segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

CINEMA: David Cronenberg


Com vocês um cineasta mais que original:



David Cronenberg






David Paul Cronenberg (Toronto, 15 de Março de 1943) é um cineasta canadense, conhecido principalmente por dirigir filmes do gênero ficção científica.


David Cronenberg não é para qualquer um, começou sua carreira com filmes de horror cheios de sangue, e hoje é um dos nomes mais respeitados do cinema internacional considerado um intelectual e um autor, até por quem não gosta de seus filmes.
Ainda que nos filmes mais selvagens e trashs sua obra é marcante, seu estilo é único sempre trazendo uma mensagem consistente mesmo em suas películas de horror.


Premiações

Ganhou o Urso de Prata, no Festival de Berlim, por "ExistenZ" (1999).
Ganhou o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Cannes, por "Crash" (1996)


Destaques

Entrou em cena com seu primeiro destaque  polêmico: "Shivers"; seguido pelos longas: "Rabid", "The Brood", "Scanners", "Videodrome", "Na hora da zona morta", e "A mosca" em que mostra um trabalho inteligente e visceral, de cenas cruas e bestiais perfeitos para amantes do horror.
Surpreendeu no ótimo "Dead Ringers" (Gêmeos- Mórbida semelhança) em que concentra um suspense psicológico na relação de dois irmãos de forma intensa e atípica.
Marcou absurdamente no título "Crash"(Estranhos Prazeres) diferente de suas obras anteriores, na qual focou em uma orientação sexual bizarra e incomum, num roteiro que foge ao clichê e lhe rendeu um prêmio em Cannes.
Foi elogiado com o drama policial "A history of violence" (Marcas da Violência) em 2005, em que trouxe um trabalho consistente, violento, dramático e mais uma vez marcante.







Em Marcas da Violência Tom Stall (Viggo Mortensen) leva uma vida tranquila e feliz na pequena cidade de Millbrook, no estado de Indiana, onde mora com sua esposa Edie (Maria Bello) e seus dois filhos. Um dia esta rotina de calmaria é interrompida quando Tom consegue impedir um assalto em seu restaurante. Percebendo o perigo, Tom se antecipa e consegue salvar seus clientes e amigos e, em legítima defesa, mata dois criminosos.
Considerado um herói, Tom tem sua vida inteiramente transformada a partir de então. A mídia passa a segui-lo, o que o obriga a falar com ela regularmente e faz com que ele deseje que sua vida retorne à calmaria anterior. Surge então em sua vida Carl Fogarty (Ed Harris), um misterioso homem que acredita que Tom lhe fez mal no passado.






Títulos que merecem menção:



Shivers, (Calafrios) 1975






Num condomínio fechado localizado em uma bela ilha canadense, os turistas estão lentamente cedendo à loucura. Um estranho vírus toma conta de seus corpos, infectando a todos. Os sintomas são incontroláveis: homens e mulheres são acometidos de acessos de violência e desejo... Não há como escapar, nem onde se esconder. Enfim, entregam-se a um comportamento sexual animalesco e bizarro. Nonsense, humor penetrante, terror e morte, o filme mais escatológico de Cronenberg.
Neste filme a mortal epidemia ganha contornos de uma doença altamente contagiosa, que hoje em dia poderíamos associar com o HIV e a guerra biológica.




O diretor John Carpenter assumiu ter se inspirado no estilo de Cronenberg, e posteriormente James Cameron declarou que se inspirou em Shivers para compor seu filme Alien de 1986.

Genial película de horror, massacrado pela crítica conservadora, em que um Cronenberg iniciante levanta questões além de sua época, na forma de metáfora sobre os comportamentos sexuais promíscuos, a manifestação dos instintos básicos e até uma histeria coletiva.
Excelente e válido.
Horror sem limites  visuais e psicológicos, "Shivers" não tem outra palavra para descrever esta obra de primeira qualidade: calafrios é só o começo desse trabalho de roteiro original que une o horror ao animalesco numa espécie de zumbi nada convencional. Final dignamente singular e repulsivo.
A razão e o bestial juntos, uma luta que não está longe da realidade.





