quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Ano Novo e o Perdão



Para o Ano Novo 'ser novo' não é apenas uma data que tem de virar.







Perdoar?


Há feridas que duram mais.
Se o outro errou porque o peso você quem deve guardar? 




Afinal o que é perdão?
Perdoar é o ato consciente de abrir mão do ressentimento ou do desejo de vingança contra alguém que, de alguma forma, causou algum mal – mesmo que a pessoa não mereça.
Ao contrário do que muitos acreditam, o ato não necessariamente implica no esquecimento dos agravos.
Longe de ser um gesto de pouca importância, proporciona uma série de benefícios à saúde,  porque implica seguir deixando para trás o que antes lhe machucava e impedia de ser pleno.
Qualquer pessoa pode se tornar mais indulgente através de hábitos como desenvolver a empatia, focar no lado bom das coisas e expressar melhor os próprios sentimentos.
Perdoar não é um ato natural, portanto, ele jamais acontecerá sem que dentro de cada um de nós seja travada uma intensa luta entre a natureza humana e o espírito.
Em geral concordamos com o pensamento do filósofo Immanuel Kant, de que uma pessoa só deve ser perdoada se merecer.



A mágoa destrói.
O rancor nunca te levará para frente porque atrai sentimentos negativos e pesos desnecessários.
O perdão ajuda você a alcançar seus objetivos, mesmo os mais práticos e imediatos.
Se você não perdoou, uma parte de sua energia interna de vida fica presa ao ressentimento, raiva, dor ou a algum tipo de sofrimento.
Essa energia de vida que está presa irá limitar você.
É como tentar andar de bicicleta freando o tempo todo. Isso atrasa e frustra você, e faz com que seja difícil continuar.
As pessoas felizes são mais indulgentes do que as pessoas infelizes, mas, a positividade interna ajuda uma pessoa a seguir adiante, ou deixar ir aumenta a positividade?
A resposta pode ser “ambos”: Estando ou não feliz no começo, perdoar alguém por uma transgressão do passado pode fazer você se sentir melhor.
O mecanismo é bastante simples:
O perdão é um processo ao longo do tempo que inclui deixar ir emoções, pensamentos e comportamentos negativos, substituindo-os por pensamentos, emoções e comportamentos positivos em relação ao ofensor. É um presente que você dá a si mesmo.
Claro, perdoar alguém que realmente te machucou é mais difícil do que parece.
É difícil se decepcionar, mas decepcionar alguém tendo consciência disso é algo intensamente difícil, o qual quem praticou deve se conformar e se absolver para poder continuar a jornada vivendo consigo mesmo.
Mas o ofendido segue ferido, estagnado e vivendo com a energia do erro do outro.


Perdoar é se curar
O perdão é uma das maiores formas de generosidade que existem.
Perdoar é uma parte quase inevitável de todas as relações que mantemos.
Concedê-lo e pedi-lo é uma liberdade, uma opção que confere a ele um valor enorme.
Se você não está pronto para perdoar as pessoas, não está pronto para viver.



O perdão é muito saudável.
Todos necessitamos de perdão porque não existem vilões e mocinhos, somos seres humanos passíveis de erros, propensos a aprendizados, com falhas e acertos, se merecemos esse mesmo perdão também devemos da-lo a nosso semelhante.
Embora a dor e a ira causados por uma ofensa nos machuquem muito, é necessário superar para seguir em frente.
Não perdoar e processar a raiva por um longo período de tempo causa estresse e deteriora os relacionamentos; não somente com a pessoa que lhe ofendeu, mas com todas as pessoas ao seu redor.
Em muitos casos são problemas simples, mas outras vezes, o problema é mais grave. Em qualquer caso, independentemente do outro ter se arrependido ou não, perdoar é o melhor que você pode fazer por si mesmo.
É muito mais fácil falar sobre o ato de perdoar do que fazê-lo e, no geral, este ato supõe um grande desafio.
Às vezes, o perdão pode ser confundido com uma forma de remissão, na qual o que passou é assimilado sem tomar represálias.
Mas o perdão é muito mais que isso. Perdoar implica se desprender do que aconteceu.
Em todo caso, são muitos os benefícios do perdão para a saúde do nosso corpo.
Perdoar lhe permite tomar o controle da situação, sem colocá-lo em uma posição de fraqueza. Pelo contrário, o coloca em uma posição de poder: o poder sobre si mesmo.
Há pessoas que não perdoam porque pensam que, desse modo, não libertam a outra pessoa da culpa, mas a realidade é que a pessoa que mais sofre é aquela que não sabe perdoar pois carrega esse sentimento que de nada lhe ajuda.
Não liberar o perdão implica que a dor permaneça em seu interior, se transformando em puro ressentimento te impedindo de ver todos os lados e capaz de causar um enorme dano de maneira imprevisível.
Enquanto quem errou segue, quem decidiu não perdoar o erro vive parado, aprisionado numa mágoa que não lhe permite olhar pra frente.








"Aquele que é incapaz de perdoar é incapaz de amar."


                          *   *   *


Algum dia, vamos esquecer a mágoa, a razão pela qual choramos e quem nos causou dor.
E finalmente perceberemos que o segredo de ser livre não é a vingança, mas deixar as coisas se desenrolarem à sua maneira e no tempo certo.
O tempo leva embora a dor, e mostra a verdade.
O tempo revela tudo.
                       

                          *    *   *


Perdoe porque você também merece perdão.
Perdoar é exercício de evolução, humildade e humanidade.
Perdoar não é apenas não se ferir mais com o erro do outro, mais do que isso: perdoar é estar livre para voar.
É saber que todos necessitamos de segunda chance, porque todos somos falhos e erramos, porque todos somos humanos.
É compreender que mesmo que não seja obrigatório o contato futuro com o transgressor, devemos seguir com a consciência tranquila por entender que faz parte da humanidade cometer falhas e como os outros também estamos sujeitos a isso.
É se conscientizar de que se erramos um dia não faz sentido exigir que o próximo não deva errar.
É amadurecer para a realidade, de que a vida e as pessoas não são perfeitas.
Perdoe porque o erro também poderia ser seu.
Porque nada vai mudar na dor sentida em guarda-la e não perdoar a quem a causou.
Porque relembrar constantemente a dor revivendo o passado não leva a lugar algum.
Perdoe não somente por empatia e compaixão com o próximo, mas perdoe porque você precisa de paz.
A paz de saber que você merece ser feliz sem ser prisioneiro da mágoa daquele que o feriu.
A superioridade de se manter de pé diante das decepções e adversidades.
A humanidade de compreender que estamos ligados e sem um erro não se chega a um aprendizado.
Perdoe porque um dia você também precisará de perdão.
O perdão liberta, por isso é um ato para os fortes, jamais pertence aos covardes.
Perdoe para viver, não viva para perdoar.
Perdoe porque maior que o erro do outro é sua tranquilidade e harmonia pessoal.
Perdoe porque o caminho do rancor é negativo e só leva a espinhos.
Perdoe porque um dia você já precisou de perdão.
Perdoe porque você também é humano.






O Mundo de Helena deseja a todos os nossos leitores Boas festas. 





E um Feliz Ano Novo de muitas alegrias e focado no presente.






Acima de um Ano Novo, Uma Feliz Evolução a todos.








Até o ano que vem.
Obrigada a todos que nos acompanharam em 2017.









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Direitos reservados.  
A Lei de Direitos Autorais n° 9610/98, especialmente o Art. 29, expressa claramente a necessidade de autorização prévia do autor para utilização da obra, por quaisquer modalidades. 

Aos autores pertence o direito exclusivo de publicação ou reprodução de suas obras.



Veja também: Sobre Bullying











segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Prêmio Barueri de Literatura


O Mundo de Helena compartilha a cultura com um grande evento 



Prêmio Barueri de Literatura







No dia 14 de dezembro de 2017 aconteceu mais uma vez o Prêmio Barueri de Literatura, que já é uma tradição na cidade, todos os anos reconhecendo e premiando autores e talentos literários.
Contou com as modalidades conto e poesia infanto juvenil e maior de 18 e a categoria não residente.








