quarta-feira, 23 de março de 2016

INTRIGANTE: Giovanni Bragolin: "The Crying boys"



Você conhece as crianças que choram?



Giovanni Bragolin





Bruno Amadio, ou "Giovanni Bragolin" (1911-1981), foi um pintor italiano que ficou famoso entre as décadas de 1970 e 1980 ao pintar quadros de crianças chorando que foram vendidos em vários lugares do mundo.
Também foi supostamente conhecido como Franchot Sevilha, Bragolin e J. Bragolin.
As pinturas apresentam uma variedade de crianças chorando olhando melancolicamente para a frente.
Eles são chamados "Gypsy Boys", embora não há nada especificamente que os ligue ao povo Romani.




















Obra
Bruno Amadio era um pintor de formação acadêmica e trabalhou na Veneza pós-guerra, produzindo pinturas para os turistas.
27 pinturas dos "Crying Boys" foram feitas sob o nome de Bragolin, e suas reproduções foram vendidas no mundo inteiro.
Na década de 1970 ele foi encontrado vivo e ativo, ainda pintando em Pádua.
Amadio faleceu de um câncer no esôfago em 1981.
Em museus da Europa é possível se encontrar as réplicas e os originais.
Bruno Amadio pintou também outros quadros, a maioria entretanto ligado ao estilo natureza morta.







Carreira
Os quadros "The Criyng boys" -as crianças que choram, foram as principais obras de Bragolin que o popularizaram e o tornaram comentado em todo o mundo.



















Vida
A vida de Bragolin foi com certeza uma polêmica.
Especula-se que ele era fascista, mas nada se pode provar.
Não há sites que indiquem clara e convictamente onde ele nasceu, de quem era filho, onde passou sua infância.
Tudo que se sabe é sobre sua misteriosa lenda urbana.

Esse quadro que circula na internet sob o nome de Bragolin, na verdade não é de sua autoria, e sua origem é um mistério:






Suposta Lenda
Diz-se que o pintor Bruno Amadio decidiu fazer um pacto com as forças malignas para que assim passasse a vender suas obras já que estava tendo muita dificuldade para vendê-las.
Bruno passou a usar o pseudônimo Giovanni Bragolin e então passaria a pintar somente crianças chorando.
Os quadros ficaram muito famosos inclusive no Brasil, e se espalharam pelo mundo.
Mais tarde, arrependido, teria pedido para que todos destruíssem suas obras, que só trariam maus destinos aos seus donos.
Confessou que algumas crianças retratadas traziam a pupila dilatada porque estavam mortas, eram crianças reais, desaparecidas de suas famílias e encomendadas para o mal.


The Sun
Há ainda outro fato de um bombeiro que ao relatar que em incêndios ocorridos na Inglaterra, nos anos 70, estranhamente os quadros não se queimavam.
Um jornal da época, o THE SUN (famoso por histórias sensacionalistas) confirmou a história.
O jornal dizia que poderiam se tratar de quadros satânicos fruto de um pacto demoníaco do pintor.
O The Sun estava enfrentando uma época difícil na briga pelo primeiro lugar com outro tablóide popular o The Daily Mirror, e precisava de um "furo" para conseguir destaque.
Foi aí que a história ganhou força.




Após isso então as pessoas escreviam para o jornal relatando tragédias que ocorreram depois da aquisição de tais quadros, grupos queimavam-no em fogueiras, e uma histeria coletiva tomou conta das pessoas na Europa.
Como os quadros de Bragolin eram muito populares, logo, era comum tê- los nas maiorias da casas da Europa, inclusive nas citadas dos incêndios mencionados, o que explica mais uma vez o caso.
E de fato todas essas afirmações que o jornal alegou sobre os quadros na época não provem de fontes seguras, o que as caracterizam simplesmente como boatos.





Nos anos 90, a história virou lenda urbana no Brasil, onde os quadros também foram comercializados na mesma época.
Aqui, a história contada era que Bragolin, um pintor fracassado, fez um pacto com o oculto para obter sucesso.
Ele teria então sonhado com crianças que eram torturadas e sacrificadas, as quais teria pintado em sua série.
Um fato que liga o pintor italiano fortemente com o Brasil, é de ele ter, supostamente, ido ao Fantástico (exibido aos domingos pela Rede Globo) ceder uma entrevista nos anos 80, onde teria feito um apelo para que as pessoas que tivessem seus "Crying Boys" em suas casas, os queimassem.
Mas, no entanto, nunca houve uma prova de que a entrevista realmente foi dada, ou seja ela não é comprovada e provavelmente não aconteceu.















Gypsy boys
Outra teoria para que Giovanni Bragolin tenha pintado crianças deste modo, seria para lembrar o sofrimento delas na segunda guerra mundial.
Muitas destas imagens podem responder eficazmente a uma estética que se encaixa com esta teoria: roupas danificadas, atmosfera cinzenta, paredes derrubadas, ansiedade, sensação de sujeira e escuridão, incompreensão e tristeza.
Alguns dos quadros de crianças chorosas que circulam por aí são atribuídos falsamente a Bragolin, mas foram pintados pela pintora escocesa Anna Zinkeisen, é comum a confusão devido a informações falsas na internet.



Mitos que envolvem os quadros

Dizem que o pintor ao fugir para a Espanha após a guerra usou crianças de um orfanato como inspiração para as obras demoníacas.
Existem, de fato, no meio dessas obras mensagens subliminares, em algumas delas imagens escondidas nos detalhes da pintura são claramente visíveis.
Existe também o rumor que diz que todas as casas que possuíam essas obras pegavam fogo e eram resumidas em cinzas, menos os quadros.














