segunda-feira, 16 de novembro de 2015

POESIA: Manuel Bandeira



Vamos falar de poesia, e de um poeta mais que especial.



MANUEL BANDEIRA






Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nascido em Recife, 19 de abril de 1886 — Rio de Janeiro, e falecido a 13 de outubro de 1968 foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro.

Considera-se que Bandeira faça parte da geração de 1922 da literatura moderna brasileira, sendo seu poema "Os Sapos" o abre-alas da Semana de Arte Moderna de 1922. Juntamente com escritores como João Cabral de Melo Neto, Paulo Freire, Gilberto Freyre, Clarice Lispector e Joaquim Nabuco, entre outros, representa o melhor da produção literária do estado de Pernambuco.


Vida
Filho do engenheiro Manuel Carneiro de Souza Bandeira e de sua esposa Francelina Ribeiro, era neto paterno de Antônio Herculano de Sousa Bandeira, advogado, professor da Faculdade de Direito do Recife e deputado geral na 12ª legislatura. Tendo dois tios reconhecidamente importantes, sendo um, João Carneiro de Sousa Bandeira, que foi advogado, professor de Direito e membro da Academia Brasileira de Letras e o outro, Antônio Herculano de Sousa Bandeira Filho, que era o irmão mais velho de seu pai e foi advogado, procurador da coroa, autor de expressiva obra jurídica e foi também Presidente das Províncias da Paraíba e de Mato Grosso. Seu avô materno era Antônio José da Costa Ribeiro, advogado e político, deputado geral na 17ª legislatura. Costa Ribeiro era o avô citado em "Evocação do Recife". Sua casa na rua da União é referida no poema como "a casa de meu avô".

No Rio de Janeiro, para onde viajou com a família, em função da profissão do pai, engenheiro civil do Ministério da Viação, estudou no Colégio Pedro II (Ginásio Nacional, como o chamaram os primeiros republicanos) foi aluno de Silva Ramos, de José Veríssimo e de João Ribeiro, e teve como condiscípulos Álvaro Ferdinando Sousa da Silveira, Antenor Nascentes, Castro Menezes, Lopes da Costa, e Artur Moses.




O Último Poema

"Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação."


Formação
Em 1904 terminou o curso de Humanidades e foi para São Paulo, onde iniciou o curso de Arquitetura na Escola Politécnica de São Paulo, que interrompeu por causa da tuberculose. Para se tratar buscou repouso em Campanha, Teresópolis e Petrópolis.


Canção
"Mandaste a sombra de um beijo
Na brancura de um papel:
Tremi de susto e desejo,
Beijei chorando o papel.

No entanto, deste o teu beijo
A um homem que não amavas!
Esqueceste o meu desejo
Pelo de quem não amavas!

Da sombra daquele beijo
Que farei, se a tua boca
É dessas que sem desejo
Podem beijar outra boca."


Com a ajuda do pai que reuniu todas as economias da família foi para a Suíça, onde esteve no Sanatório de Clavadel, para tratar de sua doença e permaneceu de junho de 1913 a outubro de 1914, onde teve como colega de sanatório o poeta Paul Eluard.
Em virtude do início da Primeira Guerra Mundial, voltou ao Brasil.
Ao regressar, iniciou na literatura, publicando o livro "A Cinza das Horas", em 1917, numa edição de 200 exemplares, custeada por ele mesmo.
Dois anos depois, publicou seu segundo livro, "Carnaval".



Vou-me Embora pra Pasárgada

"Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada."



Em 1935, foi nomeado inspetor federal do ensino e em 1936, foi publicada a “Homenagem a Manuel Bandeira”, coletânea de estudos sobre sua obra, assinada por alguns dos maiores críticos da época, alcançando assim a consagração pública.


CONFIDÊNCIA
"Tudo o que existe em mim de grave e carinhoso
Te digo aqui como se fosse ao teu ouvido...
Só tu mesma ouvirás o que aos outros não ouso
Contar do meu tormento obscuro e impressentido.

Em tuas mãos de morte, ó minha Noite escura!
Aperta as minhas mãos geladas. E em repouso
Eu te direi no ouvido a minha desventura
E tudo o que em mim há de grave e carinhoso."



De 1938 a 1943, foi professor de literatura no Colégio D. Pedro II, e em 1940, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Posteriormente, nomeado professor de Literaturas Hispano-Americanas na Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil, cargo do qual se aposentou, em 1956.


Consoada

"Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar."



Estilo
Manuel Bandeira possui um estilo simples e direto, embora não compartilhe da dureza de poetas como João Cabral de Melo Neto, também pernambucano.
Aliás, numa análise entre as obras de Bandeira e João Cabral, vê-se que este, ao contrário daquele, visa a purgar de sua obra o lirismo. Bandeira foi o mais lírico dos poetas.
Aborda temáticas cotidianas e universais, às vezes com uma abordagem de "poema-piada", lidando com formas e inspiração que a tradição acadêmica considera vulgares.


Dentro da noite
"Dentro da noite a vida canta
E esgarça névoas ao luar...
Fosco minguante o vale encanta.
Morreu pecando alguma santa...
A água não para de chorar.

Há um amavio esparso no ar...
Donde virá ternura tanta?
Paira um sossego singular
Dentro da noite...

Sinto o meu violão vibrar
A alma penada de uma infanta
Que definhou do mal de amar...
Ouve... Dir-se-ia uma garganta
Súplice, triste a soluçar
Dentro da noite..."


Mesmo assim, conhecedor da Literatura, utilizou-se, em temas cotidianos, de formas colhidas nas tradições clássicas e medievais. Em sua obra de estreia (e de curtíssima tiragem) estão composições poéticas rígidas, sonetos em rimas ricas e métrica perfeita, na mesma linha onde, em seus textos posteriores, encontramos composições como o rondó e trovas.


Contrição
"Quero banhar-me nas águas límpidas
Quero banhar-me nas águas puras
Sou a mais baixa das criaturas
Me sinto sórdido

Confiei às feras as minhas lágrimas
Rolei de borco pelas calçadas
Cobri meu rosto de bofetadas
Meu Deus valei-me

Vozes da infância contai a história
Da vida boa que nunca veio
E eu caia ouvindo-a no calmo seio
Da eternidade."


