quarta-feira, 29 de junho de 2016

Sobre Depressão


Depressão



A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história.
No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.


Causas
A depressão é uma doença. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos.

Os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes podem ser tanto a causa como a consequência desse mal, tudo varia conforme o caso, e cada um é particular.
Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética.
A prevalência (número de casos numa população) da depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.


Sintomas
Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia.
Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas.
Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis.
Desinteresse, falta de motivação e apatia.
Falta de vontade e indecisão.
Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio.
Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento" para si, os outros e o seu mundo.
Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento.
Perda de interesse em atividades e hobbies que gostava.
Esse é um dos sintomas de depressão mais reveladores da doença. A pessoa não tem mais vontade alguma de fazer coisas que antes adorava. E, assim, a pessoa depressiva vai lentamente se isolando do mundo, recusando convites e qualquer outro motivo para sair de casa.
Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido.
Perda ou aumento do apetite e do peso.
Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo).
Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.


Tratamento
O tratamento pode ser medicamentoso, e com terapia.
Conversar com um especialista, buscar ajuda de alternativas diferentes e naturais também pode ajudar muito.
Está provado que antidepressivos sem estarem aliados a uma terapia não produzem o efeito esperado.

Alguns pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo.
A psicoterapia ajuda o paciente, mas não previne novos episódios.
A técnica auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar a sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o que diminui o impacto provocado pelo estresse, e já é uma grande evolução.



Depressão nervosa
Seria o mesmo problema porém ocorre de uma forma diferente.
Se caracteriza por um distúrbio do humor que leva à persistente sensação de tristeza e perda de interesse.
Medicamentos por um curto prazo podem ajudar nesse estágio.
Suas causas incluem desequilíbrio químico do cérebro e acontecimentos desgastantes, como a perda de um ente querido entre outros.
Tristeza persistente ou perda de interesse podem levar a uma ampla gama de problemas emocionais e físicos.
Eles incluem a incapacidade de dormir ou de concentração em tarefas. Alterações do apetite, níveis de energia reduzidos e pensamentos suicidas também são observados.
O tratamento básico é a psicoterapia com um psicólogo formado e dependendo do caso, medicamentos por um período.



Depressão é um problema sério, e que envolve o corpo todo e não só a mente como muitas pessoas pensam.
Não deve ser tratado como algo ignorável.
Uma pessoa nessa condição mesmo que não consiga admitir, sabe que algo está errado, e ao contrário das pessoas comuns não pode melhorar por conta própria nem consegue reagir naturalmente pra sair desse estado.
Não é fossa passageira, ou decepção.
Tão pouco períodos difíceis e de tristeza devem ser confundidos com uma depressão profunda e tratados como tal.
A pessoa deprimida percebe que seus sentimentos diferem de uma tristeza anteriormente sentida.

Algumas pessoas procuram ocupar-se ao máximo para distrair-se e afastar o mal-estar sentido. Podem ficar mal-humorados, ou melancólicos, sempre insatisfeitos com tudo.
Lutam contra a depressão sem saber que sofrem dessa doença.
Essa luta lhes rouba a pouca energia que lhes sobra. Com isso, ficam piores, mais irritados e impacientes.

Na depressão grave, o indivíduo se isola, perde o interesse pelas coisas. Nesses casos, perde-se a vontade de tudo e a situação do paciente torna- se crítica, deixando de fazer atividades simples que antes pareciam normais mas que agora são um peso, ou impossíveis de serem realizadas, como levantar da cama, tomar banho, comer, etc.
Depressão não é uma escolha, nem um estado de espírito e pode acometer sem motivo uma pessoa normal como qualquer outra.

A evolução e a recuperação do indivíduo deprimido dependem muito do apoio e compreensão de seus familiares e amigos.

Ao contrário do que muitos pensam depressão tem controle, e pode se ter uma vida normal e supera -la se assim o quiser, mas não é possível sem luta.


Para melhor compreensão:








Sobre os anti depressivos


Em muitos casos eles são requisitados e necessários e certamente não se pode ser 100% contra remédios, porém há algumas observações a se fazer:
Os medicamentos mais fortes para depressão, como Diazepan, Clonazepan (rivotril) e similares são muito prescritos em diversos casos, mas o que muita gente não sabe é que é necessário extremo cuidado.


Sobre o uso de Rivotril:


"O problema não é o Rivotril e seus colegas benzodiazepínicos, mas o uso que se faz deles.
A necessidade de viver como se a vida fosse uma timeline divertida do Facebook cheia de jantares, viagens, compras incríveis, festas, vídeos engraçados e só coisas legais, não os permite enfrentar as adversidades da vida, e a própria vida, sem uma “pílula mágica”.
São pessoas que não tem transtorno mental algum, mas tomam uma pílula pra acordar e outra pra dormir graças a médicos tão "normalóides" quanto eles que prescrevem essas drogas tarja preta de maneira completamente arbitrária e irresponsável. Tem até dentista prescrevendo Clonazepan.