Rabid (Enraivecida na fúria do Sexo) 1977





Mulher que sofre grave acidente adquire em seguida uma sede de sangue insaciável.
Neste seu quarto filme, estrelado pela ex-diva do pornô Marilyn Chambers (do clássico adulto "Atrás da Porta Verde"), é uma boa variação do tema do vampirismo/zumbi, com produção modesta, visual sujo e clima claustrofóbico.
Após a polêmica que foi filmar Shivers e ser duplamente criticado Cronenberg contra atacou cotando uma estrela pornô para protagonizar esse longa, e nos mostra um zumbi diferenciado se espalhando em forma de um experimento científico, que já nessa época nos trás uma variável interessante do gênero, que inspirou clássicos futuros, até como Rec e Extermínio.
Vale a conferida.





Rabid é de baixo orçamento, mas tem suas reflexões e seus encantos, como outros títulos de Cronenberg ele merece ser mencionado.
Destaque bizarro para a tradução inapropriada do título, que nada tem a ver com a temática, e no Brasil foi feito apenas para atrair fãs de Marilyn Chambers ao cinema, mas isso não compromete o produto final.





Scanners (sua mente pode destruir) 1981





Reunidos numa organização clandestina, os Scanners - que são pessoas com poderes telepáticos e telecinéticos incomuns- preparam a derrubada do governo estadunidense e, a partir daí, a dominação mundial.
O governo, para os combater, começa a contratar os seus próprios scanners, se necessário através de lavagens ao cérebro e "conversões" forçadas.
Provavelmente é o filme mais pop de Cronenberg junto com The Fly, novamente ele trata temas como comportamento humano, controle da mente, e questões da ciência, mas é igualmente original e impactante, e aos quase 15 minutos de filme com uma das cenas mais impressionantes do cinema fantástico.
Scanners não é um exemplo a ser chamado de cinema clássico, pois trabalha com uma estética por vezes bizarra, e peculiar, mas quase impecável contando com todos os bons elementos da identidade visual de Cronenberg.




Roteiro envolvente e final inesperado.
Marco da ficção científica.
Teve uma sequência em 1991 nas mãos de outro diretor , e outra em 1992 ambas roteirizadas por Cronenberg.






Videodrome (A síndrome do vídeo) 1983





Max Renn (James Woods), o dono de uma pequena emissora de televisão a cabo, capta imagens de uma "snuff", que seriam cenas de pessoas torturadas e mortas.
Interessado em exibir aquele conteúdo ele passa a investigar sua procedência.
Inicialmente os sinais pareciam vir da Malásia, mas depois descobre-se que eram gerados em Pittsburgh.
Gradativamente Max fica sabendo que esta transmissão se chama Videodrome, que na verdade é muito mais que um mórbido show de televisão.
Max começa a sofrer efeitos bizarros e alucinógenos destas transmissões, se vendo no meio das forças que criaram e querem controlar o Videodrome.
Mas Max descobre que seu corpo pode ser a última arma que poderá usar contra seus inimigos.




Sequências absurdas e alucinantes com cenas intensas em violência, mas Videodrome não se trata somente disso, há simbolismos e uma inteligente crítica as formas de manipulação da mídia visual, englobando temas como banalização da violência, entre outros.
Cronenberg em sua melhor forma num filme que não é para todos.
Ficção científica de qualidade e de reflexão ampla, bem como o efeito de alienação causado pela mídia recheado de surrealismos.
Destaque para a atuação especial da cantora e atriz Deborah Harry vocal da banda de rock Blondie.
Uma viagem no cinema muito bem aproveitada.







The fly (A mosca) 1986





Seth Brundie (Jeff Goldblum) é um cientista excêntrico que trabalha numa nova invenção, uma máquina de teletransporte - a TelePod.
Ao seu lado, tem Veronica (Geena Davis), uma jornalista que acompanha seus projetos acreditando ser essa a história do ano.
Ao experimentar seu novo invento, Seth não percebe que uma mosca entrou na cabine do teletransporte confundindo então a máquina que trabalha na fusão de ser humano para inseto.
O imprevisto faz com que os padrões moleculares do homem e do inseto se misturem e, pouco a pouco, o cientista vai sofrendo terríveis transformações.




Assustador, com uma certa dose de humor e cenas grotescas, além de um estudo de personalidade, A mosca figura entre os filmes de horror mais notáveis dos anos 80.
Maquiagem a atuações excelentes, e uma reflexão quanto ao ser humano, trabalho que figura facilmente entre os melhores do diretor com feitos muito bem planejados e um roteiro bem estruturado.
Após 30 anos do seu lançamento, A Mosca é um filme que mesmo nos dias de hoje consegue te impactar devido ao seu roteiro bizarro cercado de elementos originais que fazem uma obra autêntica.
Filme imperdível para os amantes do gênero.
Indigesto, e trash, sem dúvida é uma obra prima do horror.
Teve uma sequência em 1989 lançada por outro diretor.
Curiosamente na época em que estavam filmando os atores Jeff Goldblum e Geena Davis se envolveram e vieram a se casar.