É comum encontrar poemas (como o Poética, do livro Libertinagem) que se transformaram em um manifesto da poesia moderna. No entanto, suas origens estão na poesia parnasiana.



A vida assim nos afeiçoa
"Se fosse dor tudo na vida,
Seria a morte o grande bem.
Libertadora apetecida,
A alma dir-lhe-ia, ansiosa: — “Vem!

Quer para a bem-aventurança
Leves de um mundo espiritual
A minha essência, onde a esperança
Pôs o seu hálito vital;

Quer no mistério que te esconde,
Tu sejas, tão-somente, o fim:
— Olvido, imperturbável, onde
Não restará nada de mim!”

Mas horas há que marcam fundo...
Feitas, em cada um de nós,
De eternidades de segundo,
Cuja saudade extingue a voz.

Ao nosso ouvido, embaladora,
A ama de todos os mortais,
A esperança prometedora,
Segreda coisas irreais.

E a vida vai tecendo laços
Quase impossíveis de romper:
Tudo o que amamos são pedaços
Vivos do nosso próprio ser.

A vida assim nos afeiçoa,
Prende. Antes fosse toda fel!
Que ao se mostrar às vezes boa,
Ela requinta em ser cruel..."



Uma certa melancolia, associada a um sentimento de angústia, permeia sua obra, em que procura uma forma de sentir a alegria de viver.
Doente dos pulmões, Bandeira sofria de tuberculose e sabia dos riscos que corria diariamente, e a perspectiva de deixar de existir a qualquer momento é uma constante na sua obra.


Noite morta

"Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.

Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.

No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.

O córrego chora.
A voz da noite . . .
(Não desta noite, mas de outra maior.)"


Grande apaixonado por música e arquitetura, a poesia surgiu na vida de Manuel Bandeira por acaso: a saúde frágil do adolescente que sofria de tuberculose afastou-o da vida agitada e cheia de aventuras tão comum aos jovens e levou-o à introspecção, descobrindo então o prazer de fazer versos sem ter sido antes um leitor voraz. A sensação iminente de morte fez com que sua obra fosse marcada por temas como a solidão, a angústia existencial, as reminiscências da infância e o isolamento advindo da doença. Embora frágil, viveu 82 anos, e sua extensa obra dá um testemunho da poesia brasileira no século 20.


Arte de amar
"Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não."


Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, onde foi o terceiro ocupante da cadeira 24, cujo patrono é Júlio Ribeiro.
Sua eleição ocorreu em 29 de agosto de 1940, sucedendo Luís Guimarães Filho, e foi recebido pelo acadêmico Ribeiro Couto em 30 de novembro de 1940.


Desencanto

"Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
— Eu faço versos como quem morre.

Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?
— O que eu vejo é o beco."


Morte
Manuel Bandeira faleceu no dia 13 de outubro de 1968, com hemorragia gástrica, aos 82 anos de idade, no Rio de Janeiro, e foi sepultado no túmulo 15 do mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.







A morte Absoluta

"Morrer. Morrer de corpo e de alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera, Cercada de flores,
Que apodrecerão – felizes! – num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante...
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: "Quem foi?..."

Morrer mais completamente ainda,
– Sem deixar sequer esse nome."


Impossível não se identificar por sua realidade e não se alegrar pela simplicidade tão clara em seus versos.
Manuel tem um trabalho vasto de inúmeras poesias belas, humanas e muito brasileiras.


O Bicho
"Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem."



Entre sua obras estão :
A Cinza das Horas, 1917
O Ritmo Dissoluto, 1924
Libertinagem, 1930
Estrela da Manhã, 1936
Lira dos Cinquent'anos, 1940
Belo, Belo, 1948
Mafuá do Malungo, 1948
Opus 10, 1952
Estrela da tarde, 1960
Estrela da Vida Inteira, 1966
e muitas outras incluindo Prosas e Antologias.


Canção do Suicida
"Não me matarei, meus amigos.
Não farei, possivelmente.
Mas que tenho vontade, tenho.
Tenho e, muito curiosamente,
Com um tiro. Um tiro no ouvido.
Vingança contra a condição
Humana, ai de nós! sobre-humana
de ser dotado de razão."



GRANDE MANUEL BANDEIRA



"E embalde a Lua, ardente e terna,
Verte na solidão sombria
A sua imensa, a sua eterna
Melancolia . . ."
Manuel Bandeira










"Teu nome, voz das sereias, 
Teu nome, o meu pensamento, 
Escrevi-o nas areias, 
Na água, — escrevi-o no vento." 
Manuel Bandeira



domingo, 8 de novembro de 2015

REAL: O caso de Sylvia Likens



Com um post diferente hoje lhes apresento a menina Sylvia Likens e um dos crimes mais brutais já cometidos nos Estados Unidos. 



Atenção: Esta postagem contem detalhes de tortura e fotos do corpo da vítima.



Sylvia Likens





NOTA:
Assistimos ambos os filmes e assim o interesse pela história de vida dessa garota aumentou e não podíamos pensar em outro post. 
Enfim é assombroso todos os fatos, e nos causa profunda tristeza e revolta, inclusive noites de insônia saber que um caso desse foi real. 
Compartilha-lo com vocês seria o mais apropriado a se fazer.
por Mundo de Helena.



Sylvia Marie Likens nascida em Lebanon, em 3 de janeiro de 1949  — Indianápolis, e falecida em 26 de outubro de 1965, foi uma adolescente norte-americana torturada até a morte por Gertrude Baniszewski, seus filhos e diversas outras crianças da vizinhança.
Seus pais eram atores circenses e deixaram Sylvia e sua irmã Jenny aos cuidados da família Baniszewski três meses antes da sua morte em troca de 20 dólares por semana. Baniszewski, dois de seus filhos; Paula e John, dois jovens da vizinhança; Coy Hubbard e Richard Hobbs, foram acusados e condenados pelo crime. Sua tortura e assassinato foram descritos pelo procurador público do caso como o "mais terrível crime cometido no estado de Indiana".