Maldição dos Quadros de Bragolin

Houve um caso em 1985, na Inglaterra, localizado na cidade de Rotherham em que uma casa pegou fogo, não foi reduzida em cinzas, porém seu térreo ficou destruído e eis que ocorreu o curioso, um suposto quadro de uma criança chorando estava intacto no local. Seria esse o nascimento do mito?
Eles concluíram que isso se deu pelo fato dos quadros serem impressos em um tipo de papel difícil de queimar.

Se não fosse pelo detalhe de que o irmão do proprietário da casa era um bombeiro e que através dele outras histórias que relatavam quadros intactos após um incêndio veio a tona, talvez a história tivesse acabado por lá.
Por causa da grande atenção que esses rumores estavam ganhando, o sensacionalismo com certeza se aproveitou e assim a lenda cresceu.




Por último, existem relatos de que durante a noite é possível ouvir a criança do quadro chorando.

Único quadro comprovado de Bragolin em que uma criança aparece sorrindo:





Acho esse caso interessante e misterioso, de fato não posso afirmar o que realmente aconteceu e pouco se pode provar a respeito, mas é no mínimo intrigante.
Tenho uma amiga que alega ter tido um desses quadros na sua residência durante a infância, e o clima do local onde o quadro ficava era pesado e sombrio, indagada sobre o fato, ela se alterou e se recusa a falar mais a respeito até hoje, mas afirma que realmente sempre se sentiu mal na presença do quadro, e que só pode haver algo de estranho relacionado.

Bragolin em seu estúdio no momento em que pintava uma de suas obras:





Links onde vocês podem encontrar mais informações sobre Bragolin e a lenda dos quadros das crianças que choram:


http://www.assombrado.com.br

http://mundoestranho.abril.com.br



Fale Conosco
Se você teve ou conhece alguém que possuiu um desses quadros e há algum evento envolvido entre em contato com o Mundo de Helena, e deixe seu comentário contando sua história para que possamos entender melhor os fatos que envolvem esse mito.
Se você tiver realmente algo a dizer o Mundo de Helena te desafia! Garantimos que sua identidade será preservada se assim o quiser.


Obrigada por acompanhar mais um Intrigante e até a próxima!








terça-feira, 22 de março de 2016

POESIA: Mario Quintana



Nessa Semana um Poeta Indispensável na história da Poesia Brasileira



MARIO QUINTANA





Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.


Carreira
Mário Quintana fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo e depois na farmácia paterna. Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida.
Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust, Mrs Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.



A Rua dos Cataventos

"Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arrancar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!"






Do amoroso esquecimento

"Eu agora — que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"



Em 1953, Quintana trabalhou no jornal Correio do Povo, como colunista da página de cultura, que saía aos sábados, e em 1977 saiu do jornal.
Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil.
Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho.
No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar setenta anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do Rio Grande do Sul.
Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra.
Em 1981 recebeu o Prêmio Jabuti de Personalidade Literária do Ano.


Dos milagres


"O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloquência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!"


Vida
Mario Quintana não se casou nem teve filhos.
Solitário, viveu grande parte da vida em hotéis: de 1968 a 1980, residiu no Hotel Majestic, no centro histórico de Porto Alegre, de onde foi despejado quando o jornal Correio do Povo encerrou temporariamente suas atividades, por problemas financeiros e Quintana, sem salário, deixou de pagar o aluguel do quarto.
Na ocasião, o comentarista esportivo e ex-jogador da seleção Paulo Roberto Falcão cedeu a ele um dos quartos do Hotel Royal, de sua propriedade.
A uma amiga que achou pequeno o quarto, Quintana disse: "Eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder as minhas coisas".
Essa mesma amiga, contratada para registrar em fotografia os oitenta anos de Quintana, conseguiu um apartamento no Porto Alegre Residence, um apart-hotel no centro da cidade, onde o poeta viveu até sua morte.


Poeminho do Contra

"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!"







Casa de Cultura Mario Quintana
Em 1982, o prédio do Hotel Majestic, que fora considerado um marco arquitetônico de Porto Alegre, foi tombado. Em 1983, atendendo a pedidos dos fãs gaúchos do poeta, o governo estadual do Rio Grande do Sul adquiriu o imóvel e transformou-o em centro cultural, batizado como Casa de Cultura Mario Quintana.
O quarto do poeta foi reconstruído em uma de suas salas, sob orientação da sobrinha-neta Elena Quintana, que foi secretária dele de 1979 a 1994, quando ele faleceu.
Segundo Mario, em entrevista dada a Edla Van Steen em 1979, seu nome foi registrado sem acento. Assim ele o usou por toda a vida.





Os Poemas

"Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…"


Morte
Em 1994 Quintana é internado no Hospital Moinho de Ventos em Porto Alegre com infecção intestinal e insuficiência respiratória, vindo a falecer no dia 5 de maio do mesmo ano.
Encontra-se sepultado no Cemitério São Miguel e Almas em Porto Alegre.
Em 2006, no centenário de seu nascimento, várias comemorações foram realizadas no estado do Rio Grande do Sul em sua homenagem.






Dos nossos males

"A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais..."