Mais uma vez foi um evento bem sucedido, com a colaboração de um grande público e da secretaria de cultura de Barueri, apoio do Prefeito Rubens Furlan.








O resultado foi divulgado dia 24 de novembro pela página Cultura Barueri.


Veja aqui.


O juri foi representado pelo Secretário Jean Gaspar com os jurados participantes: Sra. Yolanda Glória, Sr. Cláudio Willer e Sr. Carlos Bicelli.







Segue abaixo os vencedores do “Prêmio Barueri de Literatura”:


Residente - Colocação - Nome da Obra/Autor




Infanto juvenil - Categoria: Conto

1º - “O mundo
dos sonhos”
Raquel Santos Daniel
2º - “Abraçando o sol”
Izabelly Cristina Santos
da Silva
3º - “Andar
noturno” Isabella de Lucena Leite
4º - “Salto alto" Laura Rodrigues
Gonçales
5º - “O mundo dos livros e dos loucos”
João Vinicius Santos
Bezerra



Acima de 18 anos - Categoria: Conto

1º - “Manequim”
Giovanna de Oliveira
Rubo Neves
2º - “Desconstruindo Gabriel”
Amanda Dourado Bueno
3º - “Não é real o suficiente”
Marcondes Pereira da Silva de Mesquita
4º - “Hamelet in love”
Jefferson da Costa Silva
5º - “Gaiola dos sonhos”
Wellington Lima de
Oliveira



Infanto juvenil - Categoria: Poesia

1º - “O nosso meio ambiente”
Isabella de Lucena Leite
2º - “Aquele
ou aquela” Leticia Azeneth Queiroz
Silva
3º - “A praia” Lorissa Prestes de
Albuquerque Marqui
4º - “Pena de morte” Alex Vinicius Costa da
Silva
5º - “Coisas bobas” Nayara Oliveira Cardoso



Acima de 18 anos - Categoria: Poesia

1º - “Palimpsesto brasiliano”
Gustavo de Souza Máximo
2º - “Quatro ponto zero”
Lourdes Ramos Viana da Silva
3º - “Era” Dalila Rocha Sousa (Helena Dalillah)
4º - “O silêncio da noite”
Luis Sombra de Sousa
5º - “Três rosas” Nilza Baia Guerra França



Categoria: Conto

1º - “Poema do amor sem título”
Luciano Cabral da Silva
2º - “O ditado”
Luiz Jorge Ferreira
3º - “Caçada”Tatiana Alves Soares
Caldas
4º - “Olá”
Edson José Marques Lustosa
5º - “Aquele
perfume” Grazielle Pacini Segeti



Categoria: Poesia

1º - “Ponta de cais”
Paulo Cesar Alves Monteiro
2º - “Poções”
Silvio Valentin Liorbano
3º - “O Olho”
Teresa Cristina do
Nascimento Bendini
4º - “Orar (o sexo)”
Lucas Jersy Portela Silva
5º - “Alcova”
Tatiana Alves Soares
Caldas



Durante a premiação o secretário de Cultura e Turismo, Jean Gaspar anunciou a criação do Clube de Leitores e Oficina de Escritores - para março de 2018.
Os vencedores junto ao Secretário Jean Gaspar:






A escritora e Poeta Helena Dalillah (Dalila R. Sousa) ficou  entre os 3 primeiros na categoria poesia maior de 18.










"É uma honra ter esse presente esse ano e o privilégio de fazer parte dessa seleção tão especial.
Quero agradecer a todos que me apoiaram até hoje com um simples incentivo: a leitura, que me mantem na estrada sem desistir.
Agradeço todo apoio a minha obra e ao Mundo de Helena
Esse prêmio é dedicado a todos vocês. 
Gratidão."

Helena Dalillah








Poema Premiado:








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*O Mundo de Helena agradece a todos que vem acompanhando nosso trabalho e que direta e indiretamente tem contribuído com nosso espaço e nossa jornada no mundo literário.
Recebam de volta toda a positividade enviada por vocês com os nossos sinceros agradecimentos a todos, por cada leitor.
Vocês são muito importantes para nós.*
OBRIGADO.



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Até a próxima





terça-feira, 5 de dezembro de 2017

RECEITA: Mousse de Fruta



Mousses de fruta 




Mousse de Maracujá







Ingredientes:


1 lata de leite condensado.
1 lata de suco de maracujá, medida pela lata de leite condensado.
1 lata de creme de leite sem soro.



Modo de fazer:
Em um liquidificador, bata o creme de leite, o leite condensado e o suco concentrado de maracujá.
Em uma tigela, despeje a mistura e leve à geladeira por no mínimo 4 horas.
Essa é a receita mais simples para o preparo de mousse de maracujá.




Mousse de Limão








Ingredientes:
1 lata de leite condensado.
1 lata de creme de leite.
1/2 copo (americano) de suco puro de limão.


Preparo:


No liquidificador, bata o leite condensado e o creme de leite por 3 minutos.
Acrescente aos poucos o suco de limão e continue batendo.
Despeje o mousse em um refratário e leve à geladeira.
Se quiser, enfeite com raspas de limão polvilhadas.



Obs- Você pode substituir a fruta principal por morango, ou alguma outra fruta de sua preferência.









Bom Apetite.




quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Cinema: Frank Henenlotter



Um cineasta único:



Frank Henenlotter






Frank Henenlotter, de 29 de agosto de 1950, é um diretor, roteirista e historiador de cinema.
Ele é conhecido principalmente por suas comédias de horror, que ele prefere que sejam classificadas como "exploitation".



Declarações do diretor

- "Eu nunca senti que eu fiz filmes de terror. Eu sempre senti que fiz filmes de exploitation."

- Filmes exploitations têm mais atitude do que qualquer outro gênero, uma atitude que você não encontra em produções de Hollywood.
Eles são um pouco mais rudes, um pouco provocadores, eles lidam com temas que a maioria dos diretores não falam em seus filmes, seja sexo, drogas ou rock and roll."



Vida
Henenlotter "desperdiçou" alegremente sua juventude assistindo a uma grande variedade de filmes de exploitation, em vários cinemas grindhouse na 42nd Street.
Henenlotter começou a fazer filmes de 8 milímetros quando ainda era adolescente.
Fora do cinema, Frank tem sido responsável pelo lançamento de um volume enorme de filme dos anos 60 e 70, soft-core e exploitation tanto na época do VHS e agora em DVD pela distribuidora Something Weird Video.


Carreira
Henenlotter fez uma estreia sensacional com o filme Basket Case (1982) que contava a história do desprezível monstro splatter Belial Bradley, ganhando seu status de cult com este clássico americano de baixo orçamento.



Volta
Após uma ausência prolongada do trabalho como diretor, desde Basket Case 3: The Progeny (1992), Frank Henenlotter fez um retorno bem-sucedido com o bizarro "Bad Biology" (2008)
Ele também dirigiu os documentários "Thats Sexploitation" em 2013 e "Herschell Gordon Lewis: The Godfather of Gore" em 2010.
O seu mais novo filme Chasing Bansky foi lançado em 2015.







Títulos do Diretor:

Basket Case (O Mistério do Cesto) 1982






Duane (Kevin Van Hentenryck) é um tipo acanhado que chega a New York e se acomoda num pestilento hotel cheio de mendigos e prostitutas.
No bolso traz centenas de notas de dólar e, por baixo do braço, carrega um enorme cesto que desperta as atenções.
Duane parece um moço ingênuo, mas afinal viajou até a grande cidade com que objetivo?
O que será que ele leva no cesto?






Trash oitentista excelente, com uma história horrenda e perturbadora sobre uma delicada situação familiar.
Apesar do ar trash, é comovente a situação do protagonista que carrega um fardo eterno ao longo do filme.
É interessante o conceito como metáfora psicanalítica.
Virou cult no gênero, e seu número de fãs cresce até hoje.
Confira você mesmo.






Brain Damage (O soro do mal) 1988 






Brain Damage nos apresenta Brian (Rick Hearst), um jovem que entra em contato com um nojento parasita que secreta uma droga altamente viciante que lhe proporciona um prazer nunca antes sentido.
Brian se torna viciado na tal substância.
Mas o parasita exige algo de Brian para continuar lhe fornecendo as doses: cérebros humanos.
A partir daí Brian é obrigado a ir a caça de vítimas para saciar o tal parasita para que ele continue recebendo as doses da droga da qual ele se viciou.