Bônus 1:

Dead Ringers (Gêmeos- Mórbida semelhança) 1988





Os gêmeos idênticos Beverly e Elliot,(Jeremy Irons) brilhantes ginecologistas canadenses, pesquisam a fertilidade feminina em sua clínica particular.
A atriz Claire Nivean, que não tem filhos, procura auxílio na famosa Clínica Mantle.
Diagnosticada por Beverly como possuidora de um útero tricervical, Claire deve perder a esperança de engravidar.
O arrogante Elliot fica fascinado pelo masoquismo da atriz e dorme com ela. Como é costume deles compartilharem as pacientes, encoraja o irmão a tomar seu lugar. Os dois passam a se revezar nas visitas a Claire, mas o tímido Beverly se apaixona pela atriz e, influenciado por ela, começa a usar drogas.





Baseado em fatos reais, obra de grande intensidade, abordando questões psicológicas e transtornos da psique com um pano de fundo genial.
Diferente de demais títulos anteriores de Cronenberg, sem bizarrices, ou horror, esse  filme esbanja suspense e tem um desenvolvimento sombrio e competente nos levando fundo e mais fundo na doentia e perturbadora insanidade humana.
Final digno de reflexão.
Perturbador e absurdamente genial, um prato cheio aos amantes de psicologia.
Um das obras mais inteligentes do diretor, e Jeremy Irons impecável em sua atuação mais perfeita de todos os tempos.






Bônus 2:

Crash (Estranhos Prazeres) 1996





James Ballard (James Spader) se envolve em um terrível acidente automobilístico que acaba atingindo outro carro no qual está um casal. O homem morre e a mulher interpretada por Holly Hunter, fica bastante ferida, mas após o trauma e a raiva inicial ela acaba se tornando amante de James.
Ao mesmo tempo passam a frequentar um grupo que tem como fetiche a reconstituição de acidentes de carros, nos quais famosas pessoas morreram.
No entanto, estas reconstituições são propositadamente feitas sem nenhuma norma de segurança, aumentando sensivelmente o risco para quem participa da simulação e criando um clima de grande excitação para a platéia. A descoberta deste estranho prazer acaba atingindo a esposa de James e as relações sexuais tendem a serem quase sempre dentro de automóveis.
Atuações marcantes de Elias Koteas, Deborah Kara Unger e Rosanna Arquette.





O ponto mais bizarro da obra de Cronenberg: aqui não há horror ou grotesco, mas há a barbaridade da mente como nunca antes vista.
Um filme intenso do começo ao fim, com cenas pesadas, e aumentando de nível, da sexualidade violenta até a insanidade.
Como algo que culmina em risco pode também ser um prazer doentio?
Um misto de sensualidade e selvageria mostrado de forma vigorosa que chega ao limite da sexualidade humana.
Polêmico ao extremo.
Crash não se aprofunda na questão sexual acentuada, ele apenas a expõe.
Assista e tire sua conclusão.






Esse foi mais um tópico Cinema.
Quer ver seu diretor favorito aqui?
Mande sua sugestão ao Mundo de Helena.

Até a próxima.





sábado, 17 de dezembro de 2016

Música: Information Society



Uma das bandas dance mais originais da história:


Information Society





Information Society é uma banda americana com um estilo misto de synthpop, techno e freestyle, tendo sido oficialmente formada em finais de 1981 na cidade de Minneapolis.


Formação
A banda formou-se com a união de três músicos e amigos de colegial: Kurt Harland, Paul Robb, e James Cassidy. 
Cinco anos mais tarde Amanda Kramer entrou para o grupo, mas saiu dois anos depois. 
O grupo recebe influências de vários gêneros musicais, porém com maior destaque para a música eletrônica das discotecas dos anos 80. 







"(Tem funcionado até agora
mas ainda não estamos fora de alcance.)