Academia Brasileira de letras
Preso à sua querida Porto Alegre, mesmo assim Quintana fez excelentes amigos entre os grandes intelectuais da época. Seus trabalhos eram elogiados por Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Morais, Cecília Meireles e João Cabral de Melo Neto, além de Manuel Bandeira. O fato de não ter ocupado uma vaga na Academia Brasileira de Letras só fez aguçar seu conhecido humor e sarcasmo.
O poeta tentou por três vezes uma vaga à Academia Brasileira de Letras, mas em nenhuma das ocasiões foi eleito; as razões eleitorais da instituição não lhe permitiram alcançar os vinte votos necessários para ter direito a uma cadeira. 
Ao ser convidado a candidatar-se uma quarta vez, e mesmo com a promessa de unanimidade em torno de seu nome, o poeta recusou.
Estátuas de Carlos Drummond e Mario Quintana na Praça da Alfândega em Porto Alegre:







Espelho


"Por acaso, surpreendo-me no espelho:
Quem é esse que me olha e é tão mais velho que eu?
Parece meu velho pai - que já morreu!
Nosso olhar duro interroga:
"O que fizeste de mim?" Eu pai? Tu é que me invadiste.
Lentamente, ruga a ruga... Que importa!
Eu sou ainda aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia - a longa, a inútil guerra!
Vi sorrir nesses cansados olhos um orgulho triste..."


Obras
Entre suas obras, destacam-se poesias, livros infantis, antologias e poemas.
Seus livros mais famosos são A rua dos cataventos, Eu passarinho, Sapato florido, Caderno H e Espelho mágico entre outros.


Das utopias


"Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a magica presença das estrelas!"


Traduções
Algumas traduções feitas pelo autor incluem obras de Honoré de Balzac, Voltaire, Virginia Woolf, Graham Greene, Giovanni Papini e Charles Morgan.
Além disso, estima-se que Quintana tenha traduzido um grande número de histórias românticas e contos policiais, sem receber créditos por isso - uma prática comum à época em que atuou na Editora Globo, de 1934 a 1955.
Dentre os diversos livros que o poeta traduziu para a Livraria do Globo (Porto Alegre) estão alguns volumes do Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust (talvez seu trabalho de tradução mais reconhecido até hoje).


O luar


"O luar,
é a luz do Sol que está sonhando
O tempo não pára!
A saudade é que faz as coisas pararem no tempo...
os verdadeiros versos não são para embalar,
mas para abalar...
A grande tristeza dos rios é não poderem levar a tua imagem..."


Seus poemas são especiais, irônicos e simples.
Uma personalidade solitária, mas nada vazia e com um legado notável de poesias significativas realistas, e belíssimas.


Bilhete


"Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda..."



GRANDE MARIO




"Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas.
Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha,
nem desconfia que se acha conosco desde o início
das eras. Pensa que está somente afogando problemas
dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar
inquietação do mundo!"
Mario Quintana









PARA SEMPRE





quinta-feira, 17 de março de 2016

MÚSICA: Amy Winehouse



Uma das maiores inspirações do jazz contemporâneo:



Amy Winehouse





Amy Jade Winehouse, nascida em Londres, 14 de setembro de 1983, falecida em 23 de julho de 2011, aos 27, foi uma cantora e compositora britânica conhecida por seu poderoso e profundo contralto vocal e sua mistura eclética de gêneros musicais, incluindo soul, jazz e R&B.





Carreira
Ingressou na carreira musical na adolescência, apresentando-se em pequenos clubes de jazz em Londres.
Amy ainda criança:



A extensão vocal de Amy Winehouse era considerada contralto, com um registro de três oitavas.
As principais influências musicais de Amy Winehouse eram cantores de soul e jazz das décadas de 1940 e 1960, como Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan.
Porém, alguns artistas de música gospel, como Mahalia Jackson e Aretha Franklin, também exerceram certa influência na artista.





No fim de 1999, assinou o seu primeiro contrato com uma editora discográfica, a EMI Music, mas, após ter sido descoberta por Darcus Breeze, em 2001, assinou contrato com a Island Records.
A sua primeira aparição no cenário musical britânico foi em 2003, com o seu álbum de estreia, Frank.

Frank foi bem recebido pela crítica especialista, mas, inicialmente, não obteve muito sucesso comercial apesar de ter produzido quatro singles.





"Você deveria ser mais forte que eu
Você está aqui sete anos a mais que eu
Não sabe que é você quem deveria ser o homem?
Nem se compara com o que você acha que eu sou
Você sempre quer conversar sobre isso, eu não me importo!
Eu sempre tenho que te confortar quando estou lá
Mas isso é uma coisa que preciso que você faça, me faz um cafuné!

Porque já me esqueci das alegrias do amor juvenil
Pareço uma senhora, e você é meu menino-moça

Você deveria ser mais forte que eu
Mas você dura mais que um peru congelado
Porque você tem sempre que me colocar no controle?
Tudo que preciso é que meu homem cumpra seu papel
Você sempre querendo conversar sobre isso, eu estou bem
Eu sempre tendo que te confortar... todos os dias
Mas isso é uma coisa que preciso que você faça, você é gay?

Ele disse 'Eu te respeito
Pensei que você tinha muitas lições pra aprender'
Eu disse 'Você não sabe que o amor assume o controle? '
É como se você estivesse lendo sobre isso em algum roteiro chato
Eu não vou conhecer sua mãe em hora nenhuma
Eu só quero segurar seu corpo contra o meu
Por favor me fala porque você acha disso um crime."
(Stronger than me).


Foi em 2006, com o lançamento do seu segundo álbum de estúdio, Back to Black, que Amy Winehouse ganhou proeminência como uma artista.





"Ele não teve tempo para se arrepender
Manteve seu pinto molhado
Com sua segura e velha aposta de sempre
Eu e minha cabeça erguida
E minhas lágrimas secas
Segui sem o meu cara
Você voltou para o que você conhecia
Tão distante de tudo o que passamos
E eu trilho um caminho conturbado
Minhas chances estão empilhadas
Eu vou voltar para o luto.