Uma excelente metáfora ao tabu da masturbação e a pressão da sociedade em uma juventude reprimida.
Divertido e marcante.






Basket Case 2 1990






Após os acontecimentos do 1º filme, o estranho e introvertido Duane e seu disforme irmão siamês Belial são recolhidos por uma velha médica conhecida como Vovó Ruth, que os leva para uma casa que ela mantém para "indivíduos especiais". Quando um tabloide sensacionalista oferece um milhão de dólares a quem localizar os "Gêmeos de Times Square", a repórter Marcie Elliott segue a pista de Duane e Belial até chegar à clínica de Vovó Ruth e ameaça denunciar a bizarra comunidade. Dispostos a defender sua privacidade, Duane e Belial juntam-se aos tipos mais estranhos e arquitetam um plano de vingança.





Seqüência do famoso "Basket Case" (1982), com mais monstrengos absurdos e situações amalucadas.
Aqui o trash é mais escrachado e envolvendo situações muito divertidas.







Frankenhooker (Que pedaço de mulher) 1990






Cientista louco planeja ressuscitar a sua noiva, que foi triturada por um cortador de grama.
Para reconstituir o corpo de sua amada, ele vende uma droga explosiva para prostitutas a fim de utilizar partes de seus corpos na experiência.






É uma paródia baseada no livro Frankenstein de Mary Shelley.
O título já diz a que veio de forma bem clara. A tradução literal seria algo como “Frankenprostituta”, fazendo uma analogia ao famoso monstro de Frankenstein e as profissionais da noite.
Então já pode se esperar que bagaceira e escracho, marcas registradas de Henenlotter que sempre andam juntas em sua obra, viria por aí. A trama nos apresenta Jeffrey (James Lorinz) um sujeito que trabalha como eletricista, mas sua verdadeira paixão é a medicina, fazendo bicos, tipo reconstruindo um cérebro e lipoaspirações em sua noiva, Elizabeth Shelley (veja se tanto o nome quanto sobrenome da personagem lhe é familiar).






Em um churrasco de aniversário de seu pai, ela morre de uma forma acidentalmente trágica e sanguinária, sendo esfacelada por uma máquina de cortar grama, construída por Jeffrey de presente para o sogrão. O corpo da mulher fica severamente mutilado e irreconhecível, apenas com sua cabeça e poucas partes intactas, essas que misteriosamente sumiram. Misteriosamente para a polícia e imprensa, pois Jeffrey as roubou para manter em um freezer boiando dentro de um composto químico a base de estrógeno que desenvolveu para que não apodrecesse, e assim, varrido por uma onda de depressão e obsessão quanto a ressuscitar a moça, resolve esperar uma forte tempestade que se aproximará nos próximos dois dias e galvanizar a ex-noiva, para trazê-la a vida, tal qual o Dr. Frankenstein.
Resultado: Frankenhooker é um filme original e louco no bom sentido.



Basket Case 3 The Progeny 1991






A saga dos bizarros irmãos gêmeos Duane e Belial continua. Os irmãos saem em uma tranquila excursão com sua família de "indivíduos especiais" rumo ao sul. Ao mesmo tempo que Belial está a ponto de se tornar pai e seu cesto não é grande o suficiente para sua prole. Mas quando os ajudantes do xerife resolvem sequestrar os "bebês", a família resolve contra-atacar, com terríveis conseqüências.






Última parte da franquia, que fecha com chave de ouro a história dos nossos queridos e mutantes irmãos.

Bad Biology 2008







Jennifer (Charlee Danielson)  é uma fotógrafa que vive em Nova York e gosta de fotografar cenas de assassinatos sangrentos. Mas ela tem outras particularidades.
Nasceu com 8 clítoris e tem um apetite sexual insaciável o que a leva a buscar múltiplos parceiros, os quais ela mata num violento frenesi de prazer.
Batz (Anthony Sneed) está aprendendo a lidar com seu pênis mutante, que ele mesmo alterou através do uso de drogas, e agora cresceu a um tamanho anormal e está fora de controle.
Quando Jennifer vai tirar fotos na casa de Batz eles encontram-se e não demora para que criem um vínculo que leva a uma explosiva experiência sexual que irá culminar numa horrível história de amor.







O fardo que de certa forma Jennifer carregava, assim como Batz, que aparentava ser seu par perfeito é uma crítica a sexualidade em geral.
Fora a temática da busca pela satisfação e da liberdade sexual feminina, o que deixa uma boa crítica sem dúvida.






Frank Henenlotter é e sempre será o diretor de bizarrices mais criativo da história.









Até a próxima.





segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Real: O trágico caso de Andrea Yates



Real: A chocante história de Andrea Yates






Andrea Yates (nascida Andrea Pia Kennedy em 2 de julho de 1964) é uma moradora de Houston, Texas, que matou seus cinco filhos pequenos, afogando-os na banheira de sua casa em 20 de junho de 2001.
Ela vinha sofrendo há anos de depressão pós-parto e psicose severas.







Crime
Sua condenação foi por crime capital, em 2002, cuja sentença de prisão perpétua com liberdade condicional depois de 40 anos foi revista mais tarde no julgamento de apelação.
Em 26 de julho de 2006, um júri texano considerou Yates inocente por razões de insanidade.
Ela foi encaminhada pelo tribunal a um hospital psiquiátrico de segurança máxima, onde recebeu tratamento médico e conheceu sua colega de quarto, Dena Schlosser, outra mulher que matou a filha.
Em janeiro de 2007, Andrea foi transferida para um hospital para doentes mentais de segurança mínima em Kerrville, Texas.



Vida
Andrea Yates nasceu em Houston, filha de Jutta Karin Koehler, uma imigrante alemã, e de Andrew Emmet Kennedy, de descendência irlandesa.
Ela é a mais nova de cinco filhos e foi criada dentro de uma família católica. Completou o ensino médio na Milby High School, em 1982, como uma das melhores da classe, foi capitã do time de natação e oficial da Sociedade de Honra Nacional.

Ela completou os dois anos do programa preparatório de enfermagem e se formou em 1986 pela Universidade de escola de enfermagem do Texas em Houston.
Trabalhou como enfermeira registrada no Centro contra câncer da Universidade do Texas de 1986 até 1994.

No verão de 1989, ela conheceu Russell “Rusty” Yates, de 25 anos, e logo foram morar juntos, casando-se em 17 de abril de 1993.
Na época, Rusty e Andrea disseram que “teriam tantos bebês quanto à natureza os permitisse”.
Mais tarde, compraram uma casa de quatro cômodos na cidade de Friendswood.
Após o nascimento de seu primeiro filho, Noah, em fevereiro de 1994, Rusty aceitou um emprego na Flórida, mudando-se com a família para um pequeno trailer em Seminole. Depois do nascimento de seu terceiro filho, Paul, eles retornaram para Houston, e compraram um mini-ônibus GMC motor home.







Depressão/ Psicose
Foi depois do nascimento do quarto filho, Luke, que Andrea caiu em depressão. Sua condição pode ter sido despertada pelos sermões extremistas de Michael Peter Woroniecki, o pastor que lhes vendera o ônibus.
A família de Andrea ficou preocupada pelo modo como ela foi cativada pelas palavras do ministro.

Em 16 de junho de 1999, Rusty encontrou Andrea tremendo e roendo as unhas.
No dia seguinte, ela tentou o suicídio por overdose de medicamentos. Andrea foi internada e medicada com antidepressivos. Logo após sua alta, ela implorou ao marido para deixá-la morrer enquanto segurava uma faca contra o pescoço. Hospitalizada mais uma vez, ela foi medicada com Haldol e drogas anti-psicóticas.
Ela melhorou imediatamente e saiu do hospital com a prescrição do Haldol.
Depois disso, a família mudou-se para uma pequena casa por causa da saúde de Andrea.

