sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

RIP Zé do caixão- José Mojica Marins


O Mundo de Helena está em luto

Um grande ícone que se vai.


Se você conhece e se diz fã de horror e nunca viu o horror nacional de Zé do Caixão você não é um fã de horror.


José Mojica Marins (Zé do Caixão) 






José Mojica foi um cineasta, ator, roteirista de cinema e televisão brasileiro mais conhecido como Zé do Caixão, seu personagem mais famoso. É considerado o "pai" do terror nacional, tendo sua obra grande importância para o gênero, influenciando várias gerações.

Nascimento: 13 de março de 1936, Vila Mariana, São Paulo
Falecimento: 19 de fevereiro de 2020, São Paulo, São Paulo.






Embora Mojica tenha sido conhecido principalmente como diretor de cinema de terror, teve trabalhos anteriores cujos gêneros variavam entre faroestes, dramas, aventura, dentre outros, incluindo filmes do gênero pornochanchada, no Brasil, durante aquela época. Mojica desenvolveu um estilo próprio de filmar que, inicialmente desprezado pela crítica nacional, passou a ser reverenciado após seus filmes começarem a ser considerados cult no circuito internacional.
Mojica é considerado como um dos inspiradores do movimento marginal no Brasil.

Em todos seus filmes, com exceção de Encarnação do Demônio, José Mojica Marins foi dublado.
Na década de 1960, diversos filmes nacionais necessitavam ser dublados, por diversas razões:
nitidez de som nas externas e até realçar uma melhor interpretação.

Algumas vezes o próprio ator dublava o seu personagem, mas em outras ocasiões utilizava um
profissional qualificado.
Na Odil Fono Brasil, lhe mostraram vários filmes, para que escolhesse um dublador.
Mojica ficou particularmente impressionado com a voz usada para dublar o ator italiano Mario Carotenuto: a voz de Laercio Laurelli. Laurelli fez a voz de Zé do Caixão em À Meia-Noite
Levarei Sua Alma, Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver e O Estranho Mundo de Zé do Caixão; enquanto O Ritual dos Sádicos, Finis Hominis, Quando os Deuses Adormecem foram dublados por
Araken Saldanha, na AIC; já Exorcismo Negro e Delírios de um Anormal tiveram a voz de João Paulo Ramalho, também na AIC.


Vida
Nascido em uma fazenda pertencente à fábrica de cigarros Caruso, no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, é filho dos hispano-brasileiros Antônio André Marin e Carmen Mogica Imperial.

Ainda criança, passava horas lendo gibis, assistindo a filmes na sala de projeção do Cinema em que seu pai trabalhava, brincava de teatro de bonecos e montava peças com fantasias feitas de papelão e tecido. Quando tinha três anos, a família de Mojica veio a se mudar para os fundos de um cinema na Vila Anastácio. O pai de Mojica passou a ser gerente do cinema.

Depois que ganhou uma Câmera V-8, aos doze anos, não mais parou de fazer cinema, essa era a sua vida. Muitos de seus filmes artesanais feitos nessa época eram exibidos em cidades pequenas,
cobrindo assim os custos de produção. Autodidata, montou uma escola de interpretação para amigos e vizinhos e quando tinha 17 anos, depois de vários filmes amadores, fundou com ajuda de amigos, a Companhia Cinematográfica Atlas. Especializado em terror escatológico, criou uma escola de atores (1956), onde na década seguinte, montaria uma sinagoga (1964), no bairro de Brás, onde fazia experiências com atores amadores, usando insetos para medir sua coragem.
O Começo de sua carreira profissional se deu em 1950.






Depois da fundação de sua escola, a carreira profissional de Mojica Marins passou a ficar cada mais mais próxima. Mojica Marins tentou realizar o filme Sentença de Deus por três vezes e o filme acabou como inacabado.
Após isso produziu A Sina do Aventureiro, e Meu Destino em Tuas Mãos.


A personagem Zé do Caixão





Mojica Marins criou uma personagem popular sem se basear em nenhum mito do horror conhecido mundialmente. "Zé do Caixão", sua personagem mais conhecida, foi criado por ele em 11 de outubro
de 1963, após ser atormentado por um pesadelo no qual um vulto o arrastava até seu próprio túmulo. Segundo o próprio José Mojica Marins, o nome Zé do Caixão veio de uma lenda de um ser que viveu
há milhões de anos no planeta terra que se transformou em luz e depois de anos esta luz voltou a terra.
A primeira aparição da personagem foi no filme À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964).
Desde então, ele apareceu em diversos filmes, ganhou popularidade e tem sido retratado em diversas outras mídias.
Nos Estados Unidos, ele ficou conhecido como “Coffin Joe”.

Embora raramente mencionada nos filmes, o nome verdadeiro Zé do Caixão é Josefel Zanatas. Marins dá uma explicação para o nome em uma entrevista para o Portal Brasileiro de Cinema.
" Eu fui achando um nome: Josefel – “fel” por ser amargo – e achei também o Zanatas legal, porque de trás para frente dava Satanás".






Zé do Caixão é uma personagem amoral e niilista que se considera superior aos outros e os explora para atender seus objetivos. Zé do Caixão é um descrente obsessivo, uma personagem humana, que não crê em Deus ou no diabo. O cruel e sádico agente funerário Zé do Caixão é temido e odiado pelos habitantes da cidade onde mora.
O tema principal da saga da personagem é sua obsessão pela continuidade do sangue: ele quer ser o pai da criança superior a partir da "mulher perfeita". Sua ideia de uma mulher "perfeita"
não é exatamente físico, mas alguém que ele considera intelectualmente superior à média, e nessa busca ele está disposto a matar quem cruza seu caminho.






Quanto à concepção visual do Zé do Caixão fica evidente a inspiração da personagem clássica Drácula (interpretada por Bela Lugosi na versão da década de 30, dos estúdios Universal).
Entretanto, Mojica acrescentou aos trajes negros e elegantes da personagem características psicológicas profundas e enraizadas nas tradições brasileiras. Além disso, as unhas grandes foram
claramente inspiradas na personagem-título de Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens.

Seus filmes foram censurados pela ditadura militar brasileira, considerando os filmes amorais e subversivos.
Mojica dirigiu 40 produções e atuou em mais de 50 filmes. Seu interesse pelo cinema de terror escatológico começou nos anos 1950, e se instalou com o sucesso de À meia noite levarei tua alma em 64.
Ele também influenciou o movimento do cinema marginal nos anos 1960.