Eu quero saber
O que você está pensando
Há algumas coisas que você não pode esconder
Eu quero saber
O que você está sentindo
Diga-me o que está em sua mente

(Energia pura) 

Aqui estou eu em silêncio
Olhando em volta sem uma pista
Me encontro junto novamente
Sozinho com você
Eu posso ver por trás de seus olhos
As coisas que eu não sei
Se você se esconde de mim
Como pode o nosso amor crescer?

Eu quero saber
O que você está pensando
Há algumas coisas que você não pode esconder
Eu quero saber
O que você está sentindo
Diga-me o que está em sua mente?

Eu sei que eu poderia te quebrar
Mas o que seria bom fazer?
Eu nunca poderia certamente saber
Que o que você diz é verdade
Aqui estou em silêncio
É um jogo que eu tenho que jogar
Você e eu em silêncio
Com nada mais a dizer."  (What's on your mind)


Tornou-se conhecida mundialmente pelas músicas "Running", em 1985, "Repetition" em 1989 e "What's on Your Mind (Pure Energy)".
Entre 1987 e 1988, a banda começou a ganhar maior destaque nos Estados Unidos e Japão, mas especialmente no Brasil, onde o grupo tornou-se um grande sucesso até o desmanche dos membros originais em 1993.








"Imagine se eu dissesse que as vezes preciso de você
Eu preciso de você até hoje
Imagine se eu disssesse que as vezes ouço você chamar meu nome
Imagine se eu dissesse que ainda poderia te amar
Imagine o que você diria
Imagine se eu dissesse que as vezes ainda vejo seu rosto

Pense
Pense sobre as coisas que compartilhamos
Pense em todas as vezes em que nos preocupamos
Quando todas as suas esperanças vieram e se foram
Pense em mim e eu estarei aí

Tem algo no ar que parece inverno
O tipo de inverno que conheciamos
Ontem parece que foi há tanto tempo
Quem poderia contar a distância entre nós
Mas agora eu sei que é verdade
Imagine se eu dissesse que todos os meus sonhos são com você
Pense

Pense em imagens que desenhamos
Pense em todas aquelas canções vazias
Quando você tiver certeza que eu não ousarei
Pense em mim e eu vou embora
Levou um tempo pra eu aprender
Que amor é uma coisa que se conquista
Eu finalmente percebi que é verdade
Que não consigo sem você."  (Think)



O som de Running, um de seus hits mais marcantes:






"Noite quente sozinho eu espero por você
Manhã fria e frágil sozinho e eu choro por você
E quando você finalmente liga
Você encobre seu humor nas sombras.
Esses dias e noites em que fui bom pra você
Não devem ter significado muito pra você
E na noite que eu mais precisei de você
Minhas lamentações caíram em ouvidos surdos.

E eu estou correndo muito pra encontrar
E eu estou correndo muito rápido
E eu estou te dizendo agora pra me deixar
Nosso romance não pode durar
E se algum dia eu precisar te ver
Eu voltarei do passado
Eu voltarei e te encontrarei
Eu não vou te abandonar agora

Agora eu não quero brincar com você
Mas eu não sei o que te dizer
Os dígitos mudam tão lentamente agora
Eu estou indo sozinho..."   (Running)




Fases
Diversas músicas da banda foram temas de novelas e programas brasileiros.
Devido a uma série de desentendimentos entre os três membros, Paul e James saíram da banda em 1993 para construir outras carreiras fora da indústria musical, deixando assim Kurt com os direitos e nome da banda. Ele chegou a fazer um álbum solo em 1997 denominado "Don't Be Afraid".


A canção romântica Slipping Away:






"Bem eu tenho pensado no jeito com que você falava comigo
E agora parece que nós nunca falamos.

Beije-me assim como você me beijaria 
se fosse a última vez.
Abrace-me agora 
como você me abraçou
na primeira vez.

Porque eu posso sentir que você está escapando
E eu não consigo pensar em nada pra dizer
que faça você ficar
Eu posso sentir você escapando.
Escapando.

Agora, posso ver você falando suavemente no telefone outra vez
E cada vez mais você precisa estar sozinha
E parece que eu irrito você apenas por estar por perto
E mesmo quando nós estamos juntos ainda me sinto só.

Porque eu posso sentir que você está indo embora
E eu não consigo pensar em nada pra dizer
com que faça você ficar
Eu posso sentir você escapando.
Escapando."   (Slipping Away)







Em 2006, os velhos integrantes, Paul Robb, Kurt Harland e James Cassidy, discutiram o retorno da banda. 