As coisas estavam indo bem, até que em julho de 1999, Andrea sofreu um surto nervoso que resultou em duas tentativas de suicídio e duas internações psiquiátricas.
Ela foi diagnosticada com psicose pós-parto.
Sua primeira psiquiatra, Dra. Eileen Starbranch, testemunhou que ela desencorajou o casal a ter mais filhos, pois isso preveniria uma futura depressão psicótica. Os Yates conceberam seu quinto e último filho aproximadamente sete semanas após sua alta.
Andrea parou de tomar o Haldol em março de 2000 e deu à luz a Mary Yates em 30 de novembro do mesmo ano. Ela parecia estar superando as dificuldades até a morte de seu pai, em 12 de março de 2001.
Ela então parou de falar, se auto-mutilava, e lia a Bíblia fervorosamente. Andrea também parou de amamentar Mary.
Ela estava tão incapacitada que carecia de hospitalização imediata.
Em 1 de abril de 2001 ela foi para os cuidados do Dr. Mohammed Saeed. Foi tratada e liberada.
Em 3 de maio de 2001, ela regrediu para um estado próximo ao catatônico e preparou um banho no meio do dia; Ela confessaria mais tarde que tinha a intenção de afogar as crianças naquele dia, mas mudou de idéia.
Andrea foi hospitalizada no dia seguinte depois de uma visita médica agendada; o psiquiatra entendeu que ela estava com tendências suicidas e que tinha enchido a banheira para se afogar.


Andrea ao lado do esposo e filhos:







Crime
Andrea continuou sob os cuidados do Dr. Saeed até 20 de junho de 2001, que orientou Russell a não deixá-la sozinha.
Russell foi trabalhar neste dia, deixando Andrea cuidando das cinco crianças sozinha.
A pedido de Russel, sua mãe, Dora Yates, chegaria uma hora depois para ajudar Andrea. No espaço de uma hora, Andrea Yates afogou todos os cinco filhos.
Ela começou com os meninos mais novos, e depois de afogá-los, os deitou em sua cama. Depois ela afogou Mary, que deixou boiando na banheira. O filho mais velho, Noah, perguntou o que havia de errado com Mary.
Noah então tentou correr, mas Andrea logo o pegou e o afogou. Ela então o deixou boiando na banheira e colocou Mary nos braços de seus irmãos.
Logo depois ela chamou a polícia. Depois ligou para o marido, dizendo e repetindo apenas três palavras: “Está na hora”.



Julgamento
Andrea confessou ter afogado seus filhos. Ela disse ao Dr. Michael Welner ter esperado o marido sair para trabalhar naquela manhã antes de encher a banheira, pois sabia que ele a impediria de machucar as crianças. Depois das mortes, a polícia encontrou o cachorro da família preso. Russell disse à Welner que o cachorro normalmente ficava solto, levando o psiquiatra a acreditar que Andrea prendera o cão da família para que ele não a impedisse de afogar as crianças uma a uma. Apesar de os peritos da defesa terem concordado que Andrea era psicótica, a lei no Texas exige que, para alegar insanidade, a defesa prove que a ré não sabia discernir entre o certo e o errado na hora do crime.
Em Março de 2002, o júri negou a defesa por insanidade e considerou Andrea culpada. Apesar de o promotor ter pedido a pena de morte, o júri recusou essa opção. O tribunal sentenciou Andrea Yates à prisão perpétua, com possibilidade de condicional depois de 40 anos. Em 6 de janeiro de 2005, um tribunal de apelação do Texas reverteu a condenação depois que o psiquiatra californiano e testemunha da promotoria, Dr. Park Dietz, admitiu ter dado falso testemunho durante o julgamento. Dietz testemunhou que um pouco antes dos assassinatos, um episódio da série de televisão Law & Order levou ao ar uma mulher que havia afogado os filhos e que tinha sido inocentada por insanidade.
A autora Suzanne O’Malley, que cobria o julgamento para a revista Oprah e que era ex-roteirista do seriado, imediatamente anunciou que tal episódio não existia. O tribunal de apelação entendeu que o júri havia sido influenciado por aquela falsa declaração e que um novo julgamento seria necessário.







Sentença e Tratamento
Em 9 de janeiro de 2006, Andrea Yates declarou-se inocente por razões de insanidade. Em 1 de fevereiro de 2006, ela foi libertada sob fiança com a condição de que se internasse numa unidade de tratamento de saúde mental.
Em 26 de julho de 2006, depois de três dias de deliberações, o júri declarou Andrea inocente por insanidade, como definido pelo estado do Texas. Ela foi conseqüentemente admitida no Hospital North Texas State, em Vernon Campus. Em janeiro de 2007, Andrea foi transferida para um hospital de saúde mental de segurança mínima, em Kerrville, Texas.
Andrea sofreu de bulimia durante a adolescência. Também sofria de depressão, e quando tinha 17 anos, chegou a falar sobre suicídio com uma amiga. Enquanto estava na prisão, Andrea disse que pensou em matar as crianças durante dois anos, dizendo que eles não a consideravam boa mãe e que acreditava que seus filhos não estavam se desenvolvendo adequadamente. Ela disse ao psiquiatra da prisão: “Era o sétimo pecado mortal. Meus filhos não eram justos. Tropeçaram, porque eu estava mal. Do jeito que eu os estava criando, eles nunca poderiam ser salvos. Eles foram condenados a perecer nas chamas do inferno”.


De acordo com seu testemunho no tribunal em 2006, o Dr. Saeed aconselhou Russell Yates a não deixar sua paciente sem supervisão. Russell, entretanto, começou a deixar sua esposa sozinha com as crianças nas semanas que antecederam aos afogamentos por curtos espaços de tempo, na esperança de melhorar a independência da mulher. Ele disse a parentes que pretendia deixar Andrea sozinha por uma hora durante a manhã e à tardezinha, para que ela não se tornasse totalmente dependente dele ou de sua mãe em detrimento de suas responsabilidades maternais.
O irmão de Andrea, Brian Kennedy, disse à Larry King, em seu programa na CNN, que Russell havia dito em 2001 enquanto a levava para a unidade de tratamento de Devereux, que toda pessoa deprimida precisava de um chutezinho nas calças para motivá-la. A mãe de Andrea, Jutta Karin Kennedy, expressou espanto quando ouviu os planos de Russell durante um jantar de confraternização, e disse que ela (Andrea) não estava estável o suficiente para cuidar das crianças. Ela percebeu que a filha não estava em seu juízo perfeito ao quase fazer o bebê Mary engasgar ao tentar alimentá-la com alimentos sólidos mesmo quando a menina ainda não tinha dentes.

De acordo com as autoras Suzy Spencer e Suzanne O’Malley, que investigaram a história dos Yates em detalhes, foi durante um telefonema que o Dr. Saeed fez para Russell quando as primeiras notícias das mortes foram transmitidas que ele ficou sabendo que Andrea não estava sob supervisão em tempo integral. A primeira psiquiatra de Andrea, Dra. Eileen Starbranch, disse ter ficado pasma quando os Yates manifestaram o desejo de descontinuar a medicação de Andrea para que ela engravidasse. Ela avisou e desaconselhou o casal sobre ter mais filhos, e anotou na ficha médica dois dias depois: “Aparentemente, a paciente e marido pretendem ter tantos filhos quanto à natureza permitir. Isso com certeza irá levar à depressão psicótica.”
Andrea engravidou de seu quinto filho, Mary, apenas 7 semanas depois de ser liberada dos cuidados da Dra. Starbranch, em 12 de janeiro de 2000. Apesar da declaração de Russell Yates para a imprensa de que ele nunca foi avisado pelos psiquiatras de que Andrea era psicótica nem de que ela poderia machucar seus filhos, e de que ele nunca teria outros filhos se soubesse disso, Andrea revelou para a psiquiatra da prisão, Dra. Melissa Ferguson, que antes de ter seu último filho, “ela disse ao Russell que não queria mais fazer sexo porque a Dra. Starbranch disse que ela poderia machucar seus filhos”.
Russell, disse ela, continuou com suas crenças religiosas a respeito da procriação, a elogiou como uma boa mãe e a convenceu de que ela poderia lidar com mais crianças.
A autora Suzanne O’Malley destacou a contínua falta de senso de realidade de Russell sobre ter mais filhos: “Durante o julgamento, ele sustentou com sucesso a posição de que Andrea seria inocentada.
Ele tinha fantasias de ter mais filhos com ela depois que ela fosse tratada numa unidade de saúde mental e liberada sob medicação apropriada. Ele foi pensando em vários ‘reparos’ para suas vidas danificadas, tais como mãe de aluguel e adoção (deixando a família de Andrea, advogados e psiquiatras de Houston horrorizados) antes de encarar a realidade.”