Sylvia Likens, carinhosamente chamada de "Cookie" tinha como paixão dança e patinação, e as músicas dos Beatles.
Era a terceira filha de um casal de atores circenses, Betty e Lester Likens. Ela era filha do meio entre seus dois irmãos mais velhos, Diana e Daniel, que eram gêmeos, e de Jenny e Benny, também gêmeos, Jenny por sua vez era vítima de paralisia decorrente de poliomielite e um ano mais nova que Sylvia. O casamento dos Likens era instável, e eles viviam se mudando diversas vezes. Sylvia constantemente era obrigada a ficar com parentes ou conhecidos quando seus pais estavam em turnê com o circo. Em seus 16 anos de vida, Sylvia morou em nada menos que 14 endereços diferentes. Antes ela era deixada na casa da avó ou viajava com os pais quando eles não encontravam ninguém para cuidar dela e da irmã.
Em 1965, Sylvia e sua irmã Jenny estavam morando com a mãe em Indianapolis, mas logo ela estaria viajando com o circo novamente.
Lester Likens, que havia se separado da mulher recentemente, fez as pazes com a esposa, e então deixou as duas filhas com Gertrude Baniszewski, mãe de Paula, uma garota que as Likens haviam conhecido.





Apesar de Gertrude e suas sete crianças serem pobres, Lester Likens, em seu depoimento, disse que não adentrou ao interior da casa para ver suas condições para receber as filhas, mas encorajou Baniszewski a "endireitar suas filhas assim como fazia com as próprias crianças."






Baniszewski, descrita pelo jornal Indianapolis Star como uma mulher anêmica e depressiva, fruto do stress de casamentos fracassados, começou a descontar sua raiva nas meninas Likens, batendo nas duas quando o primeiro pagamento chegou atrasado.
Abaixo Gertrude Baniszewski:





Baniszewski aumentou os abusos contra Sylvia. Gertrude a acusou de ter roubado doces de um supermercado, doces que ela na verdade havia comprado, e humilhou a garota quando ela admitiu que tinha um namorado. Ela chutou Sylvia nos genitais e a acusou de estar grávida.
Paula Baniszewski, filha de Gertrude, era quem estava grávida na época, derrubou Likens e a chutou no chão.
No julgamento foi provado, em contrapartida da defesa de Baniszewski, que Sylvia nunca ficou grávida.
Em agosto 1965, Phyllis e Raymond Vermillion se mudaram ao lado da família Baniszewski e imediatamente notaram o abuso e violência contra Likens. No entanto eles não avisaram as autoridades, sem qualquer preocupação.
Abaixo Gertrude, e Richard Dean Hobbs:






Likens foi acusada de fazer fofocas no colégio sobre Stephanie e Paula, acusando-as de serem prostitutas. Este foi, supostamente, o motivo do namorado de Stephanie, Coy Hubbard, atacar Sylvia fisicamente.
Baniszewski também acusou Likens de ser uma prostituta, e dava ‘sermões’ sobre a podridão, sujeira de prostitutas e mulheres em geral como se Paula fosse imaculada e a suja fosse mesmo Sylvia.
Durante esse tempo, Likens roubou uma roupa de academia da escola, mesmo ela não podendo ir nas aulas de Educação física, mas Baniszewski encontrou a roupa e arrancou dela a confissão espancando-a e queimando-a com pontas de cigarros – a pratica se tornaria rotineira.
Baniszewski começou a encorajar Hubbard e outras crianças da vizinhança a atormentar Likens, que ficava sem comer quase nada por dias, incluindo, entre outras coisas, joga-la pelas escadas, queimar sua pele com cigarros e a fazendo tirar a roupa e forçando inserir uma garrafa de Coca-Cola em sua vagina na frente de garotos da vizinhança.
As torturas foram diárias e constantes, inclusive Jenny foi também forçada a bater na irmã, e dia após dia cresciam os mau tratos contra Sylvia, e eram assistidos por diversas crianças vizinhas que se divertiam ao espancar e abusar de Sylvia, todos encorajados por Gertrude.


Abaixo Sylvia e sua mãe Betty Likens:





Após isso, Gertrude começou a agredir Sylvia frequentemente, até que a garota foi retirada da escola e não lhe foi mais permitido sair de casa. Quando Likens urinou em sua cama, foi trancada no porão da casa e proibida de usar o banheiro. Mais tarde, ela foi obrigada a consumir seu próprio vomito, urina e as fezes espalhadas pelo porão. Nesse período, Baniszewski começou a tatuar no dorso de Sylvia a frase "I'm a prostitute and proud of it!" (Sou uma prostituta e tenho orgulho disso) com uma agulha aquecida. Como Gertrude não conseguiu terminar a frase, Richard Hobbs a finalizou.






Uma vez Jenny Likens conseguiu fazer contato com a irmã mais velha, Diana, através de uma carta descrevendo os horrores que ela e Sylvia estavam passando.
Jenny pediu a Diana que chamasse a policia. Diana ignorou a carta, acreditando que ela só estava descontente com alguns castigos e estava inventando histórias pra poder ir morar com ela.
Jenny e sua irmã Diana no julgamento:






Diana não muito tempo depois da carta, foi visitar as irmãs, Baniszewski se recusou a deixá-la entrar na casa. Diana então se escondeu perto da casa, até que ela avistou Jenny lá fora, e se aproximou dela. Jenny disse a irmã mais velha que ela não podia falar com ela e saiu correndo.
Preocupada, Diana chamou o serviço social, contando que Baniszewski disse que Sylvia Likens tinha sido enxotada da casa por ser uma prostituta imunda, e que desde então ela não voltou. Quando um assistente social apareceu na casa de Baniszewski e perguntou sobre Sylvia, Baniszewski mandou Jenny mentir para o assistente social sobre onde Sylvia estava, ameaçando fazer o que ela fazia com Sylvia se ela não mentisse.
Apavorada com o que Baniszewski poderia fazer com ela se contasse a verdade, Jenny disse ao assistente que Sylvia havia fugido. O assistente social voltou ao escritório, onde preencheu as papeladas dizendo que não era preciso mais visitas a casa de Baniszewski.
Jenny Likens, a irmã mais nova de Sylvia:




Sylvia tentou fugir poucos dias antes da sua morte, após ouvir um plano de Baniszewski em deixá-la morrer em um depósito das redondezas. Todavia, Sylvia foi pega por Gertrude logo na porta, sendo como punição amarrada no porão onde comeu somente biscoitos secos.
Devido as torturas na região genital, Sylvia ficou incontinente, e passou a ser trancada no porão. Na maioria das vezes Sylvia era obrigada a ficar nua e com fome.
Gertrude a levava para o lavatório onde a banhava com água fervendo e tratava suas feridas com sal.
Dois dias mais tarde, Gertrude tentou surra-la com uma pá mas ao tentar acerta-la errou e acabou acertando a si própria, vendo isso então Coy Hubbard espancou Sylvia com um cabo de vassoura. Ele bateu diretamente na cabeça da menina até ela perder a consciência.
O porão onde Sylvia ficou confinada:






Em 26 de outubro de 1965, após múltiplas escoriações, ela morreu de Hemorragia cerebral, segundo o relatório médico.
Assim que Stephanie Baniszewski e Richard Hobbs perceberam que Sylvia não estava respirando, Stephanie tentou aplicar respiração boca-a-boca até perceber que ela estava morta.





Baniszewski mandou Richard Hobbs chamar a policia, que teve acesso a uma carta a qual Sylvia tinha escrito alguns dias antes, obrigada por Gertrude, a qual dizia que ela havia feito sexo com um grupo de jovens por dinheiro, e que eles a levaram de carro, bateram nela, a queimaram e tatuaram a frase no seu dorso.





Antes da Polícia ir embora, Jenny Likens parou um dos policiais e sussurrou: "Me tire daqui e lhe contarei tudo."
Durante o conturbado julgamento, Baniszewski negou qualquer responsabilidade pela morte de Sylvia, alegando insanidade mental.
Segundo seu depoimento, ela afirmou que estava muito doente para tomar conta de suas crianças. Os advogados dos menores envolvidos (Paula e John Baniszewski, Richard Hobbs e Coy Hubbard) afirmaram que eles foram pressionados por Gertrude para cometer as torturas.
Quando Marie Baniszewski, a filha de onze anos de Gertrude, foi convocada como testemunha de defesa, ela mudou o discurso e admitiu que havia sido forçada pela mãe para aquecer o alfinete com o qual Hobbs tatuou na pele de Sylvia Likens e que havia visto a mãe agredir Sylvia no porão.

Túmulo de Sylvia:





Em 19 de maio de 1966, Gertrude Baniszewski foi condenada pela prática de assassinato em primeiro grau, porém foi poupada da pena de morte, e condenada à prisão perpétua. Sua filha Paula, que deu à luz uma menina durante o julgamento, a qual deu o nome de Gertrude em homenagem a mãe, foi condenada por assassinato em segundo grau e também pegou prisão perpétua. Richard Hobbs, Coy Hubbard e John Baniszewski foram enviados para um centro juvenil, onde ficaram dois anos presos.
Em 1971, Paula e Gertrude Baniszewski foram julgadas novamente. Paula confessou sua culpa e foi solta dois anos depois.
Gertrude Baniszewski, todavia, foi novamente condenada por assassinato em primeiro grau. Ela conseguiu condicional em 1985, apesar da indignação pública e de pedidos contra sua libertação: Uma petição com mais de 4000 assinaturas contra a liberdade de Baniszewski foi apresentada. Jenny Likens também se manifestou contra em um programa de TV, mas de nada adiantou.
Na cadeia Baniszewski realizou trabalhos como costureira, e teve contato com todas as companheiras de cela, que a chamavam pelo apelido de "mãe".
Além de torturadora e assassina Gertrude também era tida como pedófila, mas pouco pode se provar sobre isso.

Abaixo no julgamento Richard Dean Hobbs e John Jr.:





Gertrude Baniszewski mudou seu nome para Nadine van Fossan, nome de solteira e se mudou para Iowa, onde morreu de câncer no pulmão no dia 16 de junho de 1990.




Conta-se que Jenny Likens, que estava casada e morando em Beech Grove, Indiana, viu o obituário de Gertrude no jornal e escreveu para sua mãe uma carta: "Boas notícias: a maldita Gertrude morreu. Ha ha ha! Estou feliz com isso".
Jenny Likens morreu de infarto do miocárdio em 23 de junho de 2004, com 54 anos. A casa no endereço 3850 East New York Street onde Sylvia foi torturada, ficou abandonada nos 44 anos desde o crime até que foi finalmente demolida em 23 de abril de 2009.




Richard Hobbs morreu de câncer de pulmão com 21 anos, quatro anos depois de deixar o reformatório.
Após o massacre na Westside Middle School, John Baniszewski, chamando a si próprio de John Blake, fez uma declaração dizendo que jovens criminosos não são irrecuperáveis, descrevendo como ele conseguiu superar seu passado de crimes.
Ele morreu em um hospital de Lancaster, Pensilvânia, em decorrência de complicações de diabetes, em 19 de maio de 2005. Estava com 52 anos, sendo casado e pai de três filhos.
Coy Hubbard, o namorado de Stephanie Baniszewski que usou golpes de judo contra Sylvia, passou a vida saindo e entrando na cadeia, tendo sido acusado tempos depois de assassinar dois homens. Ele morreu com 56 anos de ataque do coração em 23 de junho de 2007 em Shelbyville, Indiana. Ele tinha uma esposa, cinco filhos, dezessete netos e um bisneto.
Paula Baniszewski, que foi presa junto da mãe com dezessete anos, foi condenada à vinte anos de prisão. Enquanto presa, deu à luz uma menina (inicialmente chamada Gertrude) que mais tarde foi adotada. Ela realizou uma tentativa fracassada de fuga da prisão em 1971.
Em 1972 recebeu condicional e assumiu uma nova identidade. Ela acabou casando e tendo dois filhos; últimos indícios afirmam que ela vivia em uma fazenda em Iowa, com relatos recentes afirmando que estava morando na cidade de Marshalltown, ainda em Iowa.