Zé do Caixão - À Meia Noite Levarei Sua Alma
Por falta de um ator, pois não havia nenhum que se submetesse à caracterização da personagem, o autor transformou-se em Zé do Caixão. Mojica, na época, estava de barba, por causa de uma
de família.
Com o tempo o nome da personagem passou a confundir-se com o do próprio autor e lhe trouxe praticamente toda sua fama. Com dificuldades, ele realizou as filmagens de À Meia Noite
Levarei Sua Alma, com apenas atores de sua escola de teatro.
O filme marca a maturidade de José Mojica Marins como diretor, que se relaciona perfeitamente com o domínio da linguagem cinematográfica. Em À meia-noite levarei sua alma há todo um requintado trabalho de construção de espaços diferenciados para Zé do Caixão, e esse é o modo como o filme logra distinguir este personagem dos outros.
Após a etapa de montagem com Luiz Elias, Mojica Marins iria atrás do distribuidor da Bahia que havia levado A Sina do Aventureiro e que estava em São Paulo e havia ido à Boca do Lixo. Após assistir o filme montado, o distribuidor passou a divulgar o filme que já era tido como um grande sucesso.
Na mesma época, Mojica Marins relançou A Sina do Aventureiro e teve um retorno lucrativo grande.
Ele havia feito amizade como um cineasta cubano que realizava filmes pornográficos e pediu a Mojica que acrescentasse mais dez minutos de cenas mais fortes - onde Mojica colocou algumas cenas de nudez de algumas moças.
O filme foi vendido por cerca de 20% do que havia sido gasto.






Era Cine Trash








Apresentou, na década de 1990, precisamente em 1996 o programa Cine Trash, que obteve alta audiência e as apresentações macabras de zé do caixão se tornaram um marco na televisão, o programa foi exibido na Rede Bandeirantes.






Mojica teve seus títulos lançados na Europa e nos Estados Unidos, onde participou de mostras, festivais e recebeu muitos prêmios.
Sua participação na mídia foi muitas vezes de maneira cômica.
Atualmente, teve um programa de entrevistas chamado O Estranho Mundo de Zé do Caixão, no Canal Brasil onde entrevistava celebridades diversas.





Zé Do Caixão tem uma filha chamada Liz Vamp também cineasta e atriz.









Em 2009 interpretou um personagem diferente no longa-metragem de Cesar Nero, em vez de Zé do Caixão, o nome de seu personagem era Dark Morton, porém o visual da personagem era o mesmo de Zé do Caixão, com a tradicional cartola e capa preta.

No Carnaval Carioca de 2011, foi homenageado e participou do Desfile da Escola Unidos da Tijuca, Vice-Campeã.





Em 2012, prefaciou o livro 3355 Situações Que Você Deve Saber Para Não Morrer Como Nos Filmes de Terror, do escritor Gerson Couto.

Em 2013, aparece na capa do disco Expulsos do Purgatório , curiosamente ano 13, da lendária banda punk Excomungados e nos encartes juntamente com os integrantes, sendo que o vocalista Pekinez Garcia, toca nu inspirado na personagem principal do filme Finis Hominis.

Em 2014, José Mojica ficou por quase um mês internado no Incor, em São Paulo, onde passou por um cateterismo cardíaco planejado e desobstrução de uma artéria que estava com bloqueio. Na ocasião, ele foi submetido a uma angioplastia, procedimento para desobstruir vasos entupidos, e
colocou três stents, tubo inserido para normalizar a passagem de sangue dentro da artéria. Por conta disso, o intérprete de Zé do Caixão passou a fazer diálises (filtragem do sangue) três por semana.

Em 2015, o canal por assinatura Space fez uma minissérie biográfica sobre Mojica intitulada Zé do Caixão, com o cineasta interpretado por Matheus Nachtergaele.






Alguns títulos que se destacam entre muitos:


À Meia Noite Levarei Sua Alma  






Zé do Caixão, um cruel coveiro, quer gerar um filho para dar continuidade ao seu sangue. Mas sua mulher não consegue engravidar e ele acaba estuprando a mulher do seu melhor amigo, que agora deseja se suicidar para regressar do mundo dos mortos e levar a alma de Zé do Caixão.
Um marco do terror nacional, subestimado e de qualidade notável e criativa para a época.







Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver  






O coveiro Zé Do Caixão continua sua busca obsessiva: encontrar a mulher ideal para gerar seu filho perfeito - após sobreviver ao ataque sobrenatural no desfecho em À Meia Noite Levarei Sua Alma. Com ajuda do fiel criado Bruno, ele rapta seis beldades, submetendo-as a terríveis sessões de tortura. Aquela que mostrar mais coragem e sobreviver será eleita. No entanto, o coveiro comete um erro imperdoável ao assassinar uma moça grávida.
Atormentado pela culpa, ele tem um pesadelo no qual é levado para um inferno gelado, onde encontra todas as suas vítimas.
Uma ótima continuação com dose de horror à altura do primeiro e cenas bem arquitetadas, como só o mestre Zé era capaz.





A Encarnação do Demônio  





A ideia era que 'A Encarnação do Demônio' fosse a terceira parte da trilogia inicial de Zé do Caixão, que compreende  'À Meia-Noite Levarei Sua Alma' e 'Essa Noite Encarnarei no Seu Cadáver', os dois primeiros sucessos de José Mojica Marins. Mas a história ficou no papel e foi engavetada.
Em 2006, 40 anos depois de ter sido escrita, Mojica anunciou que 'A Encarnação' finalmente iria virar filme.
Selecionado (numa sexta-feira 13) no primeiro edital para longas-metragens de baixo orçamento do Ministério da Cultura, em 2006, e contemplado com 1 milhão de reais, 'Encarnação do Demônio' marcou a volta de José Mojica Marins à direção de cinema.

Segundo o cineasta, 'A Encarnação do Demônio' encerra a história do personagem Zé do Caixão, concluindo assim a trilogia iniciada em meados de 60.
Zé do Caixão disse que o roteiro de 'Encarnação' já existia há 40 anos antes de poder lança-lo.
Sem dúvida uma dos melhores e mais bem produzidos filmes do Zé.





O Estranho Mundo do Zé do Caixão  





Elevado ao estado inatingível dos seres sobrenaturais, Zé do Caixão desfia sua filosofia e apresenta três contos. Em O Fabricante de Bonecas, marginais invadem a casa de um velhinho e descobrem o
segredo da confecção de suas bonecas. Em Tara, um vendedor de balões fantasia uma paixão doentia por uma garota que ele segue obsessivamente pelas ruas. Em Ideologia, o excêntrico Professor Oãxiac Odéz tenta provar a um rival que o instinto prevalece sobre a razão, usando métodos nada  ortodoxos.





Exorcismo Negro  





O diretor José Mojica Marins viaja para passar o Natal com os amigos no sítio onde vivem e escrever a história de seu próximo filme. No entanto, ele observa coisas misteriosas na casa, com seus amigos sendo possuídos um por um, por alguma força sobrenatural do mal. Mais cedo, ele descobre  que a matriarca da família fez um acordo com uma bruxa Malvina local para engravidar e salvar seu casamento. Em troca, Malvina deve indicar quem se casaria com a menina. No entanto, sua filha está envolvida por seu noivo amado e Malvina quer que ela se case com Eugenio, que é filho de Satanás. Além disso, José Mojica Marins descobre que sua criação ficcional Zé do Caixão está pronto para recolher as almas da família de Wilma e apenas e exorcismo pode salvar essa família condenada.
Um roteiro único e clássico da metalinguagem nacional, trazendo o próprio Mojica como personagem principal numa história macabra por trás dos bastidores.
Um grande título notável em horror e originalidade que vale a pena ser reconhecido.