Russell Yates alegou que, como psiquiatra, o Dr. Saeed era o responsável por reconhecer e tratar adequadamente a psicose de sua esposa, não uma pessoa sem treinamento médico como ele. Ele também disse que, apesar de ter pedido que se checasse as fichas médicas dos tratamentos anteriores, o Dr. Saeed se recusou a continuar seu tratamento com o anti-psicótico Hadol, que havia funcionado no tratamento anterior em 1999. Russell acreditava que sua esposa estava muito doente para ser liberada de sua última estada no hospital, em maio de 2001. Ele disse ter notado que membros da equipe do hospital abaixaram suas cabeças, como se estivessem se sentindo culpados ou envergonhados, virando as costas sem dizer uma palavra.
O hospital não tinha outra opção devido à regra de seguro de hospitalização psiquiátrica de dez dias pertencente aos Yates, da Blue Cross-Blue Shield, subcontratada da Magellan Serviços de Saúde.
Russell e a família de Andrea acabaram concluindo que a combinação de antidepressivos indevidamente prescrita pelo Dr. Saeed nos dias anteriores à tragédia foi o que levou ao comportamento violento e psicótico de Andrea. De acordo com a Dra. Moira Dolan, diretora executiva da Rede de responsabilidade médica, “ideação homicida” foi adicionada à bula do antidepressivo Effexor como um efeito adverso raro, em 2005. Andrea, disse ela, estava tomando 450 mg, duas vezes a dose máxima recomendada, no mês anterior ao assassinato das crianças. A Dra. Dolan revisou a ficha médica de Andrea a pedido do seu então marido, Russell Yates.



Medicação e Internação
Dra. Lucy Puyear, uma perita contratada pela equipe de defesa de Andrea, rebateu a tese da família em relação à administração de seus antidepressivos, dizendo que a dose prescrita por Saeed não é rara na prática e não tem absolutamente nada a ver com a sua psicose reemergente.
Ela sugeriu que a psicose de Andrea tenha voltado como resultado do Haldol ter sido interrompido pelo seu médico, duas semanas antes.
A forma oral de haloperidol (Haldol) leva de 4 a 6 dias após a interrupção para chegar a um nível plasmático terminal abaixo de 1.5 % - padrão médico para a eliminação "completa" de uma droga no corpo.



Filme
Um filme intitulado Baby Blues foi inspirado na história de Andrea Yates e lançado em 2008.





Dirigido por Amardeep Kaleka e Lars Jacobson, com Collen Porch na atuação principal.






O roteiro adaptado para o filme conta a história de um jovem de dez anos, Jimmy, que é forçado a proteger seus irmãos de um mal inevitável, que os ameaça em uma tranquila fazenda.
O longa é chocante, e listado como um filme perturbador no tema.






Uma doença que pode se tornar um pesadelo, e que está longe de ser uma ficção.




Até a próxima.





quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Pensamento: Passado e Futuro



Qual a resposta para seguir?



Passado e Futuro



Não podemos saber de antemão o que o destino nos reserva.
Tão pouco podemos prever atitudes e palavras alheias.
A verdade é uma só, e ofensas sempre serão desnecessárias, embora nessa vida tenhamos que enfrentar pedradas, as vezes de quem jamais esperamos, e outras vezes somos nós mesmos a atirar essas pedras.
Temos a escolha dos nossos próprios atos, somos imperfeitos e podemos magoar sem intenção, mas não temos responsabilidade pelos atos e palavras proferidas pelos outros, com ou sem intenção.
Na vida cada aprendizado nos guia a determinado caminho, e traça-lo é uma escolha pessoal. 
Não julgue se não pode sentir pelo outro, podemos até conhecer mas compreender a essência no íntimo é impossível, a reação é algo pessoal. 
Se não puder ficar não fique, não há razão para condenações, a busca pelo melhor do outro é só do outro. 
Será inevitável muitas vezes se deparar com a ingratidão, mas unicamente a nós cabe nos afastar do que é prejudicial, ainda que não possam compreender essa decisão.
Posso perdoar algumas vezes mas não posso confiar naquilo que plantou dúvidas e decepções. 
É muito bom saber que fiz o meu melhor ainda que não tenha sido enxergado, mas uma mesma coisa pode ter vários lados, ninguém tem a obrigação nem a habilidade de ver todos. 
Não sei fingir, nem jogar em dois times, essa é minha natureza, ainda que minha verdade as vezes seja dura demais para ser aceita. 
Meu presente me faz perceber que cada escolha me preserva e amadurecer me fez seguir no melhor caminho colhendo frutos doces.
Se eu disse algo; se eu precisei ir, é porque tive uma forte razão para isso, ainda que houvesse falta de interpretação do outro lado. 
O passado está morto, dele não vivemos, hoje é apenas uma lição, o futuro é o que me aguarda e por ele eu sigo feliz. 
É justo ter a essência preservada, saber que mesmo com espinhos só posso devolver flores, e minha consciência limpa me lembra todos os dias que estar em paz sempre dependeu só de mim. 
Quanto as palavras alheias, elas apenas definem quem as disse e não a mim. 
O que vem de fora está la fora, aqui dentro só entra o que permito porque escolhi seguir meu presente e prosseguir minha evolução, o que impedia isso ficou para trás.
Ser quem eu sou nunca dependeu de ninguém e tenho gratidão por isso. 
Eu dou amor e ainda que não receba sempre de volta, cada um dá o que tem, e nas horas mais sombrias as verdadeiras faces são reveladas. 
Ser verdadeira não foi uma escolha, é minha identidade, se distorcem isso tanto faz, eu me vejo por dentro; e se uma verdade não tem poder de me tirar a paz, uma mentira muito menos, pois o que eu sei me basta. 
Não há porque se culpar por falhas pessoais nem se martirizar para sempre pelos erros por vezes cometidos, afinal é preciso errar para se chegar no acerto, contudo o erro será para um fim positivo unicamente se aprendermos com ele e não repetirmos mais.
Eu não preciso retornar a meu passado com amargura e muito menos maldizer algo que um dia me foi especial, sou agradecida por tudo de bom que me foi proporcionado enquanto durou. 
Deixo minha gratidão a tudo que se foi e não importa mais, mas que define cada vez mais minha jornada sem fim a procura do melhor de mim. 









Helena Dalillah




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É proibido divulgação de qualquer conteúdo
sem a permissão devida dos autores.
Aos autores pertence o direito exclusivo de publicação de suas obras.
(Lei de direitos autorais N. 9610/98, artigo 29.)














sábado, 22 de julho de 2017

REFLEXÃO: As Palavras



Quem é você?
Você vive o que diz ser?








Palavras






As pessoas dizem até a próxima, mas não tem próxima vez.
Sempre dizem vamos marcar e nunca mais se encontram, nem tentam.
O tempo passa, você fica somente esperando, e quando se deu conta envelheceu; não fez nada, não saiu do lugar, e nem sequer arriscou.
Alguns dizem serem amigos, mas na primeira oportunidade ao invés de te entender não tardam em te julgar.
Os erros que são seus podem ser deles, de qualquer um.
As pessoas te dizem eu te amo, mas nem sabem o que é isso, não vivem no amor, só se importam consigo mesmas.
O amor de um dia pro outro virou pó, só palavras ao vento.
Palavras são só palavras.
As palavras são descartáveis e o mesmo se faz com as pessoas.
Você vai ler isso, e vai esquecer também e fim da história.



Helena Dalillah









Copyright
Direitos reservados.  
A Lei de Direitos Autorais n° 9610/98, especialmente o Art. 29, expressa claramente a necessidade de autorização prévia do autor para utilização da obra, por quaisquer modalidades. 