A menina Likens:





No ano de 2012, uma assistente escolar no estado de Iowa foi suspensa da escola de nível médio do distrito. Segundo consta, ela trabalhava no local como professora substituta desde 1996. Após uma denúncia anônima, que começou com um rumor postado no facebook, foi denunciado para a polícia que a mulher chamada de Paula Pace era na verdade Paula Baniszewski, e que queriam que as pessoas soubessem de seu passado criminoso. A administração não informou o motivo da suspensão de Pace, mas reuniões foram agendadas para discutir o caso. Após uma investigação, Pace foi demitida pela prefeitura de Conrad.
Segundo o representante da prefeitura, ela teria dado informações falsas durante o processo de contratação, e se recusou a dar mais explicações.


As acusações de participação de Stephanie Baniszewski, segunda mais velha, na morte de Sylvia foram retiradas depois que ela colaborou com a justiça. Ela virou professora e teve vários filhos.
As acusações de participação no crime de Anna Ruth Siscoe, Judy Darlene Duke, Michael John (Mike) Monroe, e Randy Gordon Lepper foram retiradas. Randy Lepper morreu em 14 de novembro de 2010 em Indianapolis com 56 anos.


Esse crime horrendo e tão comentado serviu de inspiração para o filme A vizinha "The girl next door" de 2007 dirigido por Gregory Wilson e baseado num livro de Jack Ketchum sobre o caso.






O roteiro do filme foi inspirado no fato de Sylvia e alguns detalhes e nomes modificados:
Estados Unidos, anos 50. Meg e Susan são duas irmãs que perdem os pais em um acidente e, por ordem judicial, passam a morar na casa de uma tia liberal chamada Ruth. Mas Ruth também é uma mulher perturbada, que defende radicalmente seus três filhos homens, e passa a infernizar a vida das garotas - em especial Meg, que passa a ser alvo de torturas físicas e psicológicas. A única esperança das garotas é David, um garoto vizinho da família e testemunha das atrocidades que passam a ser praticadas contra Meg e Susan no porão da casa de Ruth.






O filme é cru e realista retratando as torturas que Sylvia passou, é um filme forte, comovente e chocante.





Abaixo Blythe Auffarth no papel da menina:









Também O filme "An American Crime" (Um crime Americano) estrelando Catherine Keener como Baniszewski, Ellen Page como Likens, e Jeremy Sumpter como Coy Hubbard estreou em 2006 como uma versão mais fiel a história de Sylvia Likens e foi dirigido por Tommy O'Haver.






Baseado nessa história real que chocou a nação, o filme retrata mais detalhadamente a história de Likens mas suavizou muitos dos fatos originais.
Sylvia (Ellen Page) e Jennie Fae Likens (Hayley McFarland), as duas filhas de um casal que trabalha com um circo são deixadas para uma estadia demorada em Indianápolis, na casa de Gertrude Baniszewski, uma mãe solteira com sete crianças. Tempos difíceis, e as necessidades financeiras de Gerturdes (Catherine Keener), obrigam-na a fazer este arranjo antes de perceber como esta obrigação levará sua natureza instável a um ponto de ruptura.






Ainda assim "Um crime americano" é um filme muito triste, e revoltante baseado nesse crime, considerado o mais brutal de Indiana.









Diana Likens Knutson ajudando a segurar a bandeira com suas irmãs no  túmulo de Sylvia Likens em Indiana, em 2015:






"Considero a história de Sylvia Likens um ato desumano e cruel que é a prova viva de como a maldade da humanidade não tem limites, não há descrição cabível para expressar o tamanho da revolta sobre esse fato hediondo.
Ela sofreu muito, sofreu torturas e mau tratos que não merecia, e tinha todo um futuro pela frente que foi interrompido pela brutalidade e falta de caráter desse ser, seus filhos de índole má e mau instruídos e diversos vizinhos que não possuíam empatia nem escrúpulos, e um compactuou com o outro nesse crime covarde.
Não há palavras para expressar meu repudio a uma sociedade que é capaz de algo assim, e que muitas vezes fica impune."
Helena Dalillah







Até quando vamos viver vendo pessoas inocentes sofrendo e tantos crimes sendo cometidos sem um pingo de humanidade, sem nem um pouco de consciência? 


Helena Dalillah



sábado, 7 de novembro de 2015

MÚSICA: MORRISSEY



Um cantor, compositor e mito da música inglesa que dispensa comentários.



Morrissey







Steven Patrick Morrissey mais conhecido por Morrissey, nascido em Davyhulme, a 22 de maio de 1959, é um cantor e compositor inglês, e ex-vocalista e letrista da banda de rock inglesa The Smiths, tendo co-composto todas as músicas com o guitarrista, Johnny Marr.






Um dos inúmeros sucessos interpretados por "The Smiths":






"Eu estava feliz no calor de uma hora embriagada
Mas o Céu sabe que sou miserável agora
Eu estava procurando um emprego
E então encontrei um emprego
E o Céu sabe que sou miserável agora
Na minha vida
Por que eu desperdiço tempo precioso
Com pessoas que não se importam
Se eu vivo ou morro?"


(Heavens knows I'm miserable now)



Trabalho
Ficou mais conhecido por ser o vocalista da banda inglesa The Smiths.
Quando a banda terminou em 1987, Morrissey desenvolveu uma carreira solo bem sucedida e é um dos poucos artistas a ter músicas no Top 10 de Vendas de Discos do Reino Unido em três décadas diferentes.






Seu primeiro disco solo, Viva Hate foi lançado em março de 1988, seis meses após a separação dos Smiths.






Seu parceiro musical neste disco foi o produtor de sua ex-banda, Stephen Street, e teve a participação do guitarrista Vini Reilly, do Durutti Column. As músicas "Suedehead" e "Everyday is like Sunday" (seus dois primeiros singles na carreira solo) fizeram bastante sucesso.