Prêmios


À Meia-Noite Levarei Sua Alma

Prêmio Especial no Festival Internacional de Cine Fantástico y de Terror Sitges (Espanha), em 1973;
Prêmio L’Ecran Fantastique para originalidade, em 1974;
Prêmio Tiers Monde da imprensa mundial, na III Convention du Cinéma Fantastique (França), em 1974.
Ritual dos Sádicos (O Despertar da Besta)

Melhor ator (José Mojica Marins) e Melhor Roteiro (Rubens Lucchetti), no Rio-Cine Festival, em 1986.

Encarnação do Demônio

Troféu Menina de Ouro de Melhor filme de ficção por júri oficial e crítica, Melhor fotografia (José Roberto Eliezer), Melhor montagem (Paulo Sacramento), Melhor edição de som (Ricardo Reis), Melhor direção de arte (Cássio Amarante) e Melhor trilha sonora (André Abujamra e Marcio Nigro) no 1º Festival Paulínia de Cinema, em 2008;
Melhor Diretor de Cinema (José Mojica Marins), no 2º Prêmio Quem de Cinema, 2008;
Melhor Direção de Arte (Cassio Amarante) e Prêmio Especial de Atuação pelo Conjunto da Obra, no Prêmio de Cinema do Paraná, 2008;
Indicação a Melhor Direção de Arte (Cassio Amarante) e Efeitos Especiais (Kapel Furman, Rogério Marinho, Robson Sartori), no Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro, 2008;
Melhor Melhor Ator (José Mojica Marins) e Melhor Direção de Arte (Cassio Amarante), tendo sido indicado a Melhor Direção (José Mojica Marins), Melhor Roteiro (Dennison Ramalho e José Moijica Marins), Melhor Atriz (Cléo de Paris), Melhor Ator Coadjuvante (Jece Valadão), Melhor Atriz Coadjuvante (Helena Ignez) e Melhor Trilha Sonora (André Abujamra e Marcio Nigro), no V Prêmio FIESP/SESI-SP de Cinema Paulista, em 2009;
Prêmio de Melhor Fotografia (José Roberto Eliezer) e indicado a Melhor Filme, no Prêmio Contigo de Cinema;
Segundo lugar no Fant-Asia Film Festival, na categoria de Melhor Filme Internacional, em 2009;
Prêmio do Júri Carnet Jove do Sitges - Catalonian International Film Festival, em 2008.
Outros

Prêmio Fantasporto por Carreira e Conjunto da Obra, em 2000.







Falecimento





A morte surpreendeu os fãs, já que poucos sabiam que o cineasta estava debilitado há alguns meses.
Em entrevista, Liz Marins, filha de Zé do Caixão, contou que ele faleceu após uma infecção no aparelho respiratório.
Segundo ela, o cineasta foi internado há algumas semanas após aspirar a refeição.
Mojica deixa sete filhos.



Com Tim Burton, fã declarado de Zé, quando veio ao Brasil, e se disse honrado por conhecê-lo.








Familiares, fãs e amigos prestaram as últimas homenagens ao cineasta, nesta quinta-feira dia 20. O caixão permaneceu aberto, com um véu branco por cima, em cima de um palco no auditório do
MIS.
O corpo de Zé do Caixão foi enterrado no Cemitério São Paulo, às 12 horas da sexta-feira dia 21.


Descanse em paz Mestre Zé.
Lenda e ícone do horror eterno cujo brilhante legado jamais será esquecido.








O mundo de Helena envia condolências e nosso mais profundo sentimento à família.





RIP Zé.






1936- 2020


"Meu coração está aos pedaços. O maior ícone da minha vida acaba de partir.
José Mojica Marins fez parte do meu universo, da minha paixão e do meu amor pela arte nacional de horror.
Foi uma honra pra mim ter podido te encontrar e realizar esse sonho enquanto você estava entre nós.
Uma era que se finda e uma perda irreparável.
Saudades eternas lenda.
Toda força e meu sentimento à família. Rip Zé." 💔

Helena Dalillah


Se você conhece e se diz fã de horror e nunca viu o horror nacional de Zé do Caixão você não é um fã de horror.

Seu legado será para sempre lembrado.
Sua falta para sempre sentida.






ETERNO ZÉ


Veja também Cine Trash






segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Sobre Empatia


Você já deve ter ouvido alguém falar que o mundo precisa de mais empatia.
Nós mesmos diversas vezes dizemos isso.
Afinal, o que realmente é empatia?






Definição do dicionário:
Empatia: Capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias.
Capacidade de se identificar com outra pessoa; faculdade de compreender emocionalmente outra pessoa.
De em+phatos(Gr)+ia(estado de alma).





Essa palavrinha mágica e poderosa, de origem grega, significa ter a habilidade de entender a necessidade do outro. É sentir o que uma pessoa está sentindo, se colocar no lugar dela é ver o mundo pela sua perspectiva.
É ter a sensibilidade de ouvir alguém na essência e entender os seus desconfortos e suas alegrias, ver suas vitórias, conquistas e se alegrar, ver suas tristezas e se compadecer.
De modo geral, a empatia é a capacidade que uma pessoa tem de vivenciar a dor e a alegria de outra, mesmo que a ligação entre elas não seja algo extraordinário, surreal ou de outra vida. Basta apenas que se tenha o coração aberto para entender que cada ser humano é único e passa por situações distintas, que acabam por moldá-lo.




Resumindo empatia é o sentimento de quem é capaz de se colocar no lugar do outro, podendo ser chamada também de compreensão e respeito pelos sentimentos do próximo.
Uma pessoa empática tem capacidade de lidar com a dor alheia e deixar o egoísmo de lado.
Ela faz isso para entender o ponto de vista do outro, exercendo generosidade e tolerância, já que nem sempre somos assertivos em nossas decisões.
As atitudes que tomamos, às vezes, não são adequadas para outra pessoa, embora o egocêntrico considere que suas decisões também devem ser iguais para aqueles que fazem parte do seu convívio.






Quando falamos sobre empatia, é provável que você tenha pensado na famosa frase “empatia é se por no lugar do outro”? Mais ou menos.
Podemos ver a empatia como sentir o que outra pessoa está sentindo ou entender o que ela está  pensando.
É verdade que, se imaginarmos o que essa pessoa está sentindo, poderemos sentir empatia, mas não necessariamente. Estar triste com a situação de outra pessoa pode provocar compaixão ou pena, mas não são sentimentos de empatia.
A empatia não existiria se não tivéssemos passado por dores parecidas.
É por isso que estamos falando sobre uma habilidade fundamental para a nossa vida pessoal e profissional.
Apesar de escutarmos com frequência a relação da empatia com o sucesso profissional, temos que reconhecer a importância dessa habilidade em todos os sentidos da nossa vida.
Cultivar o hábito de ser empático tem impacto não só para quem é alvo da empatia. Quem pratica também percebe uma sensação de positividade e bem-estar.
Nas relações familiares e amorosas, por exemplo, ao se colocar no lugar do outro e compreender as suas emoções e razões, é comum notar uma mudança no convívio. Afinal, com a empatia, é possível experimentar momentos de mais paciência, harmonia e de tranquilidade.
Vale ressaltar que, mesmo quando não existe uma conexão mais próxima ou um laço afetivo significativo, a empatia pode ainda assim ser adotada.
Em qualquer comunicação ou interação, ela contribui para que exista confiança e respeito entre os interlocutores.