Nós nos despedimos apenas com palavras
Eu morri umas cem vezes
Você voltou para ela
E eu voltei para...

Eu voltei para nós
Eu te amo tanto
Não é suficiente
Você ama inalar e eu amo fumar
E a vida é como um tubo
E eu sou um pequeno centavo rolando parede a dentro.


Você volta pra ela
E eu volto para o luto.
Eu volto para o luto."
(Back to Back)


Back to Black obteve sucesso crítico e comercial e alcançou as posições mais elevadas no ranking internacional, tendo atingido o número 1 em 23 países, incluindo o Reino Unido, a Áustria, a Alemanha e a Dinamarca, enquanto nos Estados Unidos chegou à sua posição máxima como número dois.

Amy durante a adolescência:




Desse trabalho, foram retirados seis singles, sendo "Rehab" o mais bem-sucedido.




Back to Black vendeu seis milhões de cópias e foi o disco mais vendido de 2007.





"Tudo o que posso ser para você
É aquela escuridão que já conhecemos
Com esse arrependimento me acostumei
Umas vezes foi tão bom
Era tudo ótimo quando estávamos no auge
Eu esperava por você no hotel toda noite
Eu sabia que não tinha o par ideal
Mas a gente se via sempre que podia
Não sei por que me apeguei tanto
A responsabilidade é minha
Você não me deve nada
Mas não sou capaz de ir embora

Ele vai embora
O sol se põe
Ele leva o dia embora, mas eu sou crescida
E do seu jeito
Neste tom triste
Minhas lágrimas secam sozinhas."
(Tears dry on their own)


No ano seguinte, o álbum foi indicado em seis categorias à 50.ª edição dos Grammy Awards, das quais venceu cinco, o que fez de Winehouse a artista feminina britânica que mais foi premiada em apenas uma edição.




Ícone
Considerada a desencadeadora da nova Invasão Britânica, Amy Winehouse é referida como a revolucionária da música soul pela crítica especialista.
Ela é citada como influência musical por vários cantores, incluindo Adele, Duffy, Bruno Mars, e Sam Smith.






Foi a intérprete que mais vendeu em nível digital no Reino Unido, em 2007.
Ao longo de sua carreira, Winehouse vendeu um número estimado de trinta milhões de CDs e DVDs em todo o mundo, tornando-se uma das artistas que mais venderam em nível global.




As suas conquistas incluem três prêmios Ivor Novello Awards e um total de seis Grammy Awards. No entanto, apesar de bem-sucedida, a sua carreira foi muitas vezes ofuscada por seus problemas pessoais, principalmente pelo seu casamento conturbado com o ex-assistente de vídeo Blake Fielder-Civil, uma vez que as brigas do casal foram diariamente comentadas pela imprensa.





Vida Pessoal
Além disso, o seu envolvimento com álcool e drogas e a sua luta para superá-lo também prejudicaram a sua imagem pública.
Descendente de judeus, ela tinha um irmão mais velho, Alex Winehouse, nascido em 1979.
Educou-se na escola Osidge Primary School, onde se matriculou em aulas de balé.
Quando criança, costumava ouvir músicos de jazz, como Frank Sinatra, Dinah Washington e Ella Fitzgerald, que exerceram fortes influências em suas primeiras composições.




Aos nove anos de idade, ela foi incentivada pela sua avó Cynthia a se matricular em uma escola de artes particular para promover a sua educação vocal.
Winehouse passou boa parte de sua infância e adolescência presenciando a infidelidade conjugal do seu pai, Mitch, que era taxista.




Em entrevista a uma rede de televisão inglesa, o pai da cantora revelou que, em 1983, iniciou um caso amoroso com uma colega de trabalho, que se tornou sua esposa em 1996.
Ele disse: "Amy e o seu irmão sabiam disso e presenciavam o sofrimento da mãe. Eles chamavam-na de a mulher do papai no trabalho".
Os seus pais se divorciaram em 1992, depois disso Winehouse e o seu irmão ficaram sob a custódia da mãe e cresceram em Southgate.




Ela foi então matriculada na escola Susi Earnshaw Theatre School.
Aos dez anos de idade, fundou uma banda de rap amadora chamada Sweet 'n' Sour. Em 1996, conseguiu uma bolsa de estudos e começou a frequentar o colégio Sylvia Young Theatre School, mas foi expulsa após um ano por indisciplina.
Aos quinze anos de idade, compôs as suas primeiras canções e começou a se apresentar em pequenos clubes de jazz em Londres.




Em 1999, ela ingressou como vocalista de uma pequena banda local, chamada National Youth Jazz Orchestra, e gravou uma fita demo com o cantor Tyler James, que a enviou aos gerentes da agência A&R.
Em seguida, a cantora assinou um contrato com a editora discográfica EMI Music, mas foi mantida em segredo da indústria fonográfica.




Darcus Breeze ouviu um dos demos da cantora quando um dos seus gerentes foi lhe mostrar algumas das canções em que estava trabalhando e, acidentalmente, tocou uma das canções de Winehouse.
Quando Breeze perguntou quem estava cantando, o gerente disse que não estava autorizado a responder. Após ter decidido que queria contratá-la, Breeze levou cerca de seis meses para conseguir encontrar a cantora.
Apenas em 2001 ela foi convidada a fazer um teste vocacional para a Island Records e, posteriormente, assinou contrato com a gravadora, passando a produzir o seu álbum de estreia.