No caso específico do Rivotril, ele é um dos remédios mais vendidos no nosso país Tropical, mais até do que o analgésico paracetamol. Só em 2013 foram 13,8 milhões de caixas.
Os executivos da bilionária indústria farmacêutica agradecem. Graças a essa inconsciência toda, seus bônus que já tiveram redução, continuam bem altos.
Agora, se uma pessoa sofre de transtorno mental e periga surtar, o clonazepan talvez possa AJUDAR MUITO!
E quando digo surtar me refiro a pessoas que sofrem de transtornos como depressão e bipolaridade, e podem romper com a realidade. Pessoas que estão em extremo sofrimento psíquico e podem colocar não só suas vidas, mas a de outros, em perigo.
Porém tais remédios são drogas que causam dependência não só psicológica mas física também.
Aliás, esse é o maior risco do uso contínuo do “santo” remédio, junto com as crises de abstinência, que geram psicoses, distúrbios do sono e ansiedade.
Tudo aquilo que o cidadão quer combater quando começa a tomar o Rivotril, vai ser reforçado pelo próprio!
E mesmo que você tenha orientação médica pra usar o Rivotril, você não tá livre desse risco de se viciar no remédio, não!
Segundo os próprios especialistas: “Não há doses seguras de clonazepan contra a dependência“, pasme!
Por isso Rivotril deveria ser usado apenas nos casos extremos mesmo."


Por Ana Maria Saad









Depressão é algo incapacitante, torturante e muito complicado, pode vir por fatores externos, traumas, ou situações semelhantes, mas também pode vir sem motivo algum; não é uma escolha, e  atinge muito mais pessoas do que se imagina, em diversos níveis.
Por ter vivido isso, e lutado contra a condição minha vida toda praticamente, estou aqui pra compartilhar com vocês um pouco da minha história, e trazer a esperança, porque existe alivio e há saída, sempre haverá, mas para isso é preciso aceitar, se admitir o problema e buscar ajuda.
Eu já me senti só, oprimida, sem motivação nem prazer.
Aquele desanimo recorrente, incapacidade de se poder fazer qualquer coisa por ser exaustivo, e até o simples ato de se levantar se tornar impossível.
Uma tristeza e vazio inexplicáveis, que não passam naturalmente, e que não tem explicação nem sentido algum.
Eu sei o que é aquela sensação aflitiva de medo e vazio que não vai embora.
Eu também acreditei que não havia saída para mim, mas a morte não nos deixa escolha; e enquanto há vida há esperança: é preciso lutar.
Não será fácil, uma vez que se luta contra um estado depressivo resquícios podem ficar e é preciso força e perseverança para se conviver com recaídas, mas nada está perdido, nem é efetivo em nossas vidas.
Também não é simples para os que convivem com deprimidos aceitar, conviver e compreender sem julgar como exagero, drama, ou uma condição de vítima imposta por quem sofre, só quem possui sabe o quanto é complicado, é preciso paciência e amor, afinal esta é uma condição humana que qualquer um pode chegar a desenvolver.
Não julgue, apoie.
Se não puder entender busque humanidade, tenha empatia pelo seu próximo, pesquise e una informações para se aprofundar no problema que você não possui, se informar pode ser esclarecedor para tolerar essa condição, que é uma doença incapacitante.
Se não puder lidar, não diga nada, só esteja presente.
Eu sou uma sobrevivente.
Nós não estamos sós.

E isso não é nenhuma vergonha.
Helena Dalillah





Alternativas naturais:
Existem tratamentos da medicina integrativa e natural, que podem ajudar muito, e ainda tem a vantagem de não possuírem efeitos colaterais como os medicamentos comuns.
Entre os quais são:

Hábitos saudáveis
A) Abandonar o sedentarismo;
B) Praticar yoga: o “psicotrópico não
químico”;
C) Praticar Meditação para
ganhar controle da sua mente ;
D) Fazer uma Terapia moderna pra você
se autoconhecer:
- Análise Bioenergética
- Terapia Transpessoal
- Terapia Holística

E mais:
Acupuntura
Aromaterapia
Análise
Biodança
Chi-Kung
Cromoterapia
Do in
EFT
Florais
Homeopatia
Massagens
Meditação Ativa
Musicoterapia
Terapia Ortomolecular
Arte terapia
Reiki
Renascimento
Rolfing
Tai-chi-chuan
Relaxamento
Terapia Artística
Terapia Transpessoal
Yogaterapia



Quer saber mais?
Clique aqui!





Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma
coisa e esperar resultados diferentes.

Albert Einstein 



Veja também: Sobre Aborto



Até a próxima!




2 comentários:

  1. Realmente há pessoas que acham que depressão é frescura e isso é um grande erro. A compreensão dos familiares e amigos é muito importante. Parabéns pela postagem, Dalillah.

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  2. A solidão é a grande causa da depressão. Mas as vezes esse sentimento negativo não tem explicações lógicas. . Gostei muito do texto Dalillah

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