Empatia é para todos?
De forma clara e direta, não.
Empatia é um sentimento, é uma qualidade do ser humano.
Porém, não são todas as pessoas que conseguem desenvolver essa habilidade. Não são todos os que nascem com empatia arraigada em seu ser. Alguns possuem grande dificuldade de desenvolvê-la.
Desenvolver a empatia demanda inteligência emocional e psicológica, sendo esta já existente ou a ser desenvolvida. Nem todos possuem uma grande inteligência emocional para lidar com situações onde a empatia se faz necessária, mas é algo a ser desenvolvido.
Se você parar e pensar, vai ver que para ter empatia é preciso, minimamente, saber ouvir e simpatizar com as dificuldades do outro. Aquelas pessoas que possuem traços de psicopatia em sua personalidade, geralmente, não conseguem ou não possuem a habilidade de desenvolver a empatia em qualquer forma.





Mas vale lembrar que existem casos de pessoas que não possuem nenhuma psicopatia e ainda assim não conseguem desenvolver o sentimento de empatia por outras pessoas.
São, normalmente, pessoas com um grau elevado de egocentrismo e que somente veem suas habilidades pessoais ao passar por problemas ou a lidar com situações adversas.





Simpatia é diferente de empatia
Simpatia é algo muito mais superficial, é sorrir para a pessoa e não resistir em dar um conselho: “tudo vai dar certo".
Por falar nisso, “dar conselho” é um dos vários obstáculos que impedem a empatia de acontecer.
Empatia vai muito mais além, envolve presença e escuta de verdade.
É como se a outra pessoa estivesse segurando um novelo de lã todo bagunçado, você deixasse
o novelo se desenrolar e aí sim dissesse “Eu não sei o que te dizer agora, mas estou feliz que você se abriu comigo”.





Para que o conjunto completo de empatia ocorra, existem quatro passos específicos para colocá-la em prática.
Como foi mencionado no parágrafo anterior, é sabido que é possível desenvolver o sentimento de empatia por outra pessoa. Porém, pode ser que isso leve tempo e exija um esforço maior daquele que está em busca deste desenvolvimento.
É importante ter em mente, que o que vale neste processo é a busca e o interesse pela evolução pessoal, pois, de certa forma, sentir empatia por outra pessoa é um sinal de que você está crescendo, já que ao enxergamos as necessidades e os sentimentos dos outros, abrimos nossa mente e o nosso coração para o mundo à nossa volta e caminhamos em direção a um desenvolvimento maior e mais completo.





Para adquirir
Passo 1- Observação
Ouça e atente-se ao que a pessoa tem a dizer sem julgamentos.
Cada pessoa é única.

Passo 2- Sentimento
Identifique o nome dos sentimentos, tais como tristeza, decepção, etc.
Colocar em palavras, verbalizar o que o outro possa estar sentindo fará com que ele sinta-se à vontade e comente espontaneamente sobre o ocorrido.

Passo 3 - Necessidade
Investigue a necessidade da pessoa. Empatia é buscar pela necessidade do outro. Ouça atentamente e se pergunte do que a pessoa precisa nesse momento?
Por trás de todo sentimento negativo existe uma necessidade não atendida- disse Marshal Rosemberg.

Passo 4 - Pedido
Podemos necessitar dialogar mais e perguntar se estamos corretos em nossa interpretação. Talvez
precisamos analisar a situação mais ampla, considerando o contexto - o que está acontecendo fora da visão da pessoa.
Experimentar a empatia requer um tipo de truque mental que envolve direcionar nossa consciência para um lugar em que nossa mente não vai por vontade própria – se colocar no lugar do outro, "ser o outro” - permanecendo ali por um momento, para registrarmos a paisagem emocional e cognitiva e depois retornar à nossa própria realidade.




Ser empático nem sempre é fácil e, graças à neurociência, sabemos agora que chegar a um lugar de
imaginar como é ser outra pessoa envolve atividades cerebrais complexas.
Não existe um único lugar em nosso cérebro onde a empatia aconteça - ao contrário, a empatia envolve ações neurológicas que estão espalhadas por todo o cérebro.





Prática
Para que se entenda melhor, citaremos o exemplo abaixo:
Ligamos para uma empresa telefônica para contestar uma cobrança indevida. Estamos incomodados com a situação, mas sabemos que, se quisermos ser eficazes, precisamos controlar nossa raiva.
Como a empatia é uma maneira de gerenciar nossas emoções quando estamos reclamando de alguma coisa, decidimos testar nossa empatia e tentar. (Essa lógica está presente em um livro chamado “The Squeaky Whell” –Guy Winch).
Poderíamos considerar como sentiria ser o atendente pensando em como nos sentimos em nossos próprios trabalhos - mas isso não seria a mesma coisa. Temos que provar o mundo da outra pessoa e registrar seu ponto de vista, o que significa que precisamos nos esforçar para pintar essa paisagem o máximo que pudermos.
Nesse caso, devemos imaginar como é sentar-se em um pequeno cubículo o dia inteiro diante de um computador que nos dita quase tudo o que fazemos e dizemos.
Temos que imaginar os motivos que nos fariam trabalhar nesse ambiente e o retorno do trabalho.
Temos que pensar em como deve ser passar nossos dias lidando com clientes frustrados e irritados, sermos ofendidos regularmente e não poder responder por medo de perder nossos empregos.
E então, mesmo antes de nossa frequência cardíaca desacelerar da última ligação, outra ligação é recebida,um novo cliente que se queixa de uma cobrança indevida.
O que esse exercício de empatia pode nos ensinar:
Fazer o exercício da empatia provavelmente nos levaria a perceber que ser gentil e respeitoso ao apresentar nosso problema, poderia provocar sentimentos de alívio e gratidão no atendente que provavelmente estava se preparando para outra pessoa irritada.
Isso, por sua vez, pode fazer com que eles se sintam mais motivados para nos ajudar a resolver nosso problema.






Você nunca conseguirá ser empático se não parar e observar o mundo do outro. A empatia requer que o egocentrismo seja deixado de lado para dar espaço ao altruísmo, ou seja, ajudar outras pessoas deixando de lado intenções pessoais.
Nem sempre as palavras são necessárias.
Um abraço, que seja, quando feito com sinceridade, já é um sinal de que você se "contaminou" pelo sentimento que aflige o próximo.
Por um mundo mais humano e empático.


Helena Dalillah






terça-feira, 8 de outubro de 2019

Setembro Amarelo


Setembro amarelo é o ano todo






Nós do Mundo de Helena consideramos essencial a conscientização sobre depressão e suas vertentes.
O mês passado foi um mês muito importante de campanha porém devemos frisar que informação, prevenção, e consciência são necessários todos os dias.
Essa é a razão pela qual estamos postando isso em outubro.








Setembro Amarelo


Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015. É uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM)
e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
A ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema alertando a população sobre a importância de sua discussão.



