algo que não entendia muito bem naquela fase que cheguei foi primordial, pois somente a terapia não estava segurando o desequilíbrio do meu transtorno e os sintomas que se agravaram, foi preciso mais.
Hoje percebo que há casos diversos e nem sempre sabemos o que é melhor, ou podemos escolher melhorar da forma que esperamos.
Cada caso exige um cuidado específico, e eu cheguei num momento que realmente não podia mais continuar nem tinha qualidade de vida se não tratasse aqueles sintomas extremamente incapacitantes.
Eu precisei chegar no fundo para entender que existiam casos da doença e fases que poderiam ser mais agravantes do que eu já havia vivenciado antes, e que haviam pessoas que passavam por isso o tempo todo.
É preciso esclarecimento para entender que se precisa de apoio e muitas vezes só ele não melhora o problema, e que é necessário ajuda médica.
Se você não entende que depressão e ansiedade não é escolha, nem fraqueza, que auto mutilação não é coitadismo, e que tentativa de suicídio não é necessidade de atenção, não faça comentários pejorativos e críticas injustas.
Somente quem chegou no limite que o impede até de respirar sabe a dor que é vivenciar um transtorno ou crise.
Não julgue saber ou condene sem compreender e vivenciar.
Você não está na pele e natureza do doente para ter noção do que é sentido e o porque há necessidade de fuga, num estágio em que até a alma dói e viver é insuportável.
Se não puder ter sensibilidade com a dor que você não conhece, ao menos não julgue.
Apoio é fundamental.
Hoje tenho qualidade de vida, não apresento mais crises de pânico e raramente tenho crises de ansiedade.
Faço acompanhamento e terapia para expressar todas as minhas emoções e para saber lidar com possíveis momentos e situações da melhor forma.
Descobri o motivo de seguir certos padrões mentais, e reprogramei minha forma de pensar sobre certas coisas para ter mais bem estar, expus e dissolvi mágoas e superei alguns traumas, mas nada é fácil, indolor e instantâneo e ainda há muito a evoluir.
Hoje eu nem acredito onde cheguei comigo mesma. Olho para trás e fico feliz por ver quem era, e onde estou e enxergar a diferença.
Parecia impossível.
Mas ainda não sou perfeita, ninguém o é, eu possuo uma condição que requer cuidado, e é quem eu sou.
Sou grata pelo progresso que me permiti, e vou prosseguir.
Eu não tenho vergonha de dizer que quis desistir, e me considero vitoriosa por ainda estar aqui, enxergar e poder dizer tudo isso.
Toda aquela tempestade que eu achei que jamais sairia, aquela sensação de enlouquecer, de que o mundo estava ficando cinza e escuro e eu temia a chegada da noite por saber que o surto de pânico estava próximo se foi.
Todo aquele inferno está onde deveria estar, fora de mim.
Mas se eu não tivesse a ajuda que eu tive tudo isso poderia ter sido outra história com um final muito triste.

Sou grata pelos poucos amigos que tenho e pela família que apesar de imperfeita me ama e ficou ao meu lado da forma que pode no pior momento em que vivi.
Hoje eu sigo bem, feliz nem sempre, porém estável, bem, e muito melhor do que ontem.
Aprendi a não me culpar, que sou imperfeita e nem sempre vou acertar e não preciso me punir por isso, e que não devo me abalar ao extremo por aquilo que não depende de mim.
Cargas desnecessárias ficaram para trás, e isso me trouxe paz de espírito.
Também aceitei que nem todo mundo vai me entender ou respeitar meu problema sem criticar ou julgar, mas que isso é um problema deles não meu.
Hoje eu vivo um dia de cada vez, valorizo o presente, penso muito em tudo que passei e que passarei, pois a vida não acabou, apesar de haver momentos difíceis sempre.
E está tudo bem desabar. Nem sempre é fácil.
Haverão dias bons, ruins, fáceis e difíceis.
Mas estou aqui, e seguirei. E sou grata pela vida e por tudo que ela me proporcionou quando decidi não desistir.
Nem todo mundo tem essa oportunidade, e nem todo mundo consegue ajuda a tempo.
Agradeço ao universo e a todos que me ajudaram da forma que puderam sem julgar, se não fosse por vocês eu não estaria vivendo esse momento hoje.
Conscientização é necessário.
Consciência é preciso.
Empatia é fundamental.
Compreensão e compaixão é primordial.