Seu primeiro sucesso solo "Suedehead":






O melancólico hit "Everyday is like sunday":






"Arrastando-se devagar sobre a areia molhada
De volta ao banco
Onde suas roupas foram roubadas
Esta é a cidade costeira
Que eles esqueceram de interditar
Armagedon - venha, Armagedon!
Venha, Armagedon! Venha!

Todo dia é como domingo
Todo dia é silencioso e cinza
Esconder-se no calçadão
Rabiscar num cartão-postal
Como eu adoraria não estar aqui"

(Everyday is like Sunday)



Depois de alguns singles como "The Last of the Famous International Playboy", "Interesting Drug", e "November Spawned a monster", Morrissey lançou sua primeira coletânea de singles e b sides, Bona Drag, em 1990.






"November Spawned a monster" que cita o preconceito e fala sobre crianças nascidas com má formação genética:







"Durma
E sonhe com o amor
Porque é o mais próximo que você vai chegar
Do amor...

Pobre criança retorcida
Tão feia, tão feia
Pobre criança retorcida
Oh, me abrace, me abrace

Um novembro
Gerou um monstro
Na forma desta criança
Que mais tarde chorou
"Mas Jesus me fez, então
Jesus me salve
Da pena, da compaixão
E das pessoas comentando sobre mim"
Uma estrutura de membros inúteis
O que poderia tornar bom
Todo o mau que foi feito?

E se as luzes se apagassem
Você poderia suportar
Beijá-la em cheio na boca
(ou em qualquer lugar?)"

(November Spawned a Monster)



Em 1991, com um novo parceiro, Mark E. Nevin, do Fairground Attraction, Morrissey lançou Kill Uncle.






Morrissey então inicia uma parceria duradoura com os guitarristas Alain Whyte e Boz Boorer, e lançaria seus melhores trabalhos: Your Arsenal (1992),






produzido pelo ex-guitarrista de David Bowie, Mick Ronson, e Vauxhall and I em 1994, além de um single com Siouxsie, "Interlude".






"Interlude" Dueto com Siouxsie:






Em 1995 lançou Southpaw Grammar e em 1997 Maladjusted.









Morrissey ficou um período sem gravadora, mas continuou excursionando.
Em 2000 fez quatro shows no Brasil.






Em 2004 finalmente após a espera dos fãs, assinou com a gravadora Sanctuary Records e lançou You Are the Quarry, produzido por Jerry Finn, com grande sucesso de crítica e público.






Primeiro single de "You are the Quarry", "Irish Blood English Heart":






Em 2006 lançou Ringleader of the Tormentors, produzido por Tony Visconti, e iniciou novas parcerias com o guitarrista Jesse Tobias.






Um dos Singles de "Ringleader of The Tormentors", "The Youngest was the Most Loved":






Em 16 de Dezembro de 2006, no concurso televisivo inglês Britain's Greatest Living Icon, "O Maior Ícone Britânico Vivo" (numa escolha realizada por meio de votos do público em geral). Morrissey classificou-se em segundo lugar apenas atrás de Sir David Attenborough, ficando à frente de nomes importantes, como Paul McCartney, entre outros.
Fã de boxe confesso, e de artistas como David Bowie, e a banda New York Dolls, Moz tem um gosto refinado e diferenciado, admitiu que compra muitos cds todos os dias, e que a maioria deles acaba indo sempre para o lixo após a primeira ouvida.






Em 2009, lançou mais um disco de músicas originais a que chamou de Years of Refusal.






Um dos Singles de "Years of Refusal", "That's how people grow up":








"Eu estava desperdiçando meu tempo
Tentando me apaixonar
A decepção veio até mim e
Me chutou, me encheu de hematomas e me feriu.

Mas é assim que as pessoas amadurecem
É assim que as pessoas amadurecem

Eu estava desperdiçando meu tempo
Procurando por amor
Alguém deve olhar e ver em mim
A pessoa dos seus sonhos..."


(That's how people grow up)



Em 2014 foi lançado o álbum "World peace is none of your Business".






"Kiss me A Lot", um dos singles do álbum:








Ídolo
Os concertos de Morrissey ficaram célebres devido ao número incrível de pessoas que constantemente invadiam o palco para poderem tocar no seu herói.
Várias vezes os seus shows tiveram que ser interrompidos por causa da quantidade de invasores presentes no palco que tentavam agarrar o cantor.






"Minha vida é
Uma sucessão infindável
De pessoas dizendo adeus
Minha vida é
Uma sucessão infindável
De pessoas dizendo adeus
E o que sobra para mim?
O que sobra para mim?

Houve um tempo em que
O futuro estendia-se a minha frente
Mas agora ele se estende para trás
E todas as melhores coisas da vida
Estão atrás de vidros
Dinheiro, jóias e sexo
E o que sobra para mim?
O que sobra para mim?"

(My Life Is a Succession Of People Saying Goodbye)



Em 17 de outubro de 2013, a autobiografia de Morrissey, intitulado “Autobiografia”, foi publicada.






O lançamento do livro causou polêmica, porque foi publicado pela editora Penguin Classics, que até então só publicava clássicos da literatura de autores consagrados. O livro entrou na lista dos mais vendidos do Reino Unido em número um, com cerca de 35.000 cópias apenas na primeira semana. Essa biografia revelou detalhes de sua infância difícil, o fato de que quase matou a sua mãe ao nascer, que sua irmã tentou mata-lo na infância, entre outras situações, como viver isolado no quarto lendo Oscar Wilde, e sua vida nostálgica. Morrissey desde Smiths é um "ícone da depressão" e melancolia.