Frank




No ano de 2004, a cantora recebeu duas indicações ao prêmio BRIT Awards nas categorias Artista Solo Feminina Britânica e Ato Urbano.
Além disso, venceu um prêmio Ivor Novello Awards com a canção "Stronger Than Me", enquanto Frank foi incluído no livro de referência musical "1001 Albums You Must Hear Before You Die" (2005) e recebeu uma indicação ao Mercury Prize Awards de Álbum do Ano.
Após finalizar os seus projetos com o álbum, ela desapareceu da atenção da imprensa e ficou cerca de dezoito meses sem realizar nenhum empreendimento musical.








"Quando você entra no bar
E vestida como uma estrela
Agitando seus saltos "venha me foder"
E os homens te notam
Com sua bolsa Gucci
Não dá para saber para quem ele está olhando

Porque vocês todas são iguais
Todos sabem seu nome
E essa é toda sua busca pela fama
Nunca perde uma noite
Porque o sonho da sua vida
é ser esposa de um jogador de futebol

Você não gosta de mulherengos
é o que você diz
Mas você não se importaria com um milionário
Você não gosta dos populares
Eles não fazem nada por você
Mas você amaria um homem rico de 1, 84m ou mais alto

Você é mais do que uma fã
Procurando por um homem
Mas acaba sempre com transas de uma noite
Ele poderia ser a sua vida
Se você durasse mais do que uma noite
Mas isso nunca dá certo.

Sem garotas como você
Não teria graça
Iriamos ao clube e não veriamos ninguém
Sem garotas como você
Não há vida noturna
Todos os homens vão para casa para suas esposas

Não fique com raiva de mim
Por você estar chegando aos trinta
E seus velhos truques não funcionarem mais
Você deveria saber desde o começo
Que você é sempre abandonada
Então use novamente seu salto "venha me foder"."

(Fuck me Pumps)



Back To Black







Amy Winehouse voltou à atenção da imprensa britânica em 2006, devido à sua drástica perda de peso e ao seu consumo excessivo de álcool e drogas.
Nesse período, ela também chamou atenção para a sua imagem, que ficou caracterizada pela sua maquiagem e por um penteado inspirado pela moda das décadas de 1950 e 1960.
Nessa época ela ganhou destaque como ícone de moda e é considerada uma pin up inspiradora para muitas mulheres amantes do gênero até hoje.




Além disso, o seu relacionamento conturbado com Blake Fielder-Civil foi muitas vezes comentado nos tabloides.




Resultante dessa relação, Back to Black foi lançado como o segundo álbum de estúdio da cantora, cujas canções descreviam sua vida pessoal.




As canções incluídas nesse trabalho foram fortemente influenciadas pela música soul da década de 1960, pelo R&B contemporâneo e o ska.
Mark Ronson e Salaam Remi são citados nas notas da obra como produtores, enquanto as composições ficaram a cargo de Amy Winehouse, Paul O'Duffy, Richard e Robert Poindexter, Nick Ashford e Valerie Simpson.




Em 13 de março de 2007, Back to Black foi lançado nos Estados Unidos através da editora discográfica Universal Music Group. Estreou na sétima posição da parada oficial do país, a Billboard 200, com mais de 51 mil cópias vendidas na sua primeira semana, estabelecendo o recorde de maior estreia alcançada por uma artista feminina britânica na época, e chegou à sua posição máxima como número dois, recebendo, dois meses depois, o certificado de ouro da Recording Industry Association of America (RIAA), que lhe atribuiu mais tarde três discos de platina.




Após a sua chegada no Estados Unidos, Winehouse deu início à divulgação dos seus singles nas rádios norte-americanas e, ainda em março, fez a sua primeira aparição em uma rede de televisão estadunidense no programa Late Show, da CBS, fazendo a sua estreia nos palcos no festival Joe's Pub, em Nova York.





Além disso, foi convidada musical na cerimônia MTV Movie Awards de 2007, na Califórnia, cuja performance obteve críticas positivas por parte dos analistas e do público.
Em função de promover o projeto em escala global, a cantora embarcou em sua primeira digressão musical pela Europa e América, com a banda The Dap-Kings, apresentando-se em festivais como Eurockéennes, Glastonbury, V Festival, Lollapalooza e Coachella, mas muitos dos seus concertos foram prejudicados pelo seu envolvimento com álcool e drogas, sendo parte da turnê pela América do Norte cancelada devido aos seus problemas de saúde.





Para auxiliar a divulgação do material, foi lançado, em 5 de novembro de 2007, Back to Black: Deluxe Edition, reedição que apresenta o disco de estúdio original, oito faixas novas e gravações demos. Simultaneamente com a versão deluxe, a artista lançou o seu primeiro DVD, I Told You I Was Trouble: Live in London, que atingiu a primeira posição nos Países Baixos.




A sua primeira canção lançada como single da versão especial foi "Valerie", que conseguiu alcançar a segunda posição da UK Singles Chart, recebendo mais tarde uma indicação ao BRIT Awards na categoria Melhor single Britânico.
A segunda, "Cupid", chegou à 49.ª posição na Suíça.





"Cupido prepare seu arco
E deixe a sua flecha ir
Direto para o coração do meu amor para mim
Ninguém alem de mim hey hey hey
Cupido por favor escute meu pedido
E deixe sua flecha voar
Direto para o coração do meu amor para mim

Escute Eu não quero te incomodar mas estou angustiada
Há perigo de eu perder toda minha felicidade
Por que amo um homem que não sabe que eu existo
Ah e nisso você pode dar um jeito, então


Agora cupido se sua flecha fizer o amor dele 
mais forte por mim
Eu juro que vou amar ele até a eternidade
Cá pra nós, eu sei que podemos roubar o coração dele
Cupido me ajude se puder."
(Cupid)


Como o seu último lançamento do ano da versão-padrão, Amy Winehouse liberou "Love is a Losing Game", que chegou à 33.ª posição na tabela musical.