Kurt Harland, por motivos pessoais, teve de desligar-se do possível retorno do grupo, passando os direitos desta para Paul. Outros dois nomes surgiram então: Christopher Anton e Sonja Myers. O novo grupo, formado por Paul, James, Christopher e Sonja, veio ao Brasil em Agosto de 2006 para um show de flash-back e anunciou um álbum para 2007.
Após isso a banda voltou a formação original.







"Eu estou voltando para você
Como antes
Eu tenho sido um garoto solitário
Desde que eu saí pela sua porta
Se há uma vida para nós
Eu não sei
Mas eu não posso viver assim
Mais.

O tempo que eu passo sozinho não tem nada para dar

É repetição
Eu estou voltando para você
Repetição
A única coisa que eu posso fazer

Eu estou voltando para você
Desta vez para ficar
Se eu aprendi alguma coisa
É que eu não posso me afastar
O tempo que eu passo sozinho não tem nada para dar
A vida que eu levo sozinho não tem como viver em nenhuma parte.

É repetição
Eu estou voltando para você
Repetição
A única coisa que eu posso fazer
E eu ainda posso recordar
Como você me abraçaria
Como uma vasta onda
Quebrando tão devagar.

É repetição
Eu estou voltando para você
Repetição
A única coisa que eu posso fazer
É repetição
E nós podemos ver isto." (Repetition)







Turnês
A banda está sempre muito ativa, fazendo diversos shows pelo mundo.
Fizeram em 2009 shows com a formação original pelo Brasil, como em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, além de participar dos programas da Hebe no SBT e Domingão do Faustão, na Rede Globo, onde uma situação peculiar ocorreu causando polêmica naquela ocasião.
O vocalista Kurt se recusou a responder uma pergunta do apresentador alegando que não fora combinado com ele nenhuma entrevista apenas a apresentação da música.






Em 2012 fizeram novamente turnê no Brasil.

Em 2014 retornaram ao Brasil com a formação original para mais 3 shows, um em Campinas, Rio de Janeiro, Volta Redonda e em Cuiabá, sendo o Show muito bem aceito pelo público.







Em 2016 voltaram se apresentando em São Paulo no Club 33:








"Information não é só batida, é melodia, é emoção, muitos de seus hits me inspiram e até hoje relembro de momentos marcantes da minha vida em que essas canções estiveram presentes. 
Uma banda especial nesse cenário e sempre será.
Estar ali vendo tudo de perto num show imperdível foi sensacional."
Helena Dalillah








VIDA LONGA A INFORMATION

IT IS USELESS TO RESIST US!








                                                 

                                                      É INÚTIL RESISTIR A NÓS













Pure Energy!



domingo, 4 de dezembro de 2016

Musa: Catherine Deneuve


Musa da França


Catherine Deneuve






Catherine Deneuve, nome artístico de Catherine Fabienne Dorléac, (Paris, 22 de outubro de 1943) é uma atriz francesa, considerada um modelo de elegância e beleza gálica e uma das mais respeitadas atrizes do cinema francês e mundial.





Vida

Filha do ator de teatro e cinema Maurice Dorleác e irmã da também atriz Françoise Dorléac, Deneuve estreou no cinema aos 13 anos, em 1956, e durante a adolescência trabalhou em diversos pequenos filmes com o diretor Roger Vadim até chegar ao estrelato mundial em 1964, em Os Guarda Chuvas do Amor, do diretor Jacques Demy.
Em cena de A bela da Tarde:




Nos anos 1960, Deneuve fez a reputação de símbolo sexual frio e inacessível através de filmes em que interpretava donzelas lindas e frígidas como A Bela da Tarde de Luis Buñuel e Repulsa ao Sexo de Roman Polanski.





Em A Bela da Tarde Deneuve vive a história de Séverine, jovem rica e infeliz que procura um discreto bordel para realizar suas fantasias sexuais e conseguir o prazer que seu marido não consegue lhe dar.





Trabalhou com alguns dos maiores cineastas de todos os tempos como Luis Buñuel, François Truffaut, Manoel de Oliveira, Jacques Demy, Lars von Trier, Roman Polanski e Tony Scott.






Em Repulsa ao Sexo, em Londres Carol Ledoux (Catherine Deneuve) é uma bela mulher que é sexualmente reprimida e vive com sua irmã mais velha. Ela constantemente resiste aos assédios do seu namorado e também desaprova o amante da irmã. Quando esta viaja com ele em férias, Carol fica sozinha no apartamento e se afunda em uma profunda depressão, passando a ter várias alucinações.