Durante o mês da campanha, costuma-se iluminar locais públicos com a cor amarela.
Por exemplo, em 2015 foram iluminados o Cristo Redentor (RJ), o Congresso Nacional (DF), o Estádio Beira Rio (RS), entre outros

Falar é a melhor solução.
Combater o estigma é salvar vidas.


Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo. O dia 10 de setembro é oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano.

São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Com o objetivo de prevenir e reduzir estes números a campanha Setembro Amarelo cresceu e hoje conquista o Brasil inteiro.
Como resultado de muito esforço, em 2016, se garante espaços inéditos na imprensa e firmam-se muitas parcerias, e ações para a conscientização sobre este importante tema.




Depoimento


Eu sofri de depressão uma parte da minha vida, e devido a um histórico de abuso na infância e bullying esse problema se acentuou, tratei com remédio por período muito curto, pois nunca gostei muito, e fiz terapia durante vários anos da vida, o que me ajudou, mas muitas vezes interrompi e deixei de lado, enfim passei por altos e baixos.
Eu tinha ansiedade e inúmeras coisas eram difíceis pra mim devido a isso, por ser sempre muito sensível, e na verdade demorei para descobrir que possuía essa condição ansiosa mas lidava como podia e isso por muitas vezes me atrapalhou na vida e em minhas relações.
Já fiquei apática, desmotivada, deprimida e até anti social por fases mas que não duravam muito tempo, mudavam e se dissipavam.
Mas nunca pensei que ao começar a sofrer de transtorno de ansiedade generalizada chegaria num estágio de total incapacidade de fazer coisas, pensar e conseguir funcionar no meu cotidiano, isso começou no fim do ano de 2017 e durou até o início do ano de 2018, quando tive um momento de imensa depressão e crises de ansiedade e pânico estavam vindo constantemente e por vezes diariamente, e o stress do momento em que vivia acentuou tudo isso ao extremo.
Cheguei num estágio em que tudo era muito doloroso, a flor da pele, e não conseguia ser produtiva como antes, falar sobre certos assuntos, ver certas pessoas, e até assistir certas coisas por conta do stress terrível que tudo aquilo me causava, então me afastei de tudo que me fazia mal durante esse período, por realmente não ter condição psicológica de enfrentar certas situações e emoções e quem entende o que é ansiedade sabe do que falo, quem não compreende ou nunca sofreu desse mal de forma aguda pode não acompanhar o raciocínio ou achar exagero, mas a falta de compreensão se dá por ignorância e desinformação sobre a doença.
Enfim cheguei num pico de ansiedade e stress que me fez querer me ferir de forma grave.
Eu sofri no passado de automutilação e quando passava por momentos de forte emoção negativa tendia a me cortar em lugares específicos superficialmente para transferir e aliviar a dor da mágoa e o stress emocional.
Isso durou alguns anos quando muito jovem, e após me tratar havia parado com tais práticas.
Mas nesse momento de forte ansiedade e stress que eu sofria que não vem ao caso descrever detalhadamente, tudo estava tão confuso, angustiante e sem sentido dentro de mim que não podia cogitar pensar limpidamente, não conseguia sequer respirar e a ansiedade já estava trazendo sintomas físicos e psicológicos muito extremos.
O peito pesava e doía como se tivesse sido atropelado, a cabeça zumbia e o corpo exausto só queria dormir mas não tinha descanso nem apagava, a mente não pensava, trabalhava em looping constante em velocidade acelerada, e aquilo era tão desesperador que era impossível não querer gritar e se isolar de tudo ou deitar querendo nunca mais se levantar.
Comunicação era impossível, e ouvir os outros se tornava um tormento pois simplesmente não conseguia me socializar e me concentrar numa conversa como qualquer pessoa normal.
Viver era pesado, meu sono e alimentação estavam sem qualidade, qualquer barulho repetitivo me perturbava ao extremo não apenas irritava como de costume, e eu descobri que isso era causado por ansiedade, mas que estava aumentando muito aquela época, e eu raramente tive descanso desses sintomas nessa fase.
O que me fez pensar que todas as vezes do passado em que sofri deprimida tivesse sido um treinamento daquele inferno vivo que eu experimentava aqueles dias.
Nada poderia ser mais enlouquecedor ou pior do que aquilo para mim e simplesmente não havia trégua.
Era impossível querer viver, pois eu não mais vivia.
Foi então que num impulso desesperado abri meu pulso, e o desespero e intenção inicial não era aliviar aquele momento mas fugir de tudo aquilo.
O sangue abundante que jorrou me fez perceber que daquela vez seria mesmo definitivo, porque não era superficial como antes, dessa vez era um buraco.
Não estava apenas me cortando pra aliviar o stress, e se o fizesse no outro pulso seria o fim de tudo.
O fim da dor e daquilo que eu sentia e não suportava mais sentir.
Foi quando a adrenalina do momento e confusão psicológica do medo de estar acabando com algo que eu não sabia o que poderia ser me fez pensar na possibilidade de voltar atrás.
Eu sabia que vivia um inferno, mas por que teria de ser sempre assim?
Será que eu poderia pedir ajuda?
Haveria saída para aquele momento?
A única pessoa que me veio a mente foi uma melhor amiga que havia passado uma fase muito difícil ano antes pois tinha enfrentado um câncer, e que agora estava bem, e eu não conseguia pensar em preocupa-la depois de tudo que ela havia passado, mas não pude deixar de pedir ajuda por causa de algo que ela me disse quando estava doente.
Então a chamei e ela me socorreu e levou para a emergência.
Eu nunca vou esquecer o que ela fez por mim.
O pulso foi ponteado, e a ferida enfaixada, mas a alma ainda estava aberta.
Foi quando percebi que precisava de algum reforço para aquele momento e comecei um tratamento leve para ansiedade que me ajudou muito, mas que relutei fazer durante muito tempo, e continuei firme meu tratamento com terapia pra cuidar da raiz da questão tratando o emocional, psicológico e o comportamental para poder sarar tudo aquilo de forma definitiva.
Ceder a algo que não entendia muito bem naquela fase que cheguei foi primordial, pois somente a terapia não estava segurando o desequilíbrio do meu transtorno e os sintomas que se agravaram, foi preciso mais.
Hoje percebo que há casos diversos e nem sempre sabemos o que é melhor, ou podemos escolher melhorar da forma que esperamos.
Cada caso exige um cuidado específico, e eu cheguei num momento que realmente não podia mais continuar nem tinha qualidade de vida se não tratasse aqueles sintomas extremamente incapacitantes.
Eu precisei chegar no fundo para entender que existiam casos da doença e fases que poderiam ser mais agravantes do que eu já havia vivenciado antes, e que haviam pessoas que passavam por isso o tempo todo.
É preciso esclarecimento para entender que se precisa de apoio e muitas vezes só ele não melhora o problema, e que é necessário ajuda médica.
Se você não entende que depressão e ansiedade não é escolha, nem fraqueza, que auto mutilação não é coitadismo, e que tentativa de suicídio não é necessidade de atenção, não faça comentários pejorativos e críticas injustas.
Somente quem chegou no limite que o impede até de respirar sabe a dor que é vivenciar um transtorno ou crise.
Não julgue saber ou condene sem compreender e vivenciar.
Você não está na pele e natureza do doente para ter noção do que é sentido e o porque há necessidade de fuga, num estágio em que até a alma dói e viver é insuportável.
Se não puder ter sensibilidade com a dor que você não conhece, ao menos não julgue.
Apoio é fundamental.
Hoje tenho qualidade de vida, não apresento mais crises de pânico e raramente tenho crises de ansiedade.
Faço acompanhamento e terapia para expressar todas as minhas emoções e para saber lidar com possíveis momentos e situações da melhor forma.
Descobri o motivo de seguir certos padrões mentais, e reprogramei minha forma de pensar sobre certas coisas para ter mais bem estar, expus e dissolvi mágoas e superei alguns traumas, mas nada é fácil, indolor e instantâneo e ainda há muito a evoluir.
Hoje eu nem acredito onde cheguei comigo mesma. Olho para trás e fico feliz por ver quem era, e onde estou e enxergar a diferença.
Parecia impossível.
Mas ainda não sou perfeita, ninguém o é, eu possuo uma condição que requer cuidado, e é quem eu sou.
Sou grata pelo progresso que me permiti, e vou prosseguir.
Eu não tenho vergonha de dizer que quis desistir, e me considero vitoriosa por ainda estar aqui, enxergar e poder dizer tudo isso.
Toda aquela tempestade que eu achei que jamais sairia, aquela sensação de enlouquecer, de que o mundo estava ficando cinza e escuro e eu temia a chegada da noite por saber que o surto de pânico estava próximo se foi.
Todo aquele inferno está onde deveria estar, fora de mim.
Mas se eu não tivesse a ajuda que eu tive tudo isso poderia ter sido outra história com um final muito triste.