Helena Dalillah






Setembro amarelo.









segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Amigos Amigos


Um país lamentando, nas manchetes somos chacota mundial
e o que aconteceu com o povo que não enxerga isso?
Qual a lógica em escolher o meteoro e ainda defende-lo?


O relato de uma mulher nessa última eleição:









Amigos amigos política a parte?



Já sofri de depressão, não me lembro exatamente quando começou, mas é claro que isso tem raízes profundas numa família disfuncional e infância traumática, e situações externas agravam isso, também é preciso se conviver com recaídas e resquícios.
Mas a depressão sendo uma doença que não se escolhe e devidamente tratada, não influencia na visão ou consciência de uma pessoa, uma coisa nada tem a ver com a outra.
Deixando a depressão um pouco de lado, quero enfatizar uma emoção que talvez seja parte crucial para o entendimento desse texto: a empatia,  que consiste em não olhar só para si como também enxergar com respeito e compaixão o mundo do outro a emoção do outro e a vivência do outro, e tentar se por naquele lugar, mas para isso acontecer de uma maneira justa é preciso um certo exercício de consciência.
Sei que estou num país onde milhões morrem de fome, adoecem e morrem por falta de atendimento
médico, onde mulheres são estupradas todos os dias, morrem por abortar em condições clandestinas desumanas, são assassinadas por ciúme, perseguidas pela internet, onde são assediadas por homens que se dizem amigos. Um país onde gays e travestis morrem e tem seus órgãos arrancados por puro ódio sem sentido.
Um país onde líderes religiosos se aproveitam da fé de milhões para extorquir dinheiro prometendo o céu e uma vida de riqueza e prosperidade.
Onde muita gente morre por falta de condição digna de vida, segurança, oportunidade, e zilhões de outras tragédias como essa que vimos em Brumadinho, que é só mais uma em meio a essa era de trevas.
Não me falta visão nem empatia para fingir que não estou vendo e vivendo num país onde impera o crime, a hipocrisia, ganância, ignorância e desinformação.
As vezes me falta sono pensando que muitos estão com frio ou passando por coisas que eu na minha situação não passo, mas que não consigo ignorar, por saber que existem.
Pois bem, sou de esquerda, mas acima de tudo sou humana, por isso adotei minha ideologia, e não vou entrar em méritos de partido e nem dizer em quem votei ou quem você deveria ter votado, a questão que devia estar na zona do óbvio é em quem não votar, e a situação se tornou insustentável a ponto de beirar a cegueira coletiva de tão surreal e tóxico.
Só pelo fato de muitas pessoas fazerem vídeos, campanhas e textos expondo algo tão claro já podíamos perceber que as coisas chegaram num nível extremo.
Precisar convencer as pessoas do que é evidente.
Desde ano passado, época de eleição quando me dei conta da catástrofe instalada tive recaída de depressão, ansiedade e voltei a ter crises de pânico, coisa que há muito tempo não me acontecia,
mas que de acordo com profissionais totalmente justificável pela época, e qualquer pessoa que tivesse bom senso compreendia isso inclusive era recíproca ao sentimento de revolta que predominou por tanta má fé e manipulação em massa não poder ser evitada.
Eu literalmente tive de buscar ajuda psicológica, tinha pouca gente pra conversar, mas aquela realidade ao meu redor que estava se apresentando diante de mim naquele momento me afetou muito.
Não sei se eu que nunca quis ver, se me enganei a respeito de muitas pessoas que me decepcionaram ou se realmente aquilo era novo, mas duvido muito, as pessoas são o que são, as vezes nós que nos recusamos a enxergar o que já está lá da sua natureza hostil.
Será que alguém consegue imaginar o que é você ver tudo desmoronar ao seu redor, e sentir que o mundo enlouqueceu, reconhecer a crueldade não do mundo mas de pessoas próximas a você, de amigos, que você tinha como irmãos e não poder acreditar nisso?
Ver o que há de mais nocivo em todos na população, e pior: em pessoas que você considerava seguindo e ovacionando um ideal deturpado.
Eu tava reconhecendo o que há de mais egoísta, invertido e prejudicial disfarçado de bom senso e em nome "do bem", e pessoas revelando seus preconceitos mais baixos e moralismos da forma mais hostil e ainda justificando com uma capa de algo positivo, era como se tudo tivesse apodrecido.
E agora imagine que o pior ser possível, um alguém que deveria se classificar por insignificante e medíocre, alguém que você não poderia imaginar pior por tudo que pensa, fala e defende de repente se tornar o ser não só mais popular do país como mais admirado como se fosse mesmo algo genuíno; você sabendo tudo de mais horrível que essa pessoa representa.
Imagine pessoas que mais se valoriza e admira, algumas delas alienadas também por falta de informação e de viver em outro nicho,- o que pra você não seria suficiente para acreditar que elas ficariam do lado dessa ideologia tóxica- e com surpresa as ver engajadas nisso tudo.
Imaginar que essas pessoas não só abraçaram a ideia como defenderam foi algo além da minha compreensão como ser humano.
O mundo ensandecido, defendendo o opressor como baratas que aplaudem o chinelo numa assembléia, para mim era ilógico. Presenciar que era aquilo que as pessoas queriam pra si sem o mínimo de congruência e de humanidade foi uma imensa decepção porque ainda acreditava no melhor das pessoas.