Carreira
Descoberta por Roger Vadim, (também descobridor de Brigitte Bardot e responsável pela transformação de Jane Fonda em símbolo sexual com o filme Barbarella) com quem teve um relacionamento amoroso e um filho (Christian Vadim), Deneuve foi casada com o famoso fotógrafo de moda londrino David Bailey (em quem o diretor italiano Michelangelo Antonioni se basearia para criar o principal personagem na sua obra-prima cinematográfica Blow-Up), e após o fim do casamento, envolveu-se com o ator italiano Marcello Mastroianni, com quem teve uma filha, Chiara Mastroianni, em 1972.




Durante os anos 1960 e 70, Catherine Deneuve teve uma rica carreira cinematográfica, estrelando filmes de sucesso internacional como A Sereia do Mississipi, Mayerling, Tristana, Pele de Asno, entre outros, que além de a afirmarem como a grande estrela do cinema europeu da época, a transformaram no sinônimo de beleza francesa, fazendo dela a musa da alta costura da França, principalmente do estilista Yves Saint Laurent e o rosto dos perfumes Chanel (o Chanel Nº 5, ligado ao seu rosto e sua imagem, foi o mais vendido e famoso perfume do mundo por mais de duas décadas), levando-a a substituir Brigitte Bardot como a efígie de Marianne, a figura feminina oficial da República da França, estampada em selos e moedas do país.





Em A sereia do Mississipi, Louis Mahe (Jean-Paul Belmondo) é um empresário bem-sucedido, residente na Ilha de Reunião, próximo a Madagascar, África. Após um longo período trocando cartas com uma pretendente a esposa (Deneuve), ele está prestes a buscá-la nas docas, onde acaba de chegar em seu navio, o transatlântico Mississipi. Eles terminam se casando, mas somente depois Louis percebe o golpe o qual estava sendo vítima: a mulher com quem se casou não era a mesma com a qual trocava cartas, e estava em busca apenas de seu dinheiro.






Nos anos 1980, Deneuve continuou fazendo trabalhos importantes em O Último Metrô de François Truffaut e Fome de Viver, de Tony Scott, junto com Susan Sarandon e David Bowie, no papel de uma vampira gótica e bissexual, que a transformaria num ícone de lésbicas, gays, góticos e novos artistas da década de 1980.











No filme "A bela da tarde" se destacou com um papel controverso, comentado até hoje, num filme inteligente e polêmico, que é critica a muitos tabus da sociedade, como a prostituição, entre outros.
Sua beleza é ressaltada na tela de forma estonteante e marcou uma geração.




Deneuve sobreviveu como ícone do cinema nos anos 1990, recebendo seu segundo César (o maior prêmio do cinema francês) e uma indicação ao Oscar de melhor atriz pelo filme Indochina, de 1992, que naquele ano ganharia o Oscar de melhor filme estrangeiro da Academia de Hollywood.




Seus últimos filmes de sucesso mundial foram Dançando no Escuro, de Lars Von Trier, com a cantora e atriz islandesa Bjork, Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes em 2000





e 8 Mulheres, de 2002, ao lado de algumas das maiores atrizes francesas como Fanny Ardant e Emmanuelle Béart.





Além de uma atriz talentosa e premiada, é famosa por sua beleza clássica que sobreviveu ao tempo.










Prêmios
Foi indicada ao Oscar de melhor atriz por "Indochina", e ao prêmio Bafta por "A bela da Tarde".
E foi duas vezes  campeã do Prêmio César Por "O último metrô" e "Indochina".




Foi indicada também ao César 6 vezes:
1976 Melhor Atriz, O Selvagem
1982 Melhor Atriz, Hôtel des Amériques
1988 Melhor Atriz, Agent trouble (1987)
1989 Melhor Atriz, Drôle d'endroit pour une rencontre
1994 Melhor Atriz, Minha Estação Preferida
1997 Melhor Atriz, Os Ladrões
1999 Melhor Atriz, Place Vendôme
2006 Melhor Atriz Co-adjuvante, Palais Royal!




E também foi indicada ao Golden Camera, Moscow Film Festival, Satellite e Festival de Cinema de Veneza.




Diva Deneuve







FOREVER




A busca pela perfeição

A busca pela perfeição  Só o que se comenta na mídia é o caso do Dr. Bumbum em que recentemente uma bancária morreu após p...