Aos autores pertence o direito exclusivo de publicação ou reprodução de suas obras.







sábado, 10 de junho de 2017

Música: Rammstein


Uma Grande Banda Alemã


Rammstein






Apresentando
Rammstein é uma banda alemã formada em Berlim, em Janeiro de 1994.
As músicas são em sua maioria em alemão, mas também algumas em outros idiomas como inglês, espanhol, francês e russo e podem ser classificadas sob o estilo rock, Industrial metal, NDH e Heavy Metal.
O grupo é formado por Till Lindemann (Vocal), Richard Z. Kruspe (Guitarra e Backing vocals), Paul H. Landers (Guitarra e Backing vocals), Oliver "Ollie" Riedel (Baixo), Christoph "Doom" Schneider (Bateria e Percussão eletrônica) e Christian "Flake" Lorenz (Teclados).






Em 2009, eles já haviam vendido cerca de 20 milhões de álbuns no mundo todo.
A maioria de seus membros são oriundos da Alemanha Oriental, especificamente Berlim Oriental e Schwerin, e desde sua formação o grupo não passou por nenhuma alteração dos seus integrantes originais.






"Você
Você tem
Você me tem
Você me tem
Você me perguntou...
Você me perguntou
Você me perguntou
E eu nada disse

Tu desejas, até que a morte os separe
Ser-lhe fiel por todos os dias?
(Sim)
Não.
Tu desejas até a morte a separação
Eles amam mesmo em dias ruins
(Sim)
Não." (Du Hast)


Apresentações e estilo
As performances ao vivo do Rammstein são conhecidas por serem teatrais e pirotécnicas, ganhando premiações na categoria em diversos países.
Atualmente todo catálogo do Rammstein é publicado pela Universal Music Group.






O vocalista Till Lindermann costuma dizer que prefere dar algo a mais nas apresentações da banda, coisa que o público não teria se apenas ouvisse os CDs em casa e é disso que os fãs do Rammstein gostam: performances com fogos de artifício, explosões, pirotecnias, manobras com maçaricos e figurino inusitado, tudo feito com extrema perfeição, o que torna o show da banda um grande espetáculo.







"Todos esperam pela luz
tenham medo, não tenham medo
O Sol brilha dos meus olhos
Ele não vai se por esta noite
E o mundo conta alto até dez

Um, Lá vem o Sol
Dois, Lá vem o Sol
Três, Ele é a estrela mais brilhante de todas
Quatro, Lá vem o Sol

O Sol brilha em minhas mãos
Pode te queimar, pode te cegar
Quando ele irrompe dos meus punhos
Deita-se quente sobre seu rosto
Deita-se dolorosamete sobre o peito
O equilíbrio é perdido
Ele te faz ir com força sobre o chão
E o mundo conta alto até dez." (Sonne)


História

O nome da banda vem do desastre de Ramstein, um grave acidente aéreo acontecido na pequena cidade alemã de Ramstein em 1988, durante uma exibição de acrobacia aérea, na qual três aviões italianos colidiram e caíram na plateia, provocando a morte de 70 pessoas e ferimentos em cerca de 599. A banda decidiu então pôr um "M" a mais no nome, causando um trocadilho com Rammen, que significa bater, cravar, entrechocar-se. "Rammstein" literalmente pode ser traduzido como aríete. Das bandas que cantam em alemão é a que atingiu maior sucesso fora da Alemanha, principalmente com o segundo álbum Sehnsucht (1997, cuja capa foi considerada uma das mais controversas de todos os tempos, figurando em nono lugar na classificação do site Gigwise, depois com Mutter (2001) e Reise, Reise (2004).
Em 2003 houve uma apresentação da música "Mein Herz Brennt" pela Orquestra Sinfônica de Dresden.
O seu penúltimo trabalho, inicialmente anunciado como Reise, Reise (vol.2), acabou por ser denominado Rosenrot (2005).
O último álbum lançado pela banda chama-se Liebe ist für alle da e foi editado em Estocolmo e lançado a 16 de Outubro na Europa (20 de Outubro no resto do mundo). O álbum contém onze faixas, incluindo a polêmica música "Pussy", lançada no dia 18 de setembro e que causou polêmica por apresentar os membros em cenas de sexo explícito (a banda já havia se apresentado nua uma vez nos Estados Unidos.)


Assista ao Vídeo de Pussy clicando aqui


Em 2007, seus álbuns correram risco de censura e até mesmo proibição por um órgão de apoio a juventude por serem considerados impróprio para menores.
Em 2007, O Rammstein estava inativo; com isso, Richard Kruspe aproveitou para colocar em execução o projeto Emigrate.

Rammstein reuniu as músicas mais significativas de seus 16 anos de carreira e em sua turnê começou a cruzar a Europa no dia 6 de novembro. A venda internacional de ingressos começou no dia 24 de junho. A turnê resultou em um álbum de mesmo nome, com 20 músicas da banda, incluindo uma faixa inédita e um catálogo de todos os vídeos da carreira do Rammstein em formato CD/DVD.
Em 22 de março de 2012 todos da banda, exceto Till Lindemann participaram da música "The Beautiful People" de Marilyn Manson no festival Echoverleihung 2012.






"Uma garota viu uma pequena rosa
Ela floresceu lá no cume brilhante
Ela perguntou ao seu amor
Se ele poderia trazê-la para ela.

Ela a quer e tudo bem
Assim foi e assim sempre será
Ela a quer e esse é o hábito
Tudo que ela quer ela consegue.

Buracos fundos devemos cavar
Se águas límpidas queremos ver
Rosa vermelha, oh rosa vermelha
Águas profundas não são calmas.

O menino sobe a montanha com sofrimento
Ele não liga para a vista
Apenas a pequena rosa está em sua mente
Ele a traz para seu amor.

Em suas botas, uma pedra quebra
Não quer mais estar no penhasco
E um grito deixa que todos saibam
Corrigir
Ambos estão caindo em direção ao chão." Rosenrot


Em julho de 2013, o guitarrista Paul Landers revelou em uma entrevista a possibilidade de a banda lançar um documentário e um DVD ao vivo. ele indicou que a banda poderia "começar a pensar" em um novo álbum em 2014.
Em setembro de 2014, o outro guitarrista Richard Z. Kruspe (que na época estava prestes a lançar o segundo álbum com seu projeto paralelo Emigrate, Silent So Long) afirmou que a banda está preparando mais alguns DVDs ao vivo e que eles estavam dando um tempo para os trabalhos em estúdio.
Posteriormente, ele reiterou que a banda estava paralisada, contando que os membros decidiram pausar o Rammstein por um ano a partir do outono de 2014 (primavera no Hemisfério Sul) para os membros focarem em projetos paralelos.







"Todos nós estamos morando na América
América é maravilhosa
Todos nós estamos morando na América
América
América.
Quando nós dançamos eu quero conduzir
Quando você se vira só
Deixe-nos controlá-lo um pouco
Eu vou te mostrar como as coisas funcionam

Nós estamos fazendo uma adoravél dança de roda
A liberdade toca em todos os violinos
A música vem da Casa Branca
E o Mickey Mouse está parado em frente a Paris

Eu sei movimentos que são muito úteis
E eu o protegerei dos passos errados
E quem não quiser dançar no final
Ainda não sabe que eles devem dançar.

Todos nós estamos morando na América
Coca Cola
Sutiã maravilha
Todos nós estamos morando na América
América
América.

Esta não é uma canção de amor
Esta não é uma canção de amor
Eu não canto na minha língua materna

Não, esta não é uma canção de amor." (Amerika)



Novo Álbum
Em 2015, contudo, o músico Peter Tägtgren, que trabalha com Till Lindemann no projeto paralelo Lindemann, informou que Till se reuniria com seus colegas de banda ainda neste ano para pré-produzir um novo álbum da banda, que normalmente leva dois anos para ser lançado.