"Pra você eu fui um caso
O amor é um jogo perdido
Cinco andares se incendiaram assim que você chegou
O amor é um jogo perdido.

Como eu queria nunca ter jogado
Oh, que estrago nós fizemos
E agora o lance final
O amor é um jogo perdido.

Desgastado pela banda
O amor é uma aposta perdida
Mais do que eu poderia aguentar
O amor é uma aposta perdida.

Declarado... profundo
Até o encanto se quebrar
e notar que você é um jogador
O amor é uma partida perdida.

Apesar de estar bastante cega
O amor é um resignado destino
Lembranças denigrem minha mente
O amor é um resignado destino.

Acima de inúteis expectativas
Ridicularizado pelos deuses
E agora o lance final
O amor é um jogo perdido."
(Love is a losing game)




Em 2008, Amy Winehouse continuou a divulgar Back to Black com o lançamento do single "Just Friends".





"Quando vamos achar tempo pra sermos somente amigos
Nunca é seguro para nós, nem mesmo durante a noite
Porque eu estive bebendo
Nem de manhã onde sua merda funciona
É sempre perigoso quando todos estão dormindo
E eu estive pensando
Nós podemos ficar sozinhos?
Nós podemos ficar sozinhos?

Quando vamos achar tempo pra sermos 
somente amigos
Quando vamos achar tempo pra sermos 
somente amigos

E não, eu não estou envergonhada, mas a culpa vai te matar
Se ela não o fizer primeiro
E eu nunca vou te amar como ela
Entretanto nós temos que encontrar tempo
Para fazer essa merda juntos
Antes que piore
Eu quero tocar você
Mas isso só machuca..."
(Just friends)


No mesmo ano, a cantora continuou a promover o disco realizando vários concertos em festivais de música, mas as suas apresentações foram prejudicadas pelo seu consumo excessivo de álcool.
Nessa mesma época, ela começou a trabalhar no seu terceiro álbum de estúdio, contudo as gravações não foram concluídas e a produção foi abandonada.

No final do ano, ela cancelou a sua turnê musical e viajou a Santa Lúcia para dar continuidade à gravação de um novo material, porém o lançamento do seu terceiro álbum foi adiado várias vezes.
Retornou a Londres apenas em julho de 2009, quando lançou a sua própria gravadora, chamada Lioness Records, sendo a primeira artista a receber um contrato de gestão Dionne Bromfield, afilhada musical da cantora.





Após um longo período sem realizar nenhum empreendimento musical, Winehouse retornou aos palcos, mas as suas aparições nesse período foram esporádicas.

No começo de 2011, a intérprete deu início a uma turnê com cinco shows no Brasil, apresentando-se em Recife, São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro, onde as suas apresentações foram consideradas no geral bem-sucedidas embora ela parecesse debilitada.




No segundo trimestre do ano, ela iniciou uma digressão europeia com o primeiro concerto realizado em Belgrado, onde a mídia da Sérvia classificou-a no mesmo estado da apresentação nos Emirados Árabes.
Aqueles que foram ao concerto afirmaram que a cantora estava embriagada e demonstrava dificuldades em interpretar as canções.Após ser vaiada, ela tentou deixar o local, mas os seus guarda-costas não a permitiram.
Em seguida, Winehouse cancelou duas apresentações que faria em Istambul e Atenas e, pouco depois, cancelou toda a turnê afirmando que voltaria ao tratamento.
A sua última aparição pública foi em 20 de julho de 2011, quando ela subiu ao palco para apoiar a sua afilhada musical, Dionne Bromfield, que realizava um show em Camden Town, com o grupo The Wanted.




Três dias depois, Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa por causas até então desconhecidas.


Crise e Borderline

O envolvimento de Amy Winehouse com álcool e drogas e a sua luta para superá-lo foi objeto de atenção da mídia.
Devido ao assédio dos paparazzi, ela obteve uma ordem jurídica que os impedia de segui-la, fotografá-la em sua casa, na casa de parentes ou amigos e aproximar-se mais de cem metros da sua residência.
Em diversas entrevistas, ela admitiu ter problemas com automutilação, depressão, distúrbios alimentares e anorexia.
Especula-se que ela possuía a personalidade borderline, um complexo transtorno da mente.
Além disso, ela foi diagnosticada com enfisema pulmonar em 2008 e foi presa por posse de drogas na Noruega.





Relação Conturbada
Em 2005, Amy Winehouse iniciou um relacionamento com Blake Fielder-Civil, após conhecê-lo em um bar em Londres, mas o relacionamento chegou ao fim pouco tempo depois.
Após o rompimento, ela passou por um período de abuso de bebida alcoólica, uso de drogas pesadas, depressão e, consequentemente, perda de peso.
Iniciou então um romance com o cantor Alex Clare, porém reatou com Blake em abril de 2007.
Winehouse e Fielder-Civil casaram-se em 18 de maio de 2007, numa cerimônia privada em Miami, na Flórida, ela aos 23 anos e ele aos 25 anos de idade. No entanto, esse foi um casamento conturbado e negativamente comentado pela imprensa, o que muitas vezes prejudicou a carreira da cantora.
Além disso, os familiares do casal relataram publicamente o seu temor de que os dois pudessem cometer suicídio.
A relação dos dois era descontrolada e repleta de escândalos.
Seu ponto de ruptura, e auge de descontrole com álcool e drogas sem dúvida foi após conhecer Blake.
O pai de Amy, Mitch Winehouse, reprovava a relação.