Sou grata pelos poucos amigos que tenho e pela família que apesar de imperfeita me ama e ficou ao meu lado da forma que pode no pior momento em que vivi.
Hoje eu sigo bem, feliz nem sempre, porém estável, bem, e muito melhor do que ontem.
Aprendi que não devo me culpar, que sou imperfeita e nem sempre vou acertar e não preciso me punir por isso, e que não devo me abalar ao extremo por aquilo que não depende de mim, pois é um desgaste desnecessário.
Vi o quanto isso pode afetar muito as pessoas ao meu redor e nem todo mundo tem estrutura para enfrentar e acompanhar o problema.
Também revi meu conceito a respeito de excessos, e que apesar de ter melhorado, recaídas fazem parte do problema e muitas vezes buscar consolo em distrações passageiras podem não ajudar, e mascarar emoções com festas e álcool não é uma saída verdadeira apenas uma fuga que pode ser prejudicial, pois o que é negativo e se ignora vai crescendo dentro de nós independente de anestesiarmos.
Refleti que preciso aceitar minhas falhas e não tem problema fraquejar, pois isso me faz humana enquanto estou no processo de melhorar, nada será de um dia pro outro.
Cargas desnecessárias ficaram para trás, e isso me trouxe paz de espírito.
Também aceitei que nem todo mundo vai me entender ou respeitar meu momento sem criticar ou julgar, mas que isso é um problema deles não meu.
Hoje eu vivo um dia de cada vez, valorizo o presente, priorizo a mim, penso muito em tudo que vivi e que viverei, pois a vida não acabou, apesar de haver momentos difíceis, e isso faz parte.
E está tudo bem desabar. Nem sempre é fácil.
Haverão dias bons, ruins, leves e complicados.
Mas estou aqui, e seguirei. E sou grata pela vida e por tudo que ela me proporcionou quando decidi não desistir.
Nem todo mundo tem essa oportunidade, e nem todo mundo consegue ajuda a tempo.
Agradeço ao universo e a todos que me ajudaram da forma que puderam sem julgar, se não fosse por vocês eu não estaria vivendo esse momento hoje.
Conscientização é necessário.
Consciência é preciso.
Empatia é fundamental.
Compreensão e compaixão é primordial.


Helena Dalillah






Setembro amarelo.






Veja também:
Sobre a Ansiedade



segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Amigos Amigos


Um país lamentando, nas manchetes somos chacota mundial
e o que aconteceu com o povo que não enxerga isso?
Qual a lógica em escolher o meteoro e ainda defende-lo?


O relato de uma mulher nessa última eleição:









Amigos amigos política a parte?