"Hoje eu encontrarei um homem
Que me devoraria com prazer
Partes macias e outras duras
Estão no cardápio

Porque você é o que você come
E você sabe o que ele é
É minha parte (não)
Minha parte (não)
Essa é minha parte (não)
Minha parte (não)

A boa lâmina dura e certa
Eu sangro demais e sinto-me mal
Também devo lutar contra o desmaio
Continuarei comendo mesmo sob espasmos

Está tão bem temperado e bem flambado
E tão adoravelmente servido em porcelana
Com um bom vinho e suave luz de vela
Sim, vou devagar, devo ser elegante
Porque você é o que você come
E você sabe o que é.
Um grito percorrerá o céu
E passará através de um rebanho de anjos
Do topo das nuvens cairão penas com carne
Em minha infância com gritos." (Mein Teil)


Em março de 2017, a banda anunciou seu novo filme "Paris", dirigido por Jonas Åkerlund, conhecido por dirigir vários outros trabalhos da banda e foi gravado durante a Made in Germany Tour em 2012, com lançamento mundial exclusivo em cinemas de vários países, incluindo o Brasil, a estreia do filme aconteceu no dia 16 de março no Teatro Volksbühne em berlim, 23 de março no resto do mundo e 30 de março no Brasil. Recentemente em entrevista, Richard Kruspe disse que já tem 35 novas músicas prontas, e Paul Landers afirmou que como 6 dessas músicas ficaram boas, a probabilidade de um novo álbum é enorme.







"Eu vou comigo mesmo de Leste para Oeste
Onde você está indo, onde?
Eu vou comigo mesmo do Sul para o Oeste
Onde você está indo, onde?
Eu vou comigo mesmo de Sul para Norte

Ele vem correndo
Com a bandeira na mão
Meu país
Meu país. Está aqui no meu país
A voz da luz

Se o céu da face
Dilacerar o horizonte
Onde você vai, aqui nada é de graça.
Meu país (distribuidores)
Meu país (repelentes)
Meu país (esqueça nenhum lugar que eu posso ficar)
Meu país.
Meu eixo e a minha praia." (Mein Land)



Formação Atual
A formação da Rammstein não se alterou desde o início, exceto pelo guitarrista Paul Landers e o tecladista Christian (Doctor Flake) Lorenz, que ingressaram na banda em um segundo momento.






"Só está vivo para mim
Eu enfio furadores no seu rosto
Você está totalmente entregue a mim
Você me ama, porque eu não te amo
Você sangra para a minha salvação
Um pequeno corte e você está excitado
O corpo já totalmente deformado
Não importa, o que agrada é permitido

Eu te machuco
Eu não tenho pena
Isso é bom para você
Ouçam, grita!

Com você eu escolho a tortura
Arame farpado na uretra
Coloco sua carne no sal e pus
Primeiro morre, então continua vivo
Mordidas, chutes, pancadas fortes
Agulhas, alicates, serras cegas
Deseje algo, eu não digo não
E enfio em você ratos.
Você é o barco, eu sou o capitão
Para onde deve ir então esta viagem?
No espelho vejo o seu rosto
Você me ama, porque eu não te amo
Eu te machuco, eu não tenho pena

Isso é bom pra você, ouçam como grita." (Ich Tu Dir Weh)



Shows no Brasil

Vieram Três vezes ao Brasil: a primeira em 1999 a convite da banda Kiss para fazer a abertura de seu show em São Paulo e em Porto Alegre (17 e 15 de abril, respectivamente) a segunda em 2010 no Via Funchal em São Paulo, onde apresentaram-se em dois dias consecutivos: 30 de novembro e 1 de dezembro, e a terceira em 2016, onde se apresentaram no Maximus Festival dia 7 de setembro no autódromo de Interlagos em São Paulo, juntamente com bandas como Disturbed, Hellyeah e Marilyn Manson entre outras.









"Agora, queridas crianças, prestem bastante atenção
Eu sou a voz que vem do travesseiro
Eu trouxe para vocês algo comigo
Que arranquei do meu próprio peito
Com este coração, possuo o poder
De exercer controle sobre as pálpebras
Eu canto até o dia despertar
Uma luz brilhante no firmamento
Meu coração queima

Eles vêm até vocês à noite
Demônios espíritos fadas negras
Eles se arrastam para fora de cavernas subterrâneas
E vêm espiar embaixo de suas cobertas


Eles vêm até vocês à noite
E roubam suas cálidas pequenas lágrimas
Eles esperam até que a lua desperte
E se esquivam dentro das minhas veias frias." (Mein Herz Brennt)




Membros:

Till Lindemann - Vocal
Richard Kruspe - Guitarra Solo , Vocal de Apoio
Paul Landers - Guitarra Base , Vocal de Apoio
Oliver Riedel - Baixo
Christoph Schneider - Bateria, Percussão
Christian Lorenz - Teclado, Sampler






Álbuns de Estúdio:

1995 - Herzeleid
1997 - Sehnsucht
2001 - Mutter
2004 - Reise, Reise
2005 - Rosenrot
2009 - Liebe Ist Für Alle Da
2011 - Made In Germany







Dvds:
1999 - Live Aus Berlin
2003 - Lichtspielhaus
2006 - Völkerball
2012 - Videos 1995-2012
2015 - In Amerika
2017 - Paris







"Venha comigo
Para a floresta
Vamos nos deitar na grama
E deixar as horas passarem
Pegue minha mão
Volte para a terra
Vamos fugir
Por um dia apenas

Deixe-me vê-la
Despida

Metrópolis
Não tem nada com isso
Seu hálito faz pequenos fumegos
Posso sentir o gosto quando nos beijamos

Pegue minha mão
Volte para a terra
Onde tudo é nosso
Por algumas horas
Deixe-me ouví-la
Tomando decisões
Sem a sua televisão
Deixe-me ouví-la falar
Só para mim

Deixe-me vê-la
Despida."    (Stripped)



Rammstein por toda sua trajetória e conteúdo é considerada uma das bandas mais originais do cenário do rock atual.
Seu som peculiar, de uma qualidade indiscutível não possui um estilo definido, é uma mistura do metal industrial com o “tanz” metal (dance metal em inglês).
É uma espécie de heavy metal com sintetizadores, digamos assim.






"Eu irei para onde há pinheiros
Para lá, onde eu a vi pela última vez
O entardecer lança um pano sobre os campos
E nos caminhos por trás do fim da floresta
E isso faz das árvores tão negras e vazias
Dói-me, óh dói-me
E os pássaros não cantam mais

Sem você eu não existo
Sem você.
Com você eu estou sozinho
Sem você! Sem você eu conto as horas
Sem você. Não valem a pena.
Sobre os galhos nas sepulturas
Está tudo quieto e tão sem vida
E o ar está óh tão pesado
Dói-me, óh dói-me
E os pássaros não cantam mais.

Sem você eu não existo
Sem você
Com você eu estou sozinho
Sem você
Sem você eu conto as horas
Sem você
Com você os segundos não valem
Sem você."  (Ohne Dich)



Livros infantis

Till Lindemann, esteve em Moscou promovendo a edição russa de seu segundo livro de poesias, "In Stillen Nächten", e contou ao site local AIF.RU sobre seus próximos projetos literários: um livro de contos e um livro infantil.
Till - cujo próprio pai Werner Lindemann foi um aclamado escritor de livros infantis nos anos 70 - escreveu e ilustrou um livro para seu neto durante a turnê MADE IN GERMANY, de 2012, mas ainda não decidiu se o livro será publicado. O motivo? "Preciso manter minha fama de mau", brinca ele.
Mas ele já deu uma ideia de como é o livro:
"O personagem é o meu neto Fritz. Cada poema é dedicado a ele. Começa assim: 'Querido Fritz, segure a minha mão'. Aí vamos ao zoológico, pegamos o trem, voamos de avião...no zoológico, por exemplo, vemos alguém ser comido pelos leões, o avião cai, acontecem colisões de trem, e por aí vai. Mas nada acontece conosco: saímos sãos e salvos de todas as situações".
Quando a entrevistadora russa perguntou se Till já havia lido o livro para seu neto, ele disse entre risadas:
"Sim, e ele ficou um pouco chocado".