Foi quando Fielder-Civil foi preso em 2008 sob acusação de ter agredido James King, proprietário de um bar em Londres.
Ele foi condenado a 27 meses de prisão, enquanto ela viajou para Santa Lúcia, no Caribe, onde conheceu e começou a namorar o ator Joshua Bowman.
Blake abriu um pedido de divórcio após ver fotos da cantora com o ator, com o seu advogado afirmando que abriria o processo em razão do adultério cometido.
A separação foi concretizada em 16 de junho de 2009, pelo juiz Michael Segal.

Amy era instável, sensível, intensa, emotiva e tinha problemas emocionais significativos, o que tornou mais difícil a forma com que lidou com a mídia, a exposição e a fama repentina.
Muita dessa sua sensibilidade é retratada nas letras de suas canções, que soam como poesias melancólicas.




No ano seguinte, em 2010, Winehouse conheceu o diretor de cinema Reg Traviss, que namorou por cerca de um ano, até a sua morte.





Morte

Por volta das 15 horas e 54 minutos de 23 de julho de 2011 (horário de verão britânico), duas ambulâncias foram chamadas para a casa de Winehouse em Camden, Londres, devido a um telefonema à polícia britânica para atender uma mulher desfalecida.
Pouco tempo depois, as autoridades metropolitanas haviam confirmado a morte da cantora.
Posteriormente, foi aberta uma investigação a fim de determinar a causa da morte de Amy Winehouse, porém os primeiros resultados não foram conclusivos e uma análise toxicológica foi necessária.
Apenas em 26 de outubro do mesmo ano, os relatórios finais puderam indicar que a causa da morte decorreu de um consumo abusivo de álcool após um período de abstinência, que mantivera até o dia 22 do mesmo mês.
A médica legista, Suzanne Greenaway, afirmou que a quantidade de álcool encontrado no sangue da artista era de 4,16 g/L, cinco vezes maior que o suportável.
Blake, o ex marido, que ainda estava preso lamentou profundamente a morte e posteriormente declarou que se culpava desde então.


Amy e sua Banda:





Diversos fãs também prestaram homenagens a ela, deixando garrafas de bebidas alcoólicas, taças, cigarros e diversas fotos da cantora em frente à sua casa em Camden Town.





A sua morte também trouxe de volta os seus materiais discográficos aos rankings ao redor do mundo.





A cerimônia fúnebre ocorreu no dia 26 de julho de 2011, terça-feira, no cemitério Edgwarebury, em Londres. A família e os amigos mais íntimos de Winehouse, além de algumas celebridades, como Mark Ronson, Kelly Osbourne e Bryan Adams, participaram da cerimônia, que seguiu os preceitos da religião judaica.
O corpo da artista foi cremado e suas cinzas foram misturadas com as de sua avó, Cynthia.
Com a conclusão do funeral, os seus pais declararam sua intenção de criar uma fundação para ajudar jovens viciados em drogas.




Em 17 de dezembro de 2012, as autoridades britânicas decidiram reabrir o inquérito para confirmar a causa da morte de Amy Winehouse e, apenas em 8 de janeiro de 2013, os relatórios confirmaram que a cantora morreu devido a uma intoxicação alcoólica.





Declaração de Alex Winehouse impressionou a mídia e os fãs


Alex Winehouse defende que a morte da irmã Amy se deu por causa da bulimia.
Em entrevista à revista Observer Magazine, reproduzida pelo The Guardian, ele informou que a cantora sofria com transtorno alimentar desde a adolescência e isso teria enfraquecido o corpo dela e a levado à morte.

“A bulimia a deixou mais fraca, mais suscetível”, disse ele. “Ela morreria eventualmente, mas, da maneira como as coisas estavam indo, o que a matou foi a bulimia”, alegou o jovem de 33 anos.

Amy Winehouse morreu aos 27 anos. Ela foi encontrada na casa onde morava, em Camden, região norte de Londres, deitada na cama ainda vestida, com um notebook. Havia garrafas de bebida alcoólica espalhadas pelo chão do quarto.

Segundo Alex, na primeira grande entrevista após a morte da irmã, Amy foi fatalmente enfraquecida ao longo dos anos por crises de excessos que eram seguidos por depressão e vômitos induzidos. “Se não fosse por essa desordem alimentar, ela estaria fisicamente mais forte”, disse.

O irmão ainda revelou que a bulimia teve início quando a cantora tinha 17 anos. Na época, Amy e as amigas eram doentes. “Todas pararam, menos a Amy. Todos nós sabíamos que ela fazia isso, mas era praticamente impossível fazê-la parar, especialmente quando não se falava sobre isso.”






' Precisamos falar sobre a Bulimia

Quando o documentário britânico “Amy” foi lançado em 2015, muito se falou sobre a tristeza que as pessoas sentiam quando viam.
E é claro que seria triste e desolador. Uma cantora talentosíssima com uma voz poderosa foi embora muito cedo e o que ficou foi a sensação de que ela teria muito mais a oferecer. Só não sabíamos que assistir a trajetória de Amy seria mais desolador do que imaginávamos.
Enquanto Amy estava viva o que víamos era um ser humano sendo atacado por paparazzis. Por causa de suas polêmicas com drogas e bebidas, Amy teve sua vida escancarada por anos e o documentário mostra como esse ataque à privacidade da cantora era cruel e perverso. Ao ver as imagens, tive a impressão de que todas aquelas pessoas que riam da aparência da Amy, que riam das imagens nas quais ela estava aparentemente bêbada e drogada e que a seguiam por onde ela fosse, não passavam de Urubus a espera de um corpo prestes a morrer.
Mas o que mais me chocou foi a revelação de que Amy era bulímica. Sim, Amy Winehouse tinha um transtorno alimentar há anos. Quando “Amy” foi lançado no Brasil a escritora e ativista Clara Averbuck publicou um post contando o seu espanto ao saber que a cantora tinha o transtorno alimentar. Como sou fã da Amy também fiquei surpresa e procurei assistir logo o documentário.