"Seasick yet still docked":






"Eu sou uma pobre alma, fria e congelada
Tão distante de onde
Eu pretendia ir

Chafurdando pelas calmarias tão constantes da vida
Tão distante de onde
Eu estava determinado a ir

Queria saber como alcançar aquele que eu amo
Mas não tem jeito
Queria ter o charme para atrair aquele que eu amo
Mas, perceba
Eu não tenho nenhum charme

Esta noite eu consumi
Muito mais do que posso aguentar
Ah, isso está muito claro para você
E em toda a minha vida
Ninguém me deu nada
Ninguém nunca me deu nada

Meu amor é tão afiado quanto uma agulha no seu olho
Você tem que ser muito tolo
Para me ignorar..."


(Seasick Yet still docked)




Vida
É adepto do vegetarianismo.
Durante o começo da carreira nos Smiths, ele dizia em entrevistas que era celibatário.
Johnny Marr declarou em uma entrevista de 1984 que "Morrissey não praticava sexo no momento e não o fez por um tempo, e que ele teve um monte de namoradas no passado e muito poucos amigos homens."
Em Setembro de 2010, o cantor fez uma declaração polêmica no jornal britânico The Guardian, chamando os chineses de sub-espécie devido à maneira como tratam os animais, privando-os de qualquer direito ou dignidade.







Ele também critica a Família Real Britânica frequentemente.
Morrissey anunciou no dia 05 de junho de 2012, que planejava se aposentar em 2014, quando completa 55 anos. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, Moz - como é chamado por seus fãs - afirma ter envelhecido muito rapidamente nos últimos anos.
Pelo visto e para alegria dos fãs ele mudou de ideia.
Em 2014 afirmou estar lutando contra um câncer, e com a doença sob controle vive no momento uma rotina normal.






Em sua autobiografia, Morrissey afirmou ter tido relacionamento com um fotógrafo, revelando sua bissexualidade.








Polêmicas
Morrissey é o rei dos comentários provocativos – inclusive, o cantor também tem um histórico alvo marcado na família real inglesa – e basicamente em toda e em qualquer coisa que ele quiser.
Morrissey fez sua banda vestir camisetas com os dizeres “Nós odiamos William e Kate”, em mais um ataque contra o casal real inglês.
No show do Rio de Janeiro, e São Paulo em 2012, ele fez uma crítica ao presidente da Síria, Bashar al-Assad.






No festival Coachella, o cantor ficou contrariado com o cheiro da carne assada vindo do público.
Morrissey parou a música e deixou o palco dizendo: "Eu estou sentindo cheiro de carne assada. Deus queira que seja humana".
Em 2013 Morrissey ganhou ação contra o programa culinário do especial de Natal de Gordon Ramsay, em que foi exibida uma de suas canções indevidamente, e no mesmo ano doou cerca de R$ 30.000,00 para campanhas em favor dos animais.
Com o sarcasmo já costumeiro, Morrissey mandou um recado para o chef Gordon: “Ramsay talvez enfie a cabeça em seu micro-ondas quando descobrir que o dinheiro que recebi do Channel Four está sendo doado para a Peta combater 'foie gras'. Foie gras é produzido tão cruelmente que ele seria contra se tivesse alguma ética.”
Morrissey teve datas para shows no Brasil no ano de 2014, porém, uma severa intoxicação alimentar que o cantor e sua equipe sofreram em Lima, no Peru, fizeram com que as datas fossem adiadas.
Esse ano, já estão confirmados shows no Brasil.






"Alma Matters":






"Então
A escolha que eu fiz
Pode lhe parecer estranha
Mas, em todo caso, quem lhe perguntou?
É a minha vida
Destroçando-se
À minha própria maneira

Veja você
Para alguém
Em algum lugar
Oh sim
Diplomado na mente
Corpo e alma
Parcial e integralmente"

(Alma Matters)





Algumas frases de Morrissey:



"Eu não tenho nenhum tipo de relacionamento amoroso. Um pouco porque eu sempre gostei de homens e mulheres que não gostavam de mim, e nunca quis os que gostavam. Eis o problema: nunca encontrei a pessoa certa."  - na 'The Face', em 1990.


"Quando me enterrarem, eu gostaria que estivesse escrito na lápide 'bem, ao menos ele tentou'. " - na 'Melody Maker', em 1987.


"Tenho uma obsessão com a morte. Se existisse uma pílula mágica que pudesse ser tomada e o tirasse deste mundo, eu a tomaria." - na 'NME', em 1988.


"Às vezes eu gostaria de ser apenas um beberrão." - na 'Select', em 1991.


"As pessoas deveriam perceber que nada é importante na vida. E, assim, deveriam fazer coisas loucas, como ficar nus, se jogar nos rios, apostar corridas em carrinhos de supermercado e beijar gatinhos." - na 'NME', em 1985.






"Serei o primeiro Smith a morrer. Levarei um tiro, provavelmente de um dos ex-Smiths." - na 'GQ', em 2005.


"Eu consigo olhar o lado bom das coisas. Só não faço isso muitas vezes." - na 'Melody Maker', em 1987.


"A idade não deveria afetar as pessoas. É como o tamanho do seu sapato, não determina como você vive. Você é chato ou maravilhoso, independente da idade." - na 'Melody Maker', em 1983.



“Acredito que os animais olham para os seres humanos e pedem por proteção, e, claro, os seres humanos os levam para o abatedouro, o que para mim é como a imagem de uma criança sendo levada até um matadouro. Não há nenhuma diferença.”
Morrissey.



"Such a Little Thing Makes Such a Big Difference":








"Uma coisa tão pequena
Uma coisa tão pequena
Mas a diferença que fez foi enorme
Lá vai você
Empunhando sua corrente de bicicleta
Oh, por que você não muda?
Mude e seja mais legal?
Uma coisa tão pequena
Um tom suave de gentileza
Ou palavras escritas num bilhete
- Você sabe escrever?

Como eu amo todas
As coisas bem simples da vida
(Bom ar de Deus)
Como eu amo todas
As coisas bem simples da vida
Por que você não muda?
"Eu não vou mudar
E eu não vou ser legal"
A maioria da pessoas guardam seus cérebros
Entre as pernas..."