"O amor é um animal selvagem
Ele respira você, ele procura por você
Faz um ninho nos corações quebrados
E vai caçar com beijos e velas
Suga rapidamente os seus lábios
Cava tuneis pelas suas costelas
Pode cair, leve como a neve
Primeiro é quente, depois frio, e termina tudo em dor

Amor Amor
Todos querem
Lhe domar
Amor Amor
No final
Captura você entre seus dentes

O amor é um animal selvagem
Ele morde e arranha e te chuta em minha direção
Segura-me firmemente com a força de mil braços
Arrasta-me em seu ninho de amor
Me come com a pele e cabelo
E me estrangula novamente através dos dias e anos
Pode cair, leve como a neve
Primeiro é quente, depois frio, e termina tudo em dor

O amor
O amor é um animal selvagem
Cair você irá
Os seus olhos irá encarar
Ficara enfeitiçado quando seu olhar o atingir

Por favor por favor me de veneno
Por favor por favor me de veneno
Por favor por favor me de veneno

Por favor por favor me de veneno." (Amour)



Polêmica e Curiosidades

Nada de historinhas melosas de amor ou apenas performances no palco.
Os clipes do Rammstein são regados a bizarrices e cenas altamente censuráveis, caso dos vídeos de “Sonne” onde a Branca de Neve é chegada num pozinho mágico ou “Rosenrot”que conta a história de um padre que se envolve com uma menor de idade e assassina seus pais a pedido dela . Mas sem dúvida o mais polêmico e escandaloso de todos é o vídeo de “Pussy” um vídeo 100% pornô que conta com a participação de estrelas pornôs.

Ich Tu Dir Weh  apresenta um clipe cheio de efeitos e de uma obscuridade intensa. A luz que sai da boca do  vocalista não foi um efeito de computação.
Till furou a bochecha para introduzir os fios de led que fazem sua boca brilhar. O mesmo ele faz nas performances ao vivo da música. Os caras da banda acreditam que como se trata de uma música que fala sobre dor (sadomasoquismo), Till quis se entregar de corpo e alma à performance.

Como não poderia deixar de ser diferente, as letras do Rammstein possuem um teor altamente bizarro que mistura o sinistro com o humor  fazendo uma certa sátira sobre sexo (é claro) em todas as suas definições, além de falarem sobre amores peculiares e suas obsessões. Canibalismo, sadomasoquismo, homossexualismo, incesto, necrofilia, abuso sexual;  tudo  escrito de maneira dúbia, ou seja dando dupla interpretação  à “poesia” que podemos interpretar de diferentes maneiras.

Em “Ich Tu Dir Weh” por exemplo, Till canta sobre  o sexo sadomasoquista, o que custou à banda a proibição de tocá-la em certos shows.

Além de toda a polêmica com letras, clipes e shows, os integrantes da banda também fazem questão de expor seus pontos de vista sem a menor preocupação de chocar. O guitarrista Paul Landers é o melhor exemplo disso:
Gostamos de estar no limite do mau gosto.”   (Paul Landers, guitarrista – The Times, Janeiro de 2005)

Gostamos das nossas músicas, mas não o suficiente para entender por que tanta gente vêm nos ver nos shows. Às vezes a gente não entende mesmo.” (Paul Landers, guitarrista , em entrevista à MTV Brasil, 2010)

 “Nossas letras são sempre negras e sinto que temos esses elementos sombrios em nós como pessoas, por isso é o que sai naturalmente.” (Richard  Kruspe, guitarrista – Universal, 2009)

Eu não vou dar nomes, mas uma banda inglesa da qual nós [RAMMSTEIN] somos amigos tem dois integrantes que são gays. Nós fizemos uma aposta e se eu perdesse teria que levar os dois para sair em Berlim uma noite e visitar todos os clubes gays da minha vizinhança. É claro, eu perdi a aposta, como sempre acontece. Quando nós saímos, eu pensei: ‘Nossa! Está acontecendo rápido!’ Um olhar e os dois já sabiam exatamente o que fazer. Eu fiquei com inveja. Eu adoraria poder chegar para uma mulher desconhecida e dizer: ‘Oi, você é quente. Quer ir pra minha casa comigo?”   (Till Lindemann, vocalista – Revista Close-Up, 2005)

Um suicídio ao vivo.”  (Till Lindemann, vocalista,  em depoimento para o documentário ShockRock, quando perguntado o que é necessário fazer hoje em dia em um show para que o público fique realmente chocado)

Na primeira turnê da banda, uma placa escrito Rammstein pegando fogo se desprendeu do palco diretamente sobre o público. Felizmente, não houve ferimentos graves em ninguém.

Quando lançaram o videoclip Ich Will (Eu quero) em 10 Setembro de 2001 onde a banda surge vestida de terrorista, no dia seguinte aconteceu o ataque de 11 de Setembro.
O clip foi retirado de imediato.

Em 1999 passaram uma noite na cadeia em Worcester depois de terem usado um pênis de borracha no palco.

O capa do álbum Sehnsucht foi Considerada uma mais controversas de todos os tempos, na classificação do site a capa aparece em nono lugar.

A música Bück Dich foi censurada da versão DVD do Live Aus Berlin, por causa de uma encenação humorada de uma relação sexual entre o vocalista e o tecladista.

Till Lindemann, Vocalista da banda, diz não gostar de ser observado e procura sempre um ponto fixo para olhar em seus shows, "normalmente o homem da mesa de mixagem" segundo o próprio.

Flake, o tecladista, bateu acidentalmente com uma espécie de teclado motorizado diretamente em Till Lindemann no show da banda, na música Amerika, Till precisou de assistência médica, este foi um dos rumores para o cancelamento do resto da Turnê.

Na edição européia do álbum Reise, Reise existe uma faixa oculta que contém uma gravação da caixa preta Do Da JAL123 Voo Japan Airlines momentos antes do avião se acidentar.

Todos os CDs (com exceção dos Live's) rigorosamente possuem 11 faixas, devido a uma superstição da banda.

Khira Li Lindemann não é filha de Till Lindemman, e sim de Richard Kruspe, que envolveu-se com a ex-mulher de Till e tiveram Khira.
Eles não chegaram a se casar ou ficar juntos, mas a ex-mulher de Till nunca reverteu seu nome para o de solteira, então o último nome de Khira é Lindemann.

O vocalista Till Lindemann é ex-campeão da Europa de natação pela antiga Alemanha Oriental, e abandonou a carreira devido a um rompimento muscular abdominal (cuja cicatriz pode ser vista no vídeo Live aus Berlin).







Processos e Massacre em Columbine

Numa banda onde seus integrantes fazem questão de usar de irreverência e contar através de suas letras realidades às vezes tão cruéis, fatos bizarros acabam por fazer parte de seu cotidiano.
Me diga que outra banda poderia ser processada por um canibal a não ser o Rammstein? Pois é, como já visto no  item 3 da nossa lista, “Mein Teil” tem a letra inspirada na história do canibal alemão Armin Meiwes. Pois é, o tal canibal processou a banda, ganhou a causa e arrancou US$ 5,5 milhões dos cofres dos caras! Além disso, eles já sofreram inúmeras acusações em seu próprio país, Alemanha, que acreditaram que os músicos teriam afinidade com o regime fascista, devido à imagem obscura e militarista que a banda passava em alguns de seus clipes, como no caso do vídeo de Stripped. Isso sem contar que em 1995, quando a banda lançou o álbum Herzeleid, a crítica alemã os acusou  de representarem a raça ariana pois a capa do disco trazia os caras sem camisa na frente de um girassol, como se eles fossem uma espécie de “garotos propagandas da raça ariana”, o que acabou custando a censura da capa em diversos países. Tempos depois veio o massacre de Columbine, nos EUA, onde dois estudantes adolescentes mataram vários colegas e professores.
Sobre quem caiu a culpa? Sim, no Rammstein! Que foram acusados (juntamente com Marilyn Manson) de terem influenciado os garotos, pois no quarto dos assassinos foram encontrados diversos discos, pôsteres e camisetas da banda.
Na época o Rammstein soltou um comunicado lamentando a tragédia:

Os membros do Rammstein expressam as suas condolências e sentimentos a todos que foram  afetados pelos recentes eventos em Denver. Desejam também deixar bem claro que não têm qualquer conteúdo lírico ou crenças políticas que possam ter influenciado tal comportamento. Adicionalmente, os membros dos Rammstein têm também os seus próprios filhos, a quem eles continuamente incutem valores saudáveis e pacíficos.



O Mundo de Helena dedica esse post a Wake, nosso leitor fã de Rammstein.



VIVA RAMMSTEIN






FOREVER






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