Quero começar enfatizando algo que é relevante para o entendimento desse texto: a empatia, compreender o que ela é seria crucial para a conclusão.
Empatia consiste em não olhar só para si como também enxergar com respeito e compaixão o mundo do outro, a emoção do outro e a vivência do outro, e tentar se por naquele lugar, mas para isso acontecer de uma maneira justa é preciso um certo exercício de consciência.
Sei que estou num país onde milhões morrem de fome, adoecem e morrem por falta de atendimento
médico, onde mulheres são estupradas todos os dias, morrem por abortar em condições clandestinas desumanas, são assassinadas por ciúme, perseguidas pela internet, onde são assediadas por homens que se dizem amigos. Um país onde gays e travestis morrem e tem seus órgãos arrancados por puro ódio sem sentido.
Um país onde líderes religiosos se aproveitam da fé de milhões para extorquir dinheiro prometendo o céu e uma vida de riqueza e prosperidade.
Onde muita gente morre por falta de condição digna de vida, segurança, oportunidade, e zilhões de outras tragédias como essa que vimos em Brumadinho, que é só mais uma em meio a essa era de trevas.
Não me falta visão nem empatia para fingir que não estou vendo e vivendo num país onde impera o crime, a hipocrisia, ganância, ignorância e desinformação.
As vezes me falta sono pensando que muitos estão com frio ou passando por coisas que eu na minha situação não passo, mas que não consigo ignorar por saber que existem.
Pois bem, sou de esquerda, mas acima de tudo sou humana, por isso adotei essa ideologia, e não vou entrar em méritos de partido e nem dizer em quem votei ou quem você deveria ter votado, a questão que devia estar na zona do óbvio é em quem não votar, e a situação se tornou insustentável a ponto de beirar a cegueira coletiva de tão surreal.
Só pelo fato de muitas pessoas fazerem vídeos, campanhas e textos expondo algo tão claro já podíamos perceber que as coisas chegaram num nível extremo.
Precisar convencer as pessoas do que é evidente.
Desde ano passado, época de eleição quando me dei conta da catástrofe instalada tive recaída de depressão, ansiedade e voltei a ter crises de pânico, coisa que há muito tempo não me acontecia,
mas que de acordo com profissionais totalmente justificável pela época, e qualquer pessoa que tivesse bom senso compreendia isso inclusive era recíproca ao sentimento de revolta que predominou por tanta má fé e manipulação em massa não poder ser evitada.
Eu literalmente tive de buscar ajuda psicológica, tinha pouca gente pra conversar, mas aquela realidade ao meu redor que estava se apresentando diante de mim naquele momento me afetou muito.
Não sei se eu que nunca quis ver, se me enganei a respeito de muitas pessoas que me decepcionaram ou se realmente aquilo era novo, mas duvido muito, as pessoas são o que são, as vezes nós que nos recusamos a enxergar o que já está lá da sua natureza hostil.
Será que alguém consegue imaginar o que é você ver tudo desmoronar ao seu redor, e sentir que o mundo enlouqueceu, reconhecer a crueldade não do mundo mas de pessoas próximas a você, de amigos, que você tinha como irmãos e não poder acreditar nisso?
Ver o que há de mais nocivo na população, e pior: em pessoas que você considerava, seguindo e ovacionando um ideal deturpado.
Eu estava reconhecendo o que há de mais egoísta, invertido e prejudicial disfarçado de bom senso e em nome "do bem", e pessoas revelando seus preconceitos mais baixos e moralismos da forma mais hostil e ainda justificando com uma capa moralismo, era como se tudo tivesse apodrecido.
E agora imagine que o pior ser possível, um alguém que deveria se classificar por insignificante e medíocre, alguém que você não poderia imaginar pior por tudo que pensa, fala e defende de repente se tornar o ser não só mais popular do país como mais admirado como se fosse mesmo algo genuíno; você sabendo tudo de mais horrível que essa pessoa representa.
Imagine pessoas que mais se valoriza e admira, algumas delas alienadas também por falta de informação e de viver em outro nicho,- o que pra você não seria suficiente para acreditar que elas ficariam do lado dessa ideologia - e com surpresa as ver engajadas nisso tudo.
Imaginar que essas pessoas não só abraçaram a ideia como defenderam foi algo além da minha compreensão como ser humano.
O mundo ensandecido, defendendo o opressor como baratas que aplaudem o chinelo como salvador, para mim era ilógico. Presenciar que era aquilo que as pessoas queriam pra si sem o mínimo de congruência e de humanidade foi uma imensa decepção porque ainda acreditava no melhor das pessoas.
Perdida, com crise de ansiedade sem reconhecer essas pessoas que me cercavam, com a anergia drenada, me sentindo num campo minado de hipocrisia, e histeria eu só podia me afastar de tudo aquilo porque era tão 'trash' que não haveria um argumento meu que pudesse reverter aquela loucura coletiva.
E quanto mais eu tentasse com base em fatos mais energia gastava atoa e aquilo batia de volta em mim com as ofensas, argumentos sem base alguma e apenas mentiras, que repetidas tantas vezes se tornavam 'verdades' - para eles.
Infelizmente um smartphone se tornou arma de destruição nas mãos dos ignorantes para espalhar e disseminar farsas a nível colossal, como em nenhuma outra época numa campanha ilegítima e ganha de forma manipulada, que se aproveitava das mentes menos favorecidas.
Era inútil mudar isso, assim como bom senso era inexistente para eles.
Se tudo estava tão na linha do óbvio mas as pessoas estavam cegas e revoltadas propagando mentiras  simplesmente por não poder ter discernimento pra filtrar informação do que era falso, o que eu poderia supostamente fazer mudar isso ?
Nada, eu não poderia fazer nada.
E eu sabia que seria necessário tempo, talvez muita dor, e muito sangue pra perceberem o lado que estavam e que talvez dependendo do lado que pudessem estar ainda não seria todo mundo que iria enxergar mesmo depois que o estrago estivesse feito.
Afinal tudo depende do lado em que se está e do se quer enxergar, infelizmente.
De fato muita gente estava exatamente indo por esse lado porque queria, e a história trágica do país poderia se repetir, pois quem não estuda seu passado corre o risco de cometer o mesmo erro no futuro; a verdade é que seria inevitável o rumo que iria tomar, e foi uma escolha mútua, alguns por revolta, mas uma maioria por ignorar: ignorar a história, ignorar minorias, ignorar quem tem menos, ignorar fatos, ignorar situações, não comparar, não filtrar o que se ouviu, ignorar o outro e simplesmente não se importar e nem ter o mínimo de empatia com quem é menos favorecido e tem uma outra realidade.
Quem não é desprovido de raciocínio sabe que vivemos num meio injusto, onde a meritocracia é uma farsa que só existe para quem convém, e prevalece a desigualdade entre uns poucos privilegiados: aqueles com salário razoável, residência acima da média, carro atual na garagem, sem crises; mas hoje o classe média esquece que não é rico ou não se lembra de onde veio e como cresceu porque sempre se tende a ignorar o que não lhe falta.
Então não será ele que vai perder mais com esse governo injusto.
Quem perde é quem depende de projetos do governo, de cotas - que pra quem não precisa é regalia, quem perde é quem ganha menos de 1 salário por mês, quem perde é quem não tem o suficiente pra bancar um mínimo de conforto que para outro sobra, quem perde é quem depende da economia estar em alta pra conseguir vender por exemplo, para sobreviver.
Mas eu te pergunto: O por que alguém que se afirma bom, uma pessoa razoável que conhece essa luta e que entrou dentro da minha casa sabendo o que defendo deveria se importar comigo?
E você me responde: Mas um desconhecido não se importa mesmo, e eu concordo, mas e um alguém que se proclama seu amigo?
É possível que ele saiba de tudo e ainda defenda uma ideologia que te exclui, te sangra, te massacra, te priva, te condena, e pior: te extermina.
Essa pessoa é seu amigo?
Concluo meu texto apenas com uma indagação:
Você acha que algo que engloba direitos humanos, inclusão social, consciência de classe, nossa história e tudo que necessitamos conquistar como ser humano para sobreviver com dignidade uma questão de visão política apenas?
Se você acha que é lado político te digo que respeitei quem votou em Aécio, Alckmin, mesmo sabendo da corrupção, e dessa vez respeitei quem votou em Amoedo, Meireles, Marina e etc.
Mas não consigo respeitar quem tenha votado em Bolsonaro e me recuso a crer que essa pessoa não sabia o que fazia.
Você sabe quem sou, que defendo a liberdade de expressão, respeito a diferença, direitos iguais para todos, inclusão, oportunidade para quem tem menos.
E vem me dizer que eu sou incoerente por me afastar de alguém que está literalmente cagando pra tudo que represento e ainda diz que se importa comigo?
Eu só tenho uma resposta: Você é hipócrita ou leigo.
Adendo: Ou você se importa com pobre ou vota em quem representa o contrário, ou não tem preconceitos ou abraça a ideia de quem condena a diferença, ou é a favor do meio ambiente e da inclusão ou vota no governo atual.
Os dois não da.
Ou você é muito contraditório ou muito ignorante.
Uma coisa é você dizer que eu sou injusta outra é você não ter a mínima noção de que política representa tudo no meio em que vivemos e que se pra você não importa é porque você já está numa posição muito privilegiada pra não depender de certas coisas mas com seu próximo pode ser o contrário e você não está nem aí.
Concluindo: Tem certeza de que eu por preservar minha mente, saúde, me afastar de tudo que me feriu profundamente nessas ultimas eleições, fui egoísta?
E você se dizendo querer meu bem e ser meu amigo foi altruísta?
Reveja seus conceitos ou acorde pra realidade. Sua alienação é digna de pena.
Só pra constar: nazismo, fascismo, machismo, misoginia, racismo, preconceito, e intolerância não é opinião, é falta de caráter.
Ferir minorias, tirar direitos, destilar ódio, derramar sangue não é política é podridão, se eu me afasto disso jamais vou me arrepender.
Quando você repensar o porquê na verdade me afastei não repita que foi por "política".
Sem mais.