Perdida, com crise de ansiedade sem reconhecer essas pessoas que me cercavam, com a anergia drenada, me sentindo num campo minado de falsidade, egocentrismo e ignorância eu só podia me afastar de tudo aquilo porque era tão 'trash' e surreal que não haveria um argumento meu que pudesse reverter aquela histeria coletiva.
E quanto mais eu tentasse com base em fatos mais energia gastava atoa e aquilo batia de volta em mim com as ofensas, argumentos sem base alguma e apenas mentiras, que repetidas tantas vezes se tornavam 'verdades', - para eles.
Infelizmente um smartphone se tornou arma de destruição nas mãos dos ignorantes para espalhar e disseminar farsas a nível colossal, como em nenhuma outra época numa campanha ilegítima e ganha de forma manipulada, que se aproveitava das mentes menos favorecidas.
Era inútil mudar isso, assim como bom senso era inexistente para eles.
Se tudo estava tão na linha do óbvio mas as pessoas estavam cegas e revoltadas usando mentiras como verdade simplesmente por não poder saber ter discernimento pra filtrar informação do que era falso o que eu poderia supostamente fazer que mudasse isso ?
Nada, eu não poderia fazer nada.
E eu sabia que seria necessário tempo, talvez muita dor, e muito sangue pra perceberem o lado que estavam e que talvez dependendo do lado que pudessem estar ainda não seria todo mundo que iria enxergar mesmo depois que o estrago estivesse feito.
Afinal tudo depende do lado em que se está e do se quer enxergar, infelizmente.
De fato muita gente estava exatamente indo por esse lado porque queria, e a história trágica do país poderia se repetir, pois quem não estuda seu passado corre o risco de cometer o mesmo erro no futuro; a verdade é que seria inevitável o rumo que iria tomar, e foi uma escolha mútua, alguns por revolta, mas uma maioria por ignorar: ignorar a história, ignorar minorias, ignorar quem tem menos, ignorar fatos, ignorar situações, não comparar, não filtrar o que se ouviu, ignorar o outro e simplesmente não se importar e nem ter o mínimo de empatia com quem é menos favorecido e tem uma outra realidade.
Quem não é desprovido de raciocínio sabe que vivemos num meio injusto, onde a meritocracia é uma farsa que só existe para quem convém, e prevalece a desigualdade entre uns poucos privilegiados: aqueles com salário razoável, uma residência acima da média, carro atual na garagem e sem crises, mas hoje o classe média esquece que não é rico ou não se lembra de onde veio e como cresceu porque sempre se tende a ignorar o que não lhe falta.
Então não será ele que vai perder com esse governo injusto.
Quem perde é quem depende de projetos do governo, de cotas - que pra quem não precisa é regalia, quem perde é quem ganha menos de 1 salário por mês, quem perde é quem não tem o suficiente pra bancar um mínimo de conforto que para outro sobra, quem perde é quem depende da economia estar em alta pra conseguir vender por exemplo, para sobreviver.
Mas eu te pergunto: O por que alguém que se afirma bom, uma pessoa razoável que conhece essa luta e vivência e que entrou dentro da minha casa sabendo o que defendo, por que essa pessoa deveria se importar comigo?
E você me responde: Mas um desconhecido não se importa mesmo, e eu concordo, mas e um alguém que se proclama seu amigo?
É possível que ele saiba de tudo e ainda defenda uma ideologia que te exclui, te sangra, te massacra, te priva, te queima e prejudica e pior: te extermina.
Essa pessoa é seu amigo?
Concluo meu texto apenas com uma indagação:
Você acha que algo que engloba direitos humanos, inclusão social, consciência de classe, nossa história e tudo que necessitamos conquistar como ser humano para sobreviver com dignidade uma questão de visão política apenas?
Se você acha que é lado político te digo que respeitei quem votou em Aécio, Alckmin, mesmo sabendo da corrupção, e dessa vez respeitei quem votou em Amoedo, Meireles, Marina e etc.
Mas não consigo respeitar quem tenha votado em Bolsonaro e me recuso a crer que essa pessoa não sabia o que fazia.
Você sabe quem sou, que defendo a liberdade de expressão, respeito a diferença, direitos iguais para todos, inclusão, oportunidade para quem tem menos.
E vem me dizer que eu sou incoerente por me afastar de alguém que está literalmente cagando pra tudo que represento e ainda diz que se importa comigo?
Eu só tenho uma resposta: Você é hipócrita ou leigo.
Adendo: Ou você se importa com pobre ou vota em quem representa o contrário, ou não tem preconceitos ou abraça a ideia de quem condena homossexualidade, ou é a favor do meio ambiente e da inclusão ou vota no governo atual.
Os dois não da.
Ou você é muito contraditório ou muito ignorante.
Uma coisa é você dizer que eu sou injusta outra é você não ter a mínima noção de que política representa tudo no meio em que vivemos e que se pra você não importa é porque você já está numa posição muito privilegiada pra não depender de certas coisas mas com seu próximo pode ser o contrário e você não está nem aí.
Concluindo: Tem certeza de que eu por preservar minha mente, saúde, me afastar de tudo que me feriu profundamente nessas ultimas eleições, fui egoísta?
E você se dizendo querer meu bem e ser meu amigo foi altruísta?
Reveja seus conceitos de verdade ou acorde pra vida. Sua alienação é de alguém digno de pena.
Só pra constar: nazismo, fascismo, machismo, misoginia, preconceito, intolerância não é opinião, é falta de caráter.
Ferir minorias, tirar direitos, destilar ódio, derramar sangue não é política é podridão, se eu me afasto disso jamais vou me arrepender.
Quando você repensar o porquê na verdade me afastei não repita que foi por "política".
Sem mais.