(Such a Little Thing Makes Such a Big Difference)



Morrissey diferentemente de outros artistas ganha destaque, por sua acidez e sinceridade, por não ser uma criação da mídia, tão pouco seguir padrões da moda, ou escrever canções superficiais e apenas para vender como muitos artistas da atualidade.
Como artista "underground" seu número de fãs cresceu e cresce até hoje, sendo ele considerado um dos artistas mais originais e talentosos do cenário do rock alternativo.







"Certain People I Know":






"Eu aproveito a deixa de
Certas pessoas que eu conheço
Eu uso a deixa
E então eu
A repasso para você

E quando eu o balanço
Então, isso capta o olhar dele...
(Você ousaria?
Você teria morrido!)

Eu confio nas opiniões de
Certas pessoas que eu conheço
Elas olham para o perigo
E caem
Na gargalhada

Eu odiaria ser como
Certas pessoas que eu conheço
Eles quebram seus pescoços
E não podem arcar
Com o tratamento..."
(Certain people I know)




*Conheci o Morrissey na minha adolescência, apresentado pelo meu tio- fã numero zero, Sidney Faneli; ao questiona-lo sobre uma camiseta que ele usava em uma festa, e assim tudo começou, busquei o som cujas músicas acabaram por me influenciar, e logo também me interessei pelo som dos Smiths, como não vivi o auge daquela época; e foram canções que mexeram verdadeiramente comigo e me marcaram de diversas formas; desde então sou mais uma estranha e fiel fã desse gênero, letras tão profundas e tocantes, que me tornaram amante desse ser peculiar e genuíno que é Morrissey. Amor incondicional.*

Helena Dalillah







Sidney Faneli - principal fã assumido de Morrissey de Sampa, desde os anos 80, que reside em Barueri:






Além de um grande fã Sidney é criador de um dos primeiros fãs clubes de Smiths e Morrissey anunciado na revista Bizz, em que se correspondeu com fãs de todo Brasil.
Na turnê em 2000 Sidney compareceu no show de seu ídolo pela primeira vez no País.
Além de um colecionador de material de Morrissey e Smiths há muitos anos, é um fã confesso desde 1987 quando uma amiga lhe deu uma K7 da coletânea "The World Won't Listen"e ele nunca mais foi o mesmo:
"Não fico um dia sequer sem ouvir Morrissey ou Smiths."











A coleção completa de Sidney, de Lps, e Cds, isso sem contar pôsteres, revistas e livros:






DVDs:





Ele relembra aquele 3 de abril de 2000 no antigo Olympia:
"Sai de casa bem cedo para ficar na grade; alguma coisa me dizia que aquele dia seria especial. O show foi incrível, toda aquela galera indo ao delírio, e quando ele chegou ao fim da canção "Ouija Board" jogou a camiseta, e eu, com meu tamanho todo (1,58), dei um pulo e consegui pegar um pedaço dela. A sensação foi maravilhosa, inesquecível. Ter um pequeno tesouro do meu amado Morrissey."
Segundo o próprio Sidney ele compareceu ao show com entusiasmo aquele dia, e com uma sensação de que aquele não seria um concerto comum






Conheceu o baixista dos Smiths Andy Rourke  numa sessão de autógrafos na Galeria do Rock.
Sidney também é um dos administradores da página oficial do facebook intitulada Morrissey Brasil.
Ou seja; um fã completo do nosso amado Morrissey.






Equipe Morrissey Brasil. Administradores.
Sidney, Veri, Sócrates e Vanessa:





*No show realizado no Espaço das Américas em 2012 tivemos o prazer e a honra de realizar o sonho de ver Morrissey de pertinho.*
Helena Dalillah


A galera da fila no grande dia:










No aguardo do tão esperado concerto:






Surreal, maravilhoso, emocionante, e um show pra se levar pra sempre no coração.
Ficar na grade e poder ver até o brilho dos olhos do tão amado Mozz não tem preço.
Uma visão inesquecível:












Todo o ano em Sampa é organizado o Morrissey Day, em que fãs da grande São Paulo e região se reúnem para celebrar essa grande paixão.






Momento marcante do Morrissey Day de 2015 na voz de Vinícius Santiago com a banda Panic Cover:





Foram divulgadas as datas das apresentações do cantor no país.
Serão duas em São Paulo, uma no Teatro Renault, no dia 17, e outra no Citibank Hall, dia 21; no Rio de Janeiro, Morrissey tocará no dia 25,  enquanto o show em Brasília ocorrerá dia 29.
Os shows desse ano com certeza serão inesquecíveis e reservam muitas emoções aos fiéis fãs.






Sidney no seu encontro com o músico Gustavo Manzur da banda de Morrissey:






E com o músico Jesse Tobias:







Morrissey Day de 2016 no vão livre do Masp:











Momento marcante do evento com a presença de Marco Morrissey :







Albuns de Estúdio:
Viva Hate (1988)
Kill Uncle (1991)
Your Arsenal (1992)
Vauxhall and I (1994)
Southpaw Grammar (1995)
Maladjusted (1997)
You Are the Quarry (2004)
Ringleader of the Tormentors (2006)
Years of Refusal (2009)
World Peace Is None of Your Business (2014)



Coletâneas:
Bona Drag (1990)
World of Morrisey (1995)
Suedehead: The Best of Morrissey (1997)
My Early Burglary Years (1998)
The Best of Morrissey (2001)
Greatest Hits (2008)
Swords (2009)




Live:
Beethoven Was Deaf (1993)
Live at Earls Court (2005)
Who put the "M" in Manchester (2005) - DVD
Morrissey 25: Live (2013) - DVD



Cantando o sucesso de The Smiths "There's a Light that never goes out":





“Se você ama animais, obviamente não faz sentido machucá-los.”
Morrissey.








"E se um ônibus de dois andares colidisse contra nós
Morrer ao seu lado, seria um jeito divino de morrer
E se um caminhão de dez toneladas matasse nós dois
Morrer ao seu lado
Bem, o prazer e o privilégio são meus."
Morrissey







MORRISSEY
FOREVER







Irmãos Menendez

  Real: Menendez Brothers Olá, Depois de um longo recesso, o Mundo de Helena voltou. Muito se fala sobre os irmãos Menendez após um movimen...