Helena Dalillah




"Como manter a sanidade diante de um mundo cheio de loucos 
manipulados que de um lado te põem na fogueira e do outro vem 
falar com você como se nada tivesse acontecido?
Tempos sombrios."










*Se você não entende o ponto de vista desse texto te sugiro a sair da caixa e
compreender que existem outras vivências pelo menos por 5 minutos,
ou apenas passe por ele e ignore como você faz com a história do país.*




Leia também A lógica ilógica da nossa eleição


Até a próxima.






quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Moda 2019


Moda 2018 e 2019



Olá novamente meninas, já pedindo desculpas pela demora do post, nós voltamos com um bônus e como o post demorou estamos antecipando novidades do ano que vem, que tal?


Moda 2018 e o que vai pra 2019



Reta final, 2018 acabando.
Ufa.
Vamos confessar: esse ano de forma geral no país não foi dos mais movimentados no sentido econômico e isso repercute nas compras também não é mesmo?
Mas vamos falar de moda para fechar o ano.


Vamos conferir o que está e esteve em alta durante 2018 antes de acabar o último mês do ano:


O início da estação mais quente junto com o encerrar de um ciclo e início de um novo ano foi perfeito para renovar roupas e acessórios.
A tendência de moda trouxe um mix de itens que ainda podem ser encontrados nas prateleiras das lojas e de peças que estão se incorporando aos poucos aos looks das brasileiras.


Moda anos 80







O estilo dos anos 1980 esteve em alta 2018 e um dos elementos mais marcantes desta época está em evidência neste verão: ombreiras.





Este detalhe que realça os ombros geralmente são combinados com looks estruturados e aparecem em diversas peças, desde os terninhos aos moletons.






Atenção mulherada: tudo indica que esse estilo se estenderá para o ano que vem.













Blusa com babado







O babado é um detalhe romântico, proporciona bastante movimento às peças e geralmente é incorporado na região do colo, que é muito verão.








Este elemento compõe as blusas e tops no estilo ombro a ombro, as famosas "ciganinhas", coloridas em tons pastéis, ou confeccionadas com estampas.










Seguem firme rumo a 2019. Invista.



Roupa rosa







Em 2018 foi a vez desta cor, em diversos tons, que vieram com tudo na composição dos looks.









A tendência apontou para uma combinação inteiramente cor de rosa, da cabeça aos pés, e com pequenas variações de tons, inclusive combinações com vermelho.





Destaque do nude ao rosê e rosa queimado, variando nos tons e incrementando com acessórios.







Também vem com tudo junto com o provocante vermelho formando um look ousado e muito moderno.
Uma ousadia para poucas.










Boina






Apesar dos dias quentes que prometem o verão, dentre os acessórios a tendência principal são as boinas, que ditaram moda principalmente entre os anos 1980 e 1990.








Estas peças possuem opções de modelos e tecidos para todos os gostos, desde as mais estruturadas no estilo "quepe" às que são confeccionadas em lã.
Enriquecem e dão estilo ao look, tanto produções de inverno e formais como as de verão e mais despojadas.










Óculos





Para os dias quentes claramente não poderiam faltar os óculos de sol.
Dentre tantas peças disponíveis no mercado, o que fez sucesso entre as mulheres na temporada foi um modelo inspirado nos icônicos óculos do astro do rock Kurt Cobain que provavelmente segue em alta.






A peça é um mix do estilo "gatinho" com o oval, possui lentes arredondadas e uma armação de bordas grossas geralmente na cor branca.






O de formato de coração também volta com tudo e segue para o ano que vem.













Roupa listrada






As listras são tradicionais e nunca saem de moda, entretanto, a tendência apontou em peças mais leves, especificamente nos vestidos.








Os modelos que bombaram são geralmente confeccionados em tons de preto ou azul e com um mix de listras para todos os sentidos, mas principalmente na vertical, um ótimo truque para alongar a silhueta.
Se está em dúvida do que usar no momento, aposte.












Xadrez Vichy






Outra estampa que já fez muito sucesso entre as brasileiras e voltou com tudo é a xadrez, mas ao invés de ilustrar as camisas, como feito nas temporadas passadas, ela aparecerá em peças mais abertas, como vestidos e tops.






Os desenhos da vez foram quadradinhos e listras menores em tons mais neutros, como branco, vermelho, preto e azul.








A estampa vichy, volta com tudo.











Terninho








Foi-se a época que o terninho era um look apenas para o trabalho e escritório, agora esta combinação pode ser usada até mesmo para festas de gala, como vêm mostrando as celebridades nos tapetes vermelhos.






As peças da moda aparecem em cores vibrantes, e para desconstruir o estilo corporativo a tendência é utilizá-las com o blazer aberto, somados a blusinhas de renda e tops cropped.
Siga apostando.






MODA 2019









Agora que falamos da moda do ano que já está acabando e podemos ter uma noção que muita coisa se estenderá para 2019, vamos citar algumas tendências que podemos apostar para o ano que vem.
Há pouco tempo aconteceram alguns dos maiores eventos de moda do Brasil, e com eles, a gente  consegue captar o que continua bombando no verão 2019.



BABADOS







A tendência que mais está chamando atenção no momento.
Eles estão em cena já tem um tempinho, continuam fazendo sucesso agora em 2018, e no verão 2019 eles também estarão super em alta.








Assim como no inverno, os babados aparecem tanto na parte superior quanto inferior.
A novidade do verão, é que eles virão também nos biquínis e maiôs.









CLOCHARD






Quem também vai continuar em alta no verão 2019 são as peças clochard: calças, shorts, saias.









Essas peças tem a cintura bem larga que são ajustadas por uma faixa ou cinto, geralmente do mesmo tecido da peça. Deixam o look super elegante, podem investir agora e continuar usando em 2019 sem medo.








Atenção para quem tem quadril largo, pois esse modelo tende a aumentar o quadril. Um truque de moda que podemos usar nesse caso é apostar nas cores escuras, ou usar uma terceira peça alongada, como jaqueta, terninho, coletes, eles vão disfarçar o quadril. Fica dica.










VINIL





E a última tendência que também continua no próximo ano é o vinil.
Sainhas de vinil combinadas com uma T shirt estão sendo uma tendência que também promete durar.






Isso mesmo, teremos vinil no inverno. Eles estão ficando mais conhecidos como efeito gloss.
Esse gloss mesmo que a gente usa na boca.






Mas, como é verão teremos não só em preto, também estará em alta o vermelho e coloridos, com muito brilho.
















E por hoje e só meninas.
Até a próxima.





RIP Zé do caixão- José Mojica Marins

O Mundo de Helena está em luto Um grande ícone que se vai. Se você conhece e se diz fã de horror e nunca viu o horror nacional de Zé ...