Helena Dalillah




"Como manter a sanidade diante de um mundo cheio de loucos 
manipulados que de um lado te põem na fogueira e do outro vem 
falar com você como se nada tivesse acontecido?
Tempos sombrios."










*Se você não entende o ponto de vista desse texto te sugiro a sair do seu umbigo e
compreender que existem outras vivências pelo menos por 5 minutos,
ou apenas passe por ele e ignore como você faz com a realidade do país.*




Leia também A lógica ilógica da nossa eleição


Até a próxima.






quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Moda 2019


Moda 2018 e 2019



Olá novamente meninas, já pedindo desculpas pela demora do post, nós voltamos com um bônus e como o post demorou estamos antecipando novidades do ano que vem, que tal?


Moda 2018 e o que vai pra 2019



Reta final, 2018 acabando.
Ufa.
Vamos confessar: esse ano de forma geral no país não foi dos mais movimentados no sentido econômico e isso repercute nas compras também não é mesmo?
Mas vamos falar de moda para fechar o ano.


Vamos conferir o que está e esteve em alta durante 2018 antes de acabar o último mês do ano:


O início da estação mais quente junto com o encerrar de um ciclo e início de um novo ano foi perfeito para renovar roupas e acessórios.
A tendência de moda trouxe um mix de itens que ainda podem ser encontrados nas prateleiras das lojas e de peças que estão se incorporando aos poucos aos looks das brasileiras.


Moda anos 80







O estilo dos anos 1980 esteve em alta 2018 e um dos elementos mais marcantes desta época está em evidência neste verão: ombreiras.





Este detalhe que realça os ombros geralmente são combinados com looks estruturados e aparecem em diversas peças, desde os terninhos aos moletons.






Atenção mulherada: tudo indica que esse estilo se estenderá para o ano que vem.













Blusa com babado







O babado é um detalhe romântico, proporciona bastante movimento às peças e geralmente é incorporado na região do colo, que é muito verão.








Este elemento compõe as blusas e tops no estilo ombro a ombro, as famosas "ciganinhas", coloridas em tons pastéis, ou confeccionadas com estampas.










Seguem firme rumo a 2019. Invista.



Roupa rosa







Em 2018 foi a vez desta cor, em diversos tons, que vieram com tudo na composição dos looks.