O meu espanto não poderia ter sido maior, ao fim de “Amy” meu coração estava dilacerado, eu queria poder voltar ao tempo e fazer algo para ajudar aquela menina linda que foi morrendo aos poucos. Morreu cercada de gente oportunista, Urubus, que fingiam que não percebiam o que estava acontecendo.

Para quem não sabe, a Bulimia é um transtorno alimentar no qual a pessoa come compulsivamente e induz o vômito, colocando para fora tudo o que ingeriu. Imagine o estrago que isso pode causar quando esse ato é praticado por anos. Foi isso que aconteceu com Amy. No documentário vemos um trecho de filmagens de familiares, no qual Amy aparece sentada em uma mesa cheia de comidas, dizendo que se sente como uma porca de gorda. Logo a seguir a mãe de Amy, Janis, fala que Amy tinha contado para ela sobre essa nova dieta que ela tinha descoberto. A dieta era comer tudo o que puder e vomitar em seguida. A mãe da cantora achou que era algo passageiro, que Amy iria esquecer.

Mas não foi o que aconteceu, em outros momentos do documentário vemos Amy comendo compulsivamente.
Em um deles ela está gravando no estúdio e desaparece por volta de 45 minutos. Uma pessoa que também estava por lá afirma que Amy vomitou o banheiro todo após comer. Isso aconteceu quando ela já estava gravando Black to Black, ou seja, anos depois da dieta nova que ela havia descoberto.
O ponto no qual quero chegar é a negligência das pessoas que estavam em volta dessa menina. Negligência em todos os aspectos, negligência ao não prestar atenção e não falar sobre uma doença e um comportamento estranho que todos estavam vendo, negligência ao não perceber uma pessoa definhando, negligência ao fingir que nada estava acontecendo. Negligência dos pais, amigos, empresários, marido e namorados. E por fim, negligência da mídia que sempre vai achar que uma história sobre drogas e álcool é mais importante do que falar sobre transtorno alimentar. Não é mais ou menos importante que drogas. Só é preciso ser dito que todas essas coisas são prejudiciais.
Mesmo depois de o documentário levantar a bola para que seja falado sobre a Bulimia de Amy, são poucos os meios de comunicação que tocaram no assunto. O irmão dela, Alex, afirmou que Amy realmente morreu de Bulimia, o que demonstra, mais uma vez, que eles tinham conhecimento do problema. Mais negligência.
A maioria das pessoas ainda pensa que Amy era apenas uma drogada e alcoólatra que morreu de beber. Sim, eu sei que a bebida e a droga debilitaram a vida de Amy, mas imaginem o quanto a Bulimia enfraqueceu o organismo da cantora, o quanto ela estava fraca após anos dessas combinações. E o quanto ela sofreu com isso.
Vejam o documentário e percebam o quanto ela estava sozinha neste mundo, como era frágil. Uma única amiga de infância que parecia realmente se preocupar com Amy ficava afastada, por motivos desconhecidos. Se espantem ao ver que o empresário e o pai de Amy deixavam ela subir aos palcos sem nenhuma condição de fazer shows. E ninguém falava nada. Aliás, falavam mal dela, a xingavam. Afinal, ela era apenas uma viciada. Como bem disse Leca Lichacovski ninguém se importou com Amy Winehouse. Ninguém deu a mínima. Agora é tarde. '

Por Sabrina Sânde







Clube dos 27

Devido a sua morte prematura, Amy assim como outros artistas entrou no famoso clube intitulado 27.
O Clube dos 27, também às vezes conhecido como o Para Sempre Clube 27 ou Clube 27 , é um grupo de músicos do Rock ou blues influentes que morreram aos 27 anos de idade.
Os 27 anos são, no mínimo, míticos dentro do universo musical.
Alguns dos grandes artistas que o mundo já conheceu coincidentemente vieram a falecer com esta idade. Além do talento inquestionável e da época da vida em que morreram, um outro fator é comum a estas estrelas: a personalidade polêmica.
Este clube é composto por Brian Jones, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain e por último Amy Winehouse.


Disco Póstumo






Os produtores de “Lioness” disco da cantora lançado pós morte foram Salaam Remi e Mark Ronson, que já haviam trabalhado com Amy nos seus dois álbuns.



Mitch Winehouse, pai de Amy, hoje músico, iniciou uma turnê em 2015 se apresentando no Teatro Bourbon, em Porto Alegre.
O músico iniciou sua turnê de quatro shows pelo Brasil, e após isso, Mitch seguiu para São Paulo, Rio de Janeiro e Natal.
Todo dinheiro arrecadado foi para a ONG Amy Winehouse Foundation, criada por Mitch em setembro de 2011.


Amy







O  Documentário Amy sobre a vida da cantora foi lançado em 2015 e ganhou Oscar de melhor documentário em 2016.
O pai de Amy se manifestou contra o documentário, visto que ele mostrava um lado que muitos não conheciam e que ele nega existir.


"Ao se ouvir Amy pela primeira vez não se pode conter a emoção e admiração por um timbre de voz tão lindo, por sua interpretação tão cheia de sentimento e composições profundas, impactantes e belíssimas.
Uma grande influência que jamais será esquecida.
Nenhuma outra jamais será como Amy."
Helena Dalillah






Sua morte foi um imenso choque e uma das maiores perdas da história da música. 



BRILHE AMY






Eternamente





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