A tendência apontou para uma combinação inteiramente cor de rosa, da cabeça aos pés, e com pequenas variações de tons, inclusive combinações com vermelho.





Destaque do nude ao rosê e rosa queimado, variando nos tons e incrementando com acessórios.







Também vem com tudo junto com o provocante vermelho formando um look ousado e muito moderno.
Uma ousadia para poucas.










Boina






Apesar dos dias quentes que prometem o verão, dentre os acessórios a tendência principal são as boinas, que ditaram moda principalmente entre os anos 1980 e 1990.








Estas peças possuem opções de modelos e tecidos para todos os gostos, desde as mais estruturadas no estilo "quepe" às que são confeccionadas em lã.
Enriquecem e dão estilo ao look, tanto produções de inverno e formais como as de verão e mais despojadas.










Óculos





Para os dias quentes claramente não poderiam faltar os óculos de sol.
Dentre tantas peças disponíveis no mercado, o que fez sucesso entre as mulheres na temporada foi um modelo inspirado nos icônicos óculos do astro do rock Kurt Cobain que provavelmente segue em alta.






A peça é um mix do estilo "gatinho" com o oval, possui lentes arredondadas e uma armação de bordas grossas geralmente na cor branca.






O de formato de coração também volta com tudo e segue para o ano que vem.













Roupa listrada






As listras são tradicionais e nunca saem de moda, entretanto, a tendência apontou em peças mais leves, especificamente nos vestidos.








Os modelos que bombaram são geralmente confeccionados em tons de preto ou azul e com um mix de listras para todos os sentidos, mas principalmente na vertical, um ótimo truque para alongar a silhueta.
Se está em dúvida do que usar no momento, aposte.












Xadrez Vichy






Outra estampa que já fez muito sucesso entre as brasileiras e voltou com tudo é a xadrez, mas ao invés de ilustrar as camisas, como feito nas temporadas passadas, ela aparecerá em peças mais abertas, como vestidos e tops.






Os desenhos da vez foram quadradinhos e listras menores em tons mais neutros, como branco, vermelho, preto e azul.








A estampa vichy, volta com tudo.











Terninho








Foi-se a época que o terninho era um look apenas para o trabalho e escritório, agora esta combinação pode ser usada até mesmo para festas de gala, como vêm mostrando as celebridades nos tapetes vermelhos.






As peças da moda aparecem em cores vibrantes, e para desconstruir o estilo corporativo a tendência é utilizá-las com o blazer aberto, somados a blusinhas de renda e tops cropped.
Siga apostando.






MODA 2019









Agora que falamos da moda do ano que já está acabando e podemos ter uma noção que muita coisa se estenderá para 2019, vamos citar algumas tendências que podemos apostar para o ano que vem.
Há pouco tempo aconteceram alguns dos maiores eventos de moda do Brasil, e com eles, a gente  consegue captar o que continua bombando no verão 2019.



BABADOS







A tendência que mais está chamando atenção no momento.
Eles estão em cena já tem um tempinho, continuam fazendo sucesso agora em 2018, e no verão 2019 eles também estarão super em alta.








Assim como no inverno, os babados aparecem tanto na parte superior quanto inferior.
A novidade do verão, é que eles virão também nos biquínis e maiôs.









CLOCHARD






Quem também vai continuar em alta no verão 2019 são as peças clochard: calças, shorts, saias.









Essas peças tem a cintura bem larga que são ajustadas por uma faixa ou cinto, geralmente do mesmo tecido da peça. Deixam o look super elegante, podem investir agora e continuar usando em 2019 sem medo.








Atenção para quem tem quadril largo, pois esse modelo tende a aumentar o quadril. Um truque de moda que podemos usar nesse caso é apostar nas cores escuras, ou usar uma terceira peça alongada, como jaqueta, terninho, coletes, eles vão disfarçar o quadril. Fica dica.










VINIL





E a última tendência que também continua no próximo ano é o vinil.
Sainhas de vinil combinadas com uma T shirt estão sendo uma tendência que também promete durar.






Isso mesmo, teremos vinil no inverno. Eles estão ficando mais conhecidos como efeito gloss.
Esse gloss mesmo que a gente usa na boca.






Mas, como é verão teremos não só em preto, também estará em alta o vermelho e coloridos, com muito brilho.
















E por hoje e só meninas.
Até a próxima.





Setembro Amarelo

Setembro amarelo é o ano todo Nós do Mundo de Helena consideramos essencial a  conscientização sobre depressão e